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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma bruxa em desdobramento inconsciente

Uma situação muito comum para nós na apometria mas que não é estudada pelos seguimentos espíritas mais conservadores é o desdobramento inconsciente. Como a pessoa que está em desdobramento geralmente não sente nada de anormal e tbm nem sabe que isso existe, é algo difícil de ser percebido e somente num atendimento apométrico é que acabamos percebendo que isso está ocorrendo com a pessoa.


O desdobramento inconsciente é um estado onde a pessoa encarnada encontra-se desdobrada (fora do seu corpo físico, em corpo astral) na dimensão astral. Nesses casos geralmente o grau de consciência da pessoa no desdobramento é limitado e ela costuma se apresentar com a personalidade de uma outra vida, ou às vezes com a junção de várias personalidades que possuem frequência semelhante.

Por exemplo, uma pessoa que já foi bruxa em várias existências passadas pode se desdobrar e aparecer no astral como uma bruxa, tanto com as memórias (personalidade) que ela tinha em uma dessas vidas como com a memória de mais de uma dessas vidas onde foi bruxa. E pra quem acha que as bruxas só faziam poções do amor e remédios com ervas, saibam que as atividades mais comuns delas envolviam sacrifícios humanos, principalmente de crianças.

Essa consulente é uma mulher jovem, menos de 30 anos, professora, tem "rinite alérgica também desde criança e fortes dores no estômago quando me incomodo. Na adolescência surgiram as dores de cabeça e atualmente também no pescoço, muito seguidamente." O pais são separados, sendo que o pai é alcoólatra, e há um distanciamento entre eles (pai e filha). Tem um histórico de algumas relações amorosas que não deram certo pq "sempre algum problema acontece e meus namoros acabam, ficam insustentáveis." O pai atualmente está com câncer e ela tem a percepção de que precisa se "resolver com ele antes que queira que algum relacionamento meu dê certo." Ela tbm relata que "me estresso com os alunos por tentar ensinar e a maioria deles não se interessar em aprender, .."


Esses fatos sobre a consulente são importantes para que se perceba as relações da vida dela no plano físico com o estado de desdobramento inconsciente em que ela estava quando a atendemos. Os eventos que ocorrem em nossa vida (situação familiar, relacionamentos amorosos, problemas de saúde, etc.) muitas vezes despertam lembranças e desejos em nosso inconsciente e isso pode provocar situações de desdobramento inconsciente, às vezes como uma fuga ou compensação da realidade, outras vezes como forma de nos proteger, outras para nos vingarmos de alguém, etc.

Como é comum convivermos com pessoas ao nosso redor que já são nossos conhecidos de várias vidas, e com as quais já tivemos vários tipos de relação (marido/mulher, pai/filha, amante, amigos, inimigos, etc.) a presença dessas pessoas em nossas vidas recriando situações similares às que ocorreram em outras vidas ocasionalmente se abrem frequências de vidas passadas que tbm podem induzirnos a um estado de desdobramento inconsciente, principalmente se nessas vidas houver seres ligados a nós ainda vivendo na dimensão astral.

Inicialmente vimos que o pai da consulente, em desdobramento inconsciente, a persegue e prejudica seus relacionamentos, por não estar conformado com a situação da vida atual, onde é pai dela, em função de lembrar em desdobramento que ela já foi mulher dele em pelo menos duas outras vidas. O que se pode fazer nessas situações é apagar essa lembrança da mente inconsciente dele para tentar evitar que isso ocorra, mas como ambos possuem ligações fortes de várias vidas nem sempre o efeito é o desejado ou ao menos duradouro, pq depende dos sentimentos que nutrem um pelo outro.

O mais interessante nesse caso foi o desdobramento inconsciente da própria consulente, que antes mesmo de entrar fisicamente na sala de atendimento, entrou em desdobramento e se posicionou ao lado de uma das médiuns, que está grávida, e tentava convencê-la a lhe dar o filho assim que nascesse. Ela queria o bebê para sacrificá-lo em um ritual demonìaco. Ela estava em sintonia com uma vida passada dela onde era uma bruxa que, para obter mais poder, sacrificou o próprio filho recém-nascido para o demônio, acreditando que isto aumentaria o poder dela.

A consulente estava vivendo uma vida dupla pois em desdobramento ela ia para um local no astral onde se reunía com outra bruxas e continuavam a fazer seus rituais macabros. Nesses casos as entidades desencarnadas gostam e precisam de um encarnado desdobrado entre eles para terem um bom aporte de energia, pois somente os encarnados possuem ectoplasma. Como geralmente estão com a consciência limitada no desdobramento agem como marionetes das desencarnadas.

As dores de cabeça e estômago são em virtude dela estar constantemente em contato com energias densas, tanto das vítimas dela ainda presas na dimensão astral como das outras bruxas. Os problemas de relacionamento já vimos que tinham uma ajuda do pai dela (em desdobramento inconsciente pois ele ainda está vivo). O trabalho dela com crianças tbm ajudou a manter essa frequência aberta pois como ela se irritavba com o comportamento das crianças acabava sintonizando mais com as atividades dela como bruxa no passado, onde as crianças eram um objeto que ela usava para aumentar os poderes que tinha, pelo menos era o que ela pensava.

Abraço.

Gelson Celistre

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A confraria das bruxas

Ultimamente temos nos deparado muito nos atendimentos com entidades trevosas ligadas às antigas artes ocultistas e confrarias de bruxas que utilizavam como símbolo o pentagrama.

Pentagrama - Antigo símbolo ocultista, as cinco pontas da
estrela geralmente representam os quatro elementos
(água, fogo, terra e ar) e o espírito.
Neste atendimento, de uma jovem de 19 anos, estudante de psicologia, encontramos um grupo de bruxas lésbicas que estava ligado a ela. Dentre as queixas da consulente, ela afirma que sente-se bloqueada, sente dores no corpo na presença de algumas pessoas de seu convívio, pesadelos,  frequentemente fica meio aérea e diz coisas das quais não se lembra de ter dito, sente-se mal quando chega na casa onde mora, sente um sono profundo e tbm afirma que as pessoas sentem uma certa repulsa em ir à sua casa. Sua mãe tbm tem sente fortes dores no peito sem diagnóstico médico. A consulente tbm afirma sentir dores diárias na cabeça, garganta, dentes, zunido nos ouvidos, etc. Quando dorme sente que "vai morrer", depois sente-se fora do corpo e tem sensação de sufocamento e náuseas; relata choro frequente nessas ocasiões. Jà trabalhou em um hospital e diz que sonhava com a morte dos pacientes antes delas ocorrerem e sentia cheiro intenso de flores nos quartos. Relata tbm que na casa alugada onde moram uma mulher morreu misteriosamente, sendo que ficaram vários objetos e móveis que pertenciam a ela.

As dores que a mãe da consulente sentia tinham relação principalmente com a falecida sogra dela, avó da consulente por parte de pai. Incorporada numa das médiuns ela afirmou que "quando precisou ela não ajudou" e outras coisas, mas na realidade era apenas para passar a idéia de que era um espírito "comum" magoado e ressentido, mas os outros médiuns já tinham visto que ela no astral era uma bruxa atuante e que ela vampirizava a mãe da consulente todas as noites, lhe sugando toda energia que podia. Quando viu que sua estratégia "não colou" e que havíamos desmanchado a "base" dela no astral começou a me ameaçar pois se achava muito forte. Apagamos sua mente e nossa equipe espiritual a levou.

A consulente relatou que teve um sonho estranho onde estava presa em casa com sua mãe e que as portas e janelas batiam com força, elas tinham muito medo e rezavam. Ela disse que estranhamente no sonho ela beijava a própria mãe na boca. Rastreando o tal sonho descobrimos que em vida passada ela e a mãe já vivenciaram os mesmos papeis, de mãe e filha, e que de fato houve uma invasão da casa delas e ambas foram mortas. A mãe dela naquela vida era viúva e ambas estavam sendo assediadas por uma confraria de bruxas lésbicas para ingressar no grupo, como recusaram elas invadiram a casa e as mataram, sendo que depois de mortas seus corpos foram esquartejados.

Na dimensão astral essa frequência esta aberta e ativa, sendo que o grupo de bruxas estava ligado a ambas, principalmente à consulente. Um dos médins me alertou que a equipe espiritual não estava conseguindo penetrar no campo de força criado pelas bruxas, que estavam sentadas em círculo dentro um grande pentagrama gravado no chão, juntamente com outros símbolos ocultistas, entoando mantras e orações, em profunda concentração. Estes símbolos ardiam em chamas e a equipe espiritual não estava conseguindo destruí-los. Nesse momento eu me projetei até o local e pedi ao médium que fosse relatando o que estava ocorrendo, pois nesse tipo de desdobramento supraconsciente minha consciência no corpo físico não sabe o que eu, como espírito, estou fazendo fora do corpo.

O médium relatou que eu apareci entre as bruxas como um mago, vestindo uma túnica e carregando um cajado. Eu fui encostando a ponta do cajado na testa de cada uma das bruxas e elas foram caindo desmaiadas, saindo do transe, ao mesmo tempo que nossa equipe as ia recolhendo. Ficou por último a lider da seita, que segurava fortemente contra o peito seu livro de feitiços. Nesse momento eu transformei o livro dela em fumaça e o aspirei para dentro de meus pulmões, ela ficou enfurecida e arremeteu contra mim tentando me estrangular com as mãos. Permaneci imóvel e com o olhar apaguei sua mente e ela desmaiou, sendo recolhida junto com as outras. Depois eu expeli novamente o livro de feitiços em forma de fumaça e ele foi colocado numa pequena bolha e levado pela equipe espiritual juntamente com as bruxas. A líder das bruxas é a mulher que morava na casa onde atualmente mora a consulente e que morreu misteriosamente.

Esse grupo de bruxas acompanhava a consulente, quem tem mediunidade quase ostensiva, e lhe diziam algumas coisas que iriam acontecer em breve, tipo a morte de pacientes no hospital, a fim de que ela acreditasse que tinha um "dom" e se interessasse por artes adivinhatórias, como o tarot, pois isso facilitaria ainda mais a ligação entre elas e a consulente seria mais facilmente utilizada. A idéia era usar a consulente como médium a fim de facilitar a extração de ectoplasma e tbm para as bruxas poderem agir no mundo material.

Os problemas da consulente estavam diretamente ligados a essa confraria de bruxas, onde ela atuava em desdobramento inconsciente. Havia um enorme bolsão de espíritos ligados a essas bruxas e a consulente tbm sofria um processo de troca de energias com a confraria, daí as dores generalizadas e pesadelos. A melhora vai vir aos poucos com o desenvolvimento e o trabalho mediúnico que ela precisa realizar para se equilibrar energetica e emocionalmente.

Abraço.

Gelson Celistre.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Alucinação

Muitos fatos que ocorrem em nossas vidas tem a finalidade de despertar nossa atenção para o mundo espiritual e de nos fazer questionar nossos conceitos materialistas. Quando alguma coisa que nos afeta ultrapassa os limites da ciência, somos obrigados a buscar respostas em outras fontes de conhecimento do mundo que nos cerca. A ciência ainda não pode nos dar respostas para tudo simplesmente por falta de equipamentos (pelo menos para o grande públicao) capazes de detectar certos níveis de energia.

Este é o caso de um rapaz que nos contactou via e-mail com o seguinte problema:

"Tenho 26 anos e desde os meus 15 anos comecei a ver uma imagem estranha, é tipo um cobra ou uma corda com um nó, ela é transparente de cor acinzentada e se movimenta de forma estranha. Desde que comecei a ver essa imagem começaram os problemas. Primeiro parei de estudar, depois não saia mais de casa, até chegar a depressão e síndrome do pânico. Hoje estou relativamente bem perto do que já estive, mas minha vida não flui. Antes de começar a ver essa imagem eu era uma pessoa muita comunicativa e extrovertida. Já hoje tenho muita dificuldade em minha vida social. Quando vejo essa imagem tenho uma sensação horrível de peso e raiva. Pesquiso sobre isso faz anos e não achei nenhum caso idêntico. Mas creio que se trata de uma obsessão."


Realmente se tratava de uma obsessão. Havia junto dele uma moça que foi esposa dele em uma vida passada. Naquela existência ela era uma jovem ingênua, de família abastada, e o consulente um jovem ambicioso e inescrupuloso. Ele a seduziu, ela abandonou a família para casar com ele, e ele ardilosamente a fez parecer uma louca e a internou num hospício. Após algum tempo ela foi liberada para voltar para casa e ele então aguardou que os pais dela morressem para enforcá-la e dizer que ela, num acesso de loucura, tinha se suicidado. Ela queria enlouquecer o consulente. Era um espírito muito perturbado emocinalmente e seus sentimentos eram um misto de ódio e mágoa, pois ela o amava. Conversamos um pouco, tentamos encontrar os pais dela daquela vida sem sucesso, mas encontramos a avó, que veio e a levou consigo.

Havia tbm outro obsessor, daquela mesma vida, quer foi sócio do consulente e foi enganado, perdeu tudo, inclusive a família, a mulher e uma filha. Acabou morrendo na miséria e queria que o consulente não tivesse nada nessa vida, que tudo desse errado para ele, e estava muito empenhado nisso. Segundo ele isso foi nos idos dos anos 1800, há quase duzentos anos, e ele se gabava que na vida anterior a esta do consulente ele conseguiu provocar a morte dele.

Num breve diálogo fiz ele lembrar de uma vida anterior onde ele era um padre que viajava por pequenas cidades e vilarejos coletando doações para a construção de uma igreja; após conseguir uma boa soma ele dizia que ia levar o dinheiro ao bispo e gastava tudo na farra. Fizemos ele lembrar isso apenas para que ele percebesse que ser enganado pelo consulente não foi uma injustiça para ele, mas apenas a colheita de algo que ele mesmo plantou.  A mulher e a filha dele daquela vida apareceram e lhe pediram perdão (elas tbm foram abandonadas pelo consulente depois dele tê-las expropriado dos seus bens), ele se emocionou e foi com elas.
Além disso tbm captamos uma situação onde o consulente estava desdobrado no meio de um círculo formado por várias bruxas e onde ele foi sacrificado. Em uma outra existência ele procurou essas bruxas para contratar um feitiço a fim de conquistar uma mulher, mas elas o mataram e esquartejaram, assim como haviam feito com diversas outras pessoas. Encontramos vários recipientes de vidro com partes de pessoas (coração, fígado, mãos, etc) que elas haviam sacrificado em seus rituais.

Para que o consulente pudesse estar sendo acessado nessa frequência era preciso alguma ligação com alguma outra frequência onde ele tivesse sido o algoz e não a vítima, então pedi aos médiuns para rastrear outra vida passada dele e eles o encontraram desdobrado em uma outra frequência, onde era um xamã que fazia muitos sacrifícios humanos, troca de vida e coisas similares. Nessa frequência havia um enorme bolsão de espíritos sofredores, vítimas do consulente daquela vida, e ele ia frequentemente para lá em desdobramento inconsciente para continuar com suas atividades macabras. Apagamos a memória inconsciente ativa relativa àquela vida e resgatamos os espíritos sofredores.

O consulente nos relatou que está frequentando um centro espírita mas lá não souberam lhe dar alguma resposta sobre seu problema e tbm disse que por indicação médica já havia feito tratamento com remédios sem obter sucesso. Afirmou que não acreditaria em nada "espiritual" caso não tivesse sido vítima dessa situação, a alucinação onde via a tal corda, que na verdade tem a ver com mediunidade de vidência pois ele estava vendo um objeto que existia na dimensão astral. Devido ao longo tempo que ele via isso e por ter se impressionado muito, ele mesmo mantinha essa criação materializada no astral, bastando ele sentir inconscientemente a presença do obsessor para ele mesmo potencializar a imagem a ponto de percebê-la. Ele foi orientado a mentalizar a dissolução da imagem pois como ela está ativa em sua mente ele pode voltar a vê-la mesmo sem a presença do obsessor.

Abraço.
 
Gelson Celistre

sábado, 2 de abril de 2011

Incorporação involuntária

     A consulente há algum tempo teve uma incorporação involuntária e a partir de então começou a frequentar um centro espírita e está estudando o espiritismo. Nos centros espíritas geralmente existe um caminho a ser percorrido por quem entra até chegar a trabalhar como médium na casa. Costuma-se inicicar com o ESDE (estudo sistematizado da doutrina espírita) para somente depois participar dos cursos de formação de médiuns, o que no total pode levar alguns anos até que a pessoa possa praticar a mediunidade no centro. Como ainda está começando, está ainda no ESDE, nos procurou para ver se podemos auxiliá-la em razão de sentir enjôo, dores de cabeça muito fortes e tremores.
     Verificamos que o tal ser que ela incorporou invonlutariamente, há mais de um ano, era um espírito que foi noivo dela numa vida passada. Desde aquele dia esse espírito vive "maritalmente" com a consulente. O que ocorreu entre eles é que a consulente em vida passada, deixou o cidadão no altar e fugiu, vestida de noiva, com um outro sujeito. O noivo traído foi atrás deles e matou os dois, sua noiva e o amante, e em seguida suicidou-se de uma forma bastante original, pendurou-se pelo queixo num gancho de frigorífico, onde colocam os cortes de bois (provavelmente naquela vida ele era açougueiro). Demorou algum tempo agonizando até morrer.


     Ele estava num mercado quando viu a consulente, que foi lá fazer compras, e a reconheceu. Desde então se aproximou dela e a obsidia. Dorme com ela todas as noites e passa o dia todo junto dela. Ele fantasiava que ela tinha se arrependido e voltado pra ele, que estava iludida com o outro homem e que reconheceu que somente ele é quem a ama e que por isso voltou pra ele. Um ser perturbado, que auxiliamos ajudando-o a esquecer esse episódio. Veio uma mulher que foi esposa dele numa vida passada e o levou.
     Depois disso tratamos uma moça meio dementada que morreu eletrocutada numa cadeira elétrica. Em uma vida passada a consulente era adepta de magia negra e fez um pacto com um ser demoníaco para conseguir casar com o pai dessa moça, que tinha muitas posses. Depois de casarem ela matou quase toda a família do marido, com exceção de uma menina em quem ela botou a culpa da chacina. A menina foi tratada como louca e internada durante vários anos em prisão psiquiátrica, até ser executada na cadeira elétrica.
Rastreamos o ser com quem a consulente havia feito o pacto e nos deparamos com uma criatura com chifres e o corpo todo tatuado. Uma de suas tatuagens, no peito, era de uma estrela de cinco pontas e foi feita num ritual onde esse ser se imantou a outro mais poderoso. Através dele chegamos nesse outro, que se ocultava num enorme templo escuro sem janelas, apenas com uma porta de entrada. Prendemos esse ser e mais quatro outros em quatro templos iguais, que formavam no astral uma estrela de cinco pontas.
     Desmantelamos várias bases desse ser tatuado e o convencemos a entregar outras tantas de seus comparsas, garantindo a ele que lhe providenciaríamos o apagamento de seu rastro energético e uma nova encarnação, numa espécie de "programa de proteção à testemunha" misturado com "delação premiada". Assim conseguimos os endereços vibratórios de vários outros laboratórios e bases trevosas, que foram todas desmanchadas e os seres ali aprisionados resgatados.
     Tbm havia uma ligação do mesmo grupo de seres com a prisão onde executavam os presos pois uma das pessoas que trabalhava lá, como muitos morriam sem que fosse investigado a fundo a causa, tbm era servo desses seres malignos e matava muitos prisioneiros ofertando-os em ritual aos tais seres. Foram todos resgatados.
     Muitas pessoas possuem mediuinidade ostensiva e, apesar das fortes evidências, postergam o desenvolvimento de suas faculdades mediúnicas, às vezes por várias vidas, acreditando que é algo que depende de sua vontade. Entretanto, essa atitude acaba redundando em um desabrochamento descontrolado da mediunidade, provocando situações como essa que a consulente teve, de uma incorporação involuntária.


Gelson Celistre.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A oficial nazista

Os sintomas

Às vezes um atendimento que parece ser "de rotina" nos revela surpresas interessantes. Este foi o caso desta consulente, mulher na faixa dos 30 anos, de ascendência alemã, que frequenta um centro espírita na cidade onde mora, participa dos estudos sistematizados da doutrina, assiste palestras e toma passes, e que apresenta sintomas de mediunidade, tais como angústia, sensação de aperto na cabeça, sente-se mal em casa e quando tenta orar sente muito sono, percebe a presença de um espírito a influenciando, etc., além de ter epilepsia.

1º obsessor - A irmã

O primeiro espírito percebido junto à consulente era uma mulher com os cabelos desgrenhados, com aparência de louca, dizendo que iria deixar ela (a consulente) louca tbm. Esta mulher havia sido a irmã mais velha da consulente em uma vida passada onde a mãe delas, viúva, era proprietária de uma pensão. A obsessora afirmava que foi considerada louca e internada num hospício, onde morreu, apenas por ter jogado uma panela de água quente na irmã (a consulente). Alegava que a irmã era a preferida da mãe de ambas e que ela era obrigada a trabalhar pelas duas, enquanto a irmã só se divertia. Num acesso de raiva um dia jogou uma panela de água fervente sobre a irmã, tendo queimado parte do seu corpo, e foi considerada louca. Deve ter tido um ataque de histeria. São espíritos que vem há várias vidas em desarmonia, Na existência anterior de ambas, a consulente nasceu como filha dessa obsessora que, alegando que a filha lhe atrapalhava a vida, jogou o carrinho de bebê onde ela estava (a consulente) ladeira abaixo, provocando a morte da criança. Foi levada por nossa equipe espiritual para tratamento.

2º obsessor - O cliente

O segundo obsessor identificado junto à consulente, que a mantinha presa por uma corrente e uma coleira no pescoço, era um cliente do bordel onde ela trabalhava como prostituta em uma outra existência. O obsessor era prefeito da cidade e assíduo frequentador do tal bordel. Gostava de uma novidade e a consulente, uma das prostitutas com quem ele saía às vezes, lhe propôs que ele fosse amarrado à cama, algo tipo uma fantasia sado-masoquista leve. Ele topou e para sua surpresa, estando ele vestindo apenas um par de meias, amarrado à cama num dos quartos do bordel (ele disse que na época chamavam de rendez vous), eis que a consulente abre a porta do quarto e entram seus adversários políticos com um fotógrafo. Ja dá para imaginar o resto da história. Ele perdeu tudo, a família, o cargo, os amigos, enfim, morreu na sarjeta. O ódio que ele sentia pela consulente era muito grande.
No astral, no local onde eles estavam, ficavam vários casais fazendo sexo na frente da consulente, que ficava presa por uma coleira, e sua tortura consistia em sentir desejo e não poder satisfazê-lo. O obsessor se comprazia e ver ela sentindo desejo de fazer sexo sem poder fazer. Este não aceitou de jeito nenhum parar com a obsessão e afirmou veementemente que iria atrás dela assim que saísse dali, mesmo nós tendo destruído o local onde ele ficava e encaminhado os seres que estavam lá para outros locais. Tivemos que apagar a mente dele.

3º obsessor - A oficial nazista (ela mesma)

Já fazia alguns meses que não nos deparávamos com alguma organização nazista no astral e a consulente foi a nossa porta de acesso. Ela se mantinha desdobrada no astral com a personalidade que teve na sua encarnação anterior a atual, onde ela foi uma oficial da SS (Schutzstaffel, em português "Tropa de Proteção", organização paramilitar ligada do partido nazista e de Adolf Hitler).


Uniforme dos oficiais da SS.
 Nesses casos onde a pessoa está desdobrada no astral com a personalidade de uma vida passada geralmente existem bolsões de espíritos sofredores ligados a ela, pois é preciso muita energia para deslocar uma fração maior da consciência de um espírito encarnado (a matéria mais densa, a carne, atrai a consciência para si). Na maioria dos casos o espírito no desdobramento não tem clara consciência de estar encarnado, é como se ele não soubesse que já nasceu e tem outra vida na matéria, mas nesse em particular a porção de consciência da consulente em desdobramento era bem acima do normal.
Ela tinha plena consciência de estar encarnada e ainda por cima detestava essa parte dela (a encarnada). Isso se deve provavelmente ao grande número de espíritos ligados a ela no astral, vítimas do holocausto.
Inicialmente a consulente estava no porão de um castelo onde haviam pessoas presas e sendo torturadas, mas rastreando aquela frequência descobrimos vários outros locais com enormes pavilhões onde os judeus eram mortos, com valas coletivas, etc. Todos foram resgatados.
A consciência da consulente como oficial da SS era tão grande que ela quiz se manifestar através de uma das médiuns e conversamos durante algum tempo. Extremamente arrogante e orgulhosa, falando com muita frieza sobre os atos que cometia, inlcusive sobre o aborto do próprio filho, que ela doou para experiências aos cientistas nazistas.
Falou com desprezo de sua encarnação atual, dizendo-se fraca (por ter vindo buscar auxílio espiritual) e afirmando que "quem inventou o karma" era um idiota pois não havia lógica em ela depois de ter sido uma oficial da SS renascer desse jeito.
Enquanto conversávamos outra médium recebeu um padre, tbm nazista, que enquanto resgatávamos as vítimas num campo de concentração se desgarrou dos demais. Ele disse que estava ali para confortar os judeus, para que eles aceitassem melhor a morte, mas no fim descobrimos que ele era a favor do nazismo mas não era um alemão "puro" e por isso teve sua língua cortada e foi colocado junto com os judeus.
A consulente incorporada como oficial nazista riu da situação do tal padre dizendo que ele achava que eles (os nazistas) não iriam descobrir as origens dele e que por isso se ofereceu para trabalhar nos campos, mas eles já tinham "mapeado" a genealogia dele e o mataram.
Através da frequência desse padre, que apesar de tudo simpatizava com os nazistas e se sentia um deles, chegando a dizer para mim que "Deus gosta das raças puras", encontramos um grupo de padres encarnados que acredita na ideologia racial nazista e que estavam fornecendo energia (ectoplasma) para manter aquela situação que encontramos no astral. Efetuamos a desconexão desse grupo de religiosos com o local no astral.
Rastreando essa  frequência descobrimos vários laboratórios e em um deles havia várias tumbas (na falta de um termo mais apropriado vamos chamar de tumbas, mas eram uma espécie de caixões transparentes onde os corpos ficavam na posição horizontal) com oficiais nazistas em estado de aparente suspensão ou coma induzido. Usavam máscaras como de oxigênio e esse laboratório estava ligado a um outro local (provavelmente no plano físico) onde mulheres que estavam prestes a dar a luz tinham suas barrigas abertas e os bebês eram retirados e tinham sua energia vital sugada e direcionada a esses oficiais nazistas, em sua maioria generais.
Era uma cena dantesca pois os médiuns viram as mulheres deitadas em macas, com a barriga já enorme, em vias de dar à luz, e vinham pessoas que abriam suas barrigas com uma lâmina, sem anestesia, retiravam o bebê e as deixavam sangrar até a morte.
Depois que a consulente saiu ainda apareceu um outro espírito colocando grilhões em nossos pés, que fora padre em uma vida passada. Ele alegou que foi condenado à forca por certas "práticas" mas que era inocente. Disse que apenas estudava química e alquimia para poder ajudar as pessoas, curar doenças, mas que nós o condenamos por bruxaria. Éramos todos do clero e nós fizemos parte do conselho que o condenou e que ele afirma estar caçando um a um desde que "morreu". É provável que ele esivesse tbm ligado ao grupo nazista anterior pois depois de morto ele "mudou de lado" e passou a trabalhar para as trevas. Tinha vários laboratórios onde fazia experiências, principalmente com fetos. Teve sua mente apagada.
Neste caso nos surpreendeu o alto grau de consciência que a consulente tinha em desdobramento, mas como já explicamos isso se deu em função da grande massa de espíritos desencarnados (muitos encarnados tbm) ligados àquela frequência onde ela se encontrava desdobrada.

Abraço.

Gelson Celistre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Rejeição da mediunidade

     Uma situação muito comum com a qual no deparamos em muitos de nossos consulentes é a rejeição da mediunidade. Os problemas relatados por esta consulente são típicos de quem possui uma mediunidade beirando a ostensividade e se recusa a aceitar o fato. Sente uma tristeza profunda, depressão, faz tratamento psicológico com medicamentos, tem pensamentos ruins, acha que está ficando louca pois escuta vozes, vê sinais e luzes, tem sensação de cansaço físico, os relacionamentos amorosos são desastrosos pois só atrai pessoas desequilibradas e adquire tendência ao isolamento pois sente vontade de ficar em casa trancada.
     O histórico familiar costuma ser de famílias desestruturadas, com pai alcóolico com frequentes brigas dos pais que culminam com a separação do casal. Mais especificamente a consulente relata que pesadelos e sono perturbado, onde um espírito tentava estrangulá-la. Descobrimos que o espírito que a estrangula é seu próprio pai da vida atual (em desdobramento inconsciente). Numa vida anterior a consulente era um prostituta de luxo num bordel frequentado pela mais fina nata da corte parisiense, sendo que seu pai (da vida atual) era um jovem tolo que se apaixonou por ela e ousou enfrentar sua nobre família para viver esse amor.


     Ele foi deserdado e sua amada, sabendo que seu apaixonado amante não tinha mais nenhum tostão não quiz saber dele, que morreu como um mendigo na sarjeta. É provável que o hábito de beber ele tenha trazido daquela existência, tendo sido despertado pelo nascimento da filha (a consulente) que acabaou abrindo aquela frequência.
     Quando dorme ou bebe ele se desdobra e lembra daquela vida, sentindo um ódio profundo pela própria filha, o que faz com que ele a procure para se vingar. O que podemos fazer nesses casos é apagar da mente inconsciente ativa essa memória, para tentar diminuir as visitas do pai à consulente, pois mudar o que um sente pelo outro somente com a evolução espiritual eles vão conseguir.
     Tbm havia junto dela um espírito feminino que foi avó dela numa vida passada onde ela abandonou a tribo para viver com um homem branco. Os índios a trouxeram de volta para a aldeia e os brancos vieram e mataram todos. Esse espírito, a avó da consulente, era uma espécie de xamã da tribo e queria trabalhar com ela (pela incorporação) na vid atual. O espírito tinha muitos sentimentos contraditórios, disse sentir vergonha da neta e cuidava dela para que não se envolvesse com homens novamente (provavelmente tbm atrapalhava os relacionamentos da consulente).  Dizia que a neta tinha que seguir a linhagem da família. Foi levada para conversar com membros de nossa equipe espiritual. A tribo à qual ela pertencia está vivendo no astral numa frequência até boa e ela não tem vibração para viver lá do jeito que está.
     Os médiuns ainda perceberam uma situação de vida passada da consulente onde ela abandonou um sujeito "no altar", segundo ele. Descobrimos que ela foi prometida em casamento a ele ainda muito nova (ele era uns 15 anos mais velho que ela) e ele era do tipo mulherengo, que sabendo que tinha uma bela moça à sua espera, gozou a vida o quanto pode, adiando por mais de uma década o casamento. Nesse meio tempo a consulente cresceu e deu o fora quando seus pais tentaram fazer com que ela cumprisse a promessa de casamento. Este espírito está atualmente encarnado e reside no exterior, tendo ele e a consulente vivido uma situação muito parecida com aquela na vida atual.
     A consulente tbm foi vista pelos médiuns desdobrada numa "tenda" fazendo sexo e tbm perambulando por uma região sobria do umbral, tipo "sem eira nem beira". Uma situação muito interessante com a consulente foi o fato dela estar desdobrada numa frequência como se fosse uma deusa egípcia, com uma multidão de pessoas a idolatrando. Havia um antigo sacerdote que morreu de uma praga que a usava desdobrada nessa frequência para se alimentar da energia dos espíritos que a veneravam. Inicialmente ele se apresentou como uma enorme cobra, mas o fizemos voltar ao normal.
     Depois do atendimento ela me relatou que tem muita afinidade com o antigo egito, possui livros e objetos sobre o tema, além de querer tatuar o Anúbis em seu corpo. Foram todos resgatados.
Ainda havia outras coisas com ela, como um círculo de terra ou pólvora ao redor da cama dela e dois guardiões negros vigiando o local, a mando dela mesma, que indicam que ela anda se desdobrando em outras frequências, mas o que nos foi permitido tratar nós tratamos, outras situações a consulente vai ter que obter merecimento para que sejam trabalhadas.
     A mediunidade passiva, aquela onde o médium "recebe" essa faculdade em função de pesados débitos cármicos, que é a da grande maioria dos médiuns (99,99%), para não dizer a quase totalidade, não é como um interruptor onde a pessoa pode ligar e desligar quando melhor lhe aprouver. Somente através de um trabalho mediúnico sério e dedicado o médium consegue, depois de algum tempo que pode variar de poucos meses a muitos anos, se equilibrar psicologica e energeticamente.


Gelson Celistre.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Problemas de saúde física e emocional

Os problemas

A consulente emocionalmente relata que nunca teve um relacionamento duradouro, mesmo na juventude. Morou alguns anos no exterior mas como vivia ilegalmente acabou retornando ao Brasil. Desde seu retorno relata que não se adaptou ao local e que pretende voltar para o país onde vivia e onde afirma que se sentia muito bem. Afirma tbm que sente muita solidão e tristeza, se sente muito sozinha.
Quando retornou surgiu um problema em uma de suas pernas, que começou a inchar. O tratamento médico convencional não surtiu efeito, mas ela fez um tratamento à distância com um grupo de apometria e amenizou o problema. Relata tbm que após marcar a consulta conosco começou a ter problemas de constipação intestinal e com fezes escuras.

Ressonância vibratória de vida passada

Logo que sintonizaram com a consulente os médiuns já captaram a presença de um encarnado desdobrado, um irmão da consulente, com o qual ela afirma não se dar bem, sendo que o sujeito tem problemas psicológicos, tendo inclusive sido afastado do serviço por vários anos por esse motivo. Os médiuns captaram a consulente desdobrada com a personalidade que teve em uma vida passada, onde era um jovem padre se auto-flagelando com um cilício, justamente na perna em que está tendo problemas de saúde.
Junto dela estava o irmão da vida atual, tbm desdobrado com a personalidade que tinha naquela vida, onde era um membro de mais alta hierarquia na congregação religiosa da qual ambos participavam.
O irmão dela naquela existência tinha tendências homossexuais e se apaixonou pelo jovem padre (a consulente) e o acusava de ser o causador dos "desejos impuros" que ele sentia, obrigando-o a se auto-castigar com o cilício.


Cilício [Do gr. kilíkion, pelo lat. ciliciu.]
Substantivo masculino.
1.Pequena túnica ou cinto ou cordão, de crina, de lã áspera, às vezes com farpas de madeira, que, por penitência, se trazia vestido diretamente sobre a pele.
2.Sacrifício voluntário.
3.Martírio a que alguém se submete com resignação.
4.Fig. Tortura, tormento, aflição. [Cf. cilicio, do v. ciliciar e silício.]
Fonte: Dicionário Aurélio.

Em determinada ocasião o irmão perdeu o controle de suas emoções e tentou manter relações sexuais com o jovem padre sem o seu consentimento e este acabou matando o seu superior. Quando a consulente retornou do exterior ela relatou que teve uma séria discussão com esse irmão, que foi o que abriu essa frequência e a deixou sintonizada nela. Isso ocorreu há cerca de cinco anos e é possível até que já tenha produzido algum efeito no corpo físico que seja irreversível, mas ao efetuarmos o apagamento da memória da consulente em relação àquela frequência e tbm do irmão dela, a causa foi eliminada. Ela relatou ainda que a maneira como a médium que incorporou o imão dela desdobrado se expressou, as frase utilizadas, o jeito de falar, eram realmente idênticos aos de seu irmão (a médium nunca viu o irmão da consulente, que inclusive veio de outro Estado para ser atendida em nosso grupo).
É um caso de ressonância vibratória com uma vida passada, onde a pessoa se conecta inconscientemente com uma vida anterior e passa a se desdobrar naquela frequência, assumindo a personalidade que tinha então. Elimina-se com o apagamento da memória inconsciente ativa da pessoa.

Bolsão de espíritos sofredores

Em relação ao problema intestinal, havia junto dela na altura da região lombar uma espécie de saco cheio de larvas, essa foi a impressão inicial do médium. Posteriormente descobrimos que se tratava de vários ovóides que estavam ligados a ela.
Quando residiu no exterior ela visitou um local onde havia ruínas de um templo romano. Essa visita abriu mais de uma frequência de vida passada dela. Uma foi de quando ela era uma serviçal na época da Roma antiga e sofria muito abuso sexual. Revoltada com a situação ela envenenou seu senhor. O espírito, muito perturbado, estava ligado a ela.
Ocorre tbm que esse homem que ela matou tinha um inimigo muito poderoso no astral e que queria se vingar dele por uma traição cometida. Ele manteve essa frequência aberta entre a consulente e esse ser para poder se utilizar da energia de uma grande quantidade de espíritos que foram sacrificados quando eram bebês pela própria consulente, uma outra frequência relativa a uma outra vida passada dela. Este bolsão de espíritos sofredores estava ainda ligado à consulente, embora vivendo como que perdidos no tempo e espaço na dimensão astral, mas esse ser que manipulou a situação se utilzava da energia deles. Foram todos resgatados e o tal ser foi preso.
Os problemas intestinais que ela sentiu ao marcar a consulta foram uma tentativa do ser demoníaco de evitar que ela viesse até nós, com medo de ser descoberto.

Relacionamentos amororos

Captamos um ser junto à consulente que dizia que "se ela não fosse dele não seria de mais ninguém". Tratava-se de uma entidade trevosa que em vida passada foi um Lord inglês (o país onde a consulente morou alguns anos e para onde pretende voltar é a Inglaterra). A consulente então havia sido prometida em casamento a ele, mas se recusou, casou com outro e estava grávida quando o tal Lord a sequestrou, contratou uma parteira para retirar o bebê da barriga dela, que ele ofertou ao demônio num ritual, e depois a esquartejou. O espírito da mulher que retirou o bebê dela estava junto dela inclusive, totalmente dementado.
Conversei um pouco com este ser enquanto os médiuns invadiam seus domínios e resgatavam espíritos aprisionados e outros. Acabei perguntando se ele encontrou depois de morto o demônio para o qual ele fazia os sacrifícios humanos (para ter poder segundo ele) e ele disse que sim, que atualmente ele era seu superior. Aproveitei essa referência mental para sintonizar com o tal demônio e enviar os médiuns até onde ele estava.
Era uma caverna muito escura, com um trono onde sentava este ser e ao redor dele uma grande quantidade de espíritos gemendo em profundo estado de sofrimento. Resgatamos todos e prendemos o tal demônio, juntamente com o Lord, depois que apagamos sua mente.

A solidão

A consulente relatou que há muitos anos fez um aborto e encontramos o espírito que iria nascer como filho dela num estado de muita tristeza e revolta, se sentindo rejeitado e solitário, com o corpo deformado (parece que teve o olho perfurado no aborto). Por estar em sintonia com este espírito é que a consulente sentia tanta solidão e sensação de isolamento. Descobrimos tbm que este espírito é o mesmo que foi ofertado ao demônio na vida onde a consulente foi esquartejada.
Pedi a uma das médiuns que está grávida que pegasse o espírito abortado no colo e mentalizasse um bebê muito feliz e saudável. A transformação foi imediata. Após pedi a ela que lhe dirigisse uma energia de muito amor e carinho. Interessante que o bebê que a médium está esperando ficou com um pouco de ciúmes quando ela pegou o outro no colo.
O espírito, que até então irradiava uma energia densa e muito negativa, se acalmou e passou a vibrar numa frequência mais alta. Ele adormeceu e nossa equipe espiritual o levou para o berçário do posto de socorro, de onde ele será encaminhado para uma nova reencarnação.

Mediunidade

A consulente tem mediunidade ostensiva, relata que trabalhou por cerca de 15 anos em centro kardecista na desobsessão mas que abandonou pq o trabalho era 'muito pesado'. Afirmou tbm que naquela época não sentia tantos problemas.
É uma situação que estamos acostumados a encontrar. Pessoas que possuem mediunidade ostensiva e "não querem" trabalhar com isso" ou "não querem se envolver com essas coisas". Acabam atraindo para si muitas energias que não são trabalhadas, tanto por desconhecimento de que elas estão ali quanto por falta de merecimento. Se ela tivesse perseverado em seu trabalho mediúnico muitos desses problemas que ela carregou por longos anos já poderiam ter sido resolvidos, mesmo sem ela saber, pois quando nos empenhamos para auxiliar os demais tbm recebemos auxílio.
O médium que não trabalha atrai para si muitas energias que acabam se condensando em seus corpos físico e astral, gerando problemas de saúde física e emocional.
Abraço.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O apômetra

A casa espírita

O consulente é doutrinador em um grupo de apometria há cerca de um ano, sendo que este grupo é vinculado a uma casa espírita de Umbanda. Segundo ele, o dirigente realiza algumas atividades paralelas com búzios, o que já nos dá uma indicação de que talvez ele não siga uma linha puramente umbandista, mas que tenha tendência aos ritos africanos.


 De fato, ao abrirmos a frequência da casa espírita que o consulente frequenta nos deparamos com um enorme morcego, um ser trevoso que estava rondando aquela casa para tentar "cruzar" a casa como ele mesmo disse, ou seja, fazer com que ali se trabalhe com a Umbanda e com rituais de nação africana, o chamado "batuque" aqui no sul do Brasil.

Conversei com este ser que estava incorporado numa das médiuns e o fiz lembrar que já fora companheiro de bruxaria do dirigente do centro em vidas passadas, motivo pelo qual outras entidades, mais inteligentes, o estavam utilizando para influenciar o dirigente. A entidade, o morcegão, foi doutrinada e aceitou auxílio de nossa equipe espiritual. Eu inclusive sugeri a ele que tentasse atuar junto a dirigente como seu guia, após passar para o lado do bem obviamente e ter recebido um suporte para isso. Aparentemente o dirigente está fortemente inclinado a "cruzar" mesmo o terreiro e aí vai ficar muito difícil para este grupo de espíritos que dão suporte ao grupo de apometria continuar na casa, por conta da mudaça de vibração, inclusive pq a energia da casa já não está boa.

O grupo de apometria

Havíamos visto que durante as reuniões do grupo de apometria uma equipe de espíritos fazia um círculo de proteção ao redor deles e depois viemos a descobrir que era para impedir que as entidades que acompanham o dirigente da casa penetrassem na corrente. É um sinal de que o grupo tem uma intenção correta de auxiliar e que contam com uma certa proteção.

Aproveitamos o ensejo e convidamos uma das entidades guardiãs do grupo de apometria ao qual o consulente faz parte a se manifestar, caso quizesse, e um espírito femino fez uso da palavra através de uma de nossas médiuns. O consulente, que segundo a entidade tem boa intenção no trabalho, ainda carece de um certa qualificação técnica e precisa estudar muito pois nesse tipo de atividade espiritual o conhecimento conta muito. Foi inclusive aconselhado pela entidade a estudar em sua casa. Mostraram aos médiuns que existem pessoas na cidade dele que podem vir a participar de um grupo formado por ele como médiuns.

A esposa

Em relação ao consulente propriamente, inicialmente os médiuns o encontraram vagando desdobrado numa região densa do umbral procurando pela esposa, qué é médium não atuante no momento mas que já participou de uma casa de 'umbanda', e que não está harmonizada energeticamente. Ela estava nessa mesma região umbralina, só que ligada a um grupo de espírtos dementados.

Ela estava presa e observava, desesperada, enquanto estes outros seres se devoravam uns aos outros, depois vomitavam e voltavam a comer esses pedaços. Ela seria a próxima a ser comida, literalmente. Este grupo de espíritos estava ligado a uma vida passada dela onde, acusada de bruxaria juntamente com seus familiares, teve sua casa incendiada e morreu queimada. Pela idade dela na vida atual e pela época do ocorrido, início do século XX, por volta de 1912, concluímos que foi na vida imediatamente anterior a esta.

Ela na verdade nessa vida não era bruxa, apenas tinha algum conhecimento sobre chás. Mas ocorre que um pastor protestante da pequena comundiade onde viviam se interessou sexualmente por ela e em determinada ocasião ele tentou estuprá-la, sob o pretexto de a exorcizar, que reagiu e conseguiu jogar chá quente no rosto do pastor, que ficou deformado.

Inconformado com isso, ele passou a incitar a população local contra ela, acusando-a de bruxaria. Numa noite em que a famila dela reunida festejava alguma data comemorativa ele conseguiu incitar o populacho a incendiar a casa da "bruxa" e todos morreram queimados.
Uma vez mortos esse grupo de espírtos acabou preso àquela si
tuação, sem conseguir sair da tal casa no astral,  e como em vidas anteriores tivessem realmente sido bruxos, caíram para uma frequência muito baixa no astral. Acabaram ficando dementados e iniciaram uma espécie de canibalismo astral. A esposa do consulente estava tbm presa nessa frequência, o que estava lhe desarmonizando muito a existência atual.

Puxamos o tal pastor e tentamos doutriná-lo, sem sucesso, uma vez que a criatura era mesmo muito cruel e não queria se modificar. Deixamos a cargo da equipe espiritual e eles tiveram que apagar a mente dele. Às vezes queremos evitar uma medida mais rigorosa como essa, de apagar a mente da criatura, mas em muitos casos é a melhor solução no momento.

Estes espíritos todos estavam sendo manipulados por alguma outra entidade ligada à tal casa de umbanda que a esposa dele frequentava e que pretendia que o consulente tbm sintonizasse com a frequência da esposa no astral, pois tbm fazia parte daquele grupo. O consulente tbm relatou a ocorrência de efeitos "poltergeist" em sua casa na última semana e vimos que estavam relacionados a esse mesmo grupo de espíritos ligados a tal casa e que o queriam "trabalhando" lá com a esposa.

A cigana

Ainda junto com o consulente havia um grupo de espíritos e uma cigana que ele conhecia de vidas passadas. Estas ciganas geralmente são muito espirituosas e gostam de se insinuar. São seres ainda muito presos ao sexo e certametne estava com o consulente para troca de energias sexuais em desdobramento. Essas ciganas costumam ser mais ignorantes do que más.

Ela nos contou, a pedido, sua história. Numa época remota onde os ciganos ainda andavam pela Europa em carroças e viviam em acampametnos itinerantes, ela contava então com 15 anos de idade quando se apaixonou por um "gadjo" (uma pessoa que não é cigana). Segundo nos disse, ele era um "cagão" (covarde) e quando ela contou ao pai sobre sua paixão ele fugiu. O pai dela não aprovava a união de ciganos e gadjos e a obrigou a se casar com um cigano com quase 60 anos de idade.

Ela acabou conseguindo sua liberdade com morte do marido, que ela envenenou astuciosamente para que ninguém suspeitasse, e veio a se casar com um dos filhos desse homem, seu enteado, que regulava de idade com ela, sendo apenas alguns anos mais velho. Teve filhos e netos e disse que só encontrou o seu ex-amor já velho, ocasião em que "rogou uma praga" que fez a mulher dele morrer.

Depois disso teve várias encarnações, mas lembra dessa em especial e se apresenta assim, como cigana. Disse que encontrou o consulente, que era seu ex-amor (o cagão) quando este namorou uma moça nessa vida. A cigana nos disse que essa moça gostava de jogar tarot para si e para as amigas e que ela (a cigana) a inspirava. Já tinham trabalhado juntas em outras vidas. Esta cigana não estava propensa a mudar de vida e a deixamos a cargo da equipe espirittual.

O aprendiz de feiticeiro

Incorporou tbm em uma das médiuns um espírito muito revoltado com o consulente. Ele dizia que não iria permitir que o consulente se desenvolvesse espiritualmente e que faria de tudo para atrapalhá-lo.  Em uma vida passada ambos eram aprendizes de feiticeiro e este ser se sentiu traído.Eles estudavam em grupos diferentes, como se fossem disciplinas específicas, turmas de um colégio, e tinham tutores para cada matéria (feitiços, sortilégios, poções, invocações, etc.). Isso foi no século XVI.

Este ser repassava ao consulente tudo que aprendia, enquanto que o consulente secretamente lhe omitia conhecimentos que ele adquiria. O espírito traído descobriu acidentalmente em determinada ocasião que o consulente não só não repassava tudo que aprendia, como se apossava das informações que recebia dele e se colocava perante os mentores como se fossem descobertas dele.

Ocorre que o consulente e este ser naquela vida tinham uma relação muito próxima, tão próxima que mesmo sendo ambos do sexo masculino eram amantes. Indignado, o tal ser ameaçou contar a todos o que ocorria entre eles, não só da apropriação indébita dos conhecimentos dele como tbm do fato de serem amantes, e então o consulente o matou. No fundo era um caso de amor. Conversamos um pouco com esse espírito e conseguimos convencê-lo a adiar seu encontro com o consulente para uma vida futura, onde ambos estivessem em corpo físico. Com algumas manobras persuasivas o convenci de que o melhor era esquecer e apaguei sua mente.

O mago negro

O consulente relatou-nos um evento ocorrido com ele mais de um semana antes de vir até nós e um sonho estranho que teve depois do ocorrido. Ele é apicultor amador e teve que incendiar uma colméia sua. Depois disso sonhou que era atacado por abelhas. Pode parecer algo insignificante mas como sabemos que não existem coincidências pedimos para ele lembrar do ocorrido para que os médiuns sintonizassem com aquela frequência e verificassem o que houve de fato.

O consulente foi visto em uma vida passada onde era um poderoso mago, incendiando uma aldeia inteira para "alimentar" uma legião de anjos negros, demõnios alados, que eram seus serviçais. Mesmo ele estando encarnado ele era o líder de uma legião demoníaca e atualmente estava ainda trabalhando com aqueles seres em desdobramento.

O incidente com as abelhas foi provocado pela equipe espiritual que auxilia o grupo de apometria dele para expor essa frequência, a fim de que nós pudéssemos rastreá-la e prender a legião de demônios, bem como resgatar os seres mortos na aldeia. A relação entre as abelhas e os eventos ocorridos é que o pai atual dele naquela existência morreu queimado e estava com o corpo coberto de abelhas.

O atendimento

Tínhamos duas pessoas agendadas para consulta no dia dessa reunião. Uma não pode vir e a outra, apesar de ter comparecido, teve que sair antes de ser atendida. O consulente a princípio, por ser um trabalhador apométrico, havia vindo apenas para observar nosso trabalho. Entretanto, acabamos por atendê-lo e, em função do que apareceu, pudemos observar como a espiritualidade "ajeitou" para que tivéssemos a reunião livre para este atendimento, que durou mais de duas horas.

Estas situações que surgiram com o consulente não são raras, principalmente para nós que lidamos com apometria, e este atendimento demonstra que ele está no caminho certo, que tem seres o auxiliando e apostando nele. Quando nos esforçamos sinceramente a espiritualidade nos proporciona meios de "limpar a casa" a fim de nos auxiliar em nossa jornada. Fica o alerta para a necessidade de muito estudo, aliado à boa intenção, para que o consulente obtenha sucesso em seu intento.

Abraço.

Gelson Celistre.

domingo, 13 de março de 2011

Trabalho mediúnico

Muitas pessoas pensam que por acreditar em espiritismo, reencarnação, vida após a morte, etc., são mais espiritualizadas do que outras que não crêem nessas coisas ou que seguem religiões não-espíritas. Isso é um grande erro.
A espiritualização tem a ver com postura de vida, com o respeito ao próximo, com a ética, com a solidariedade e a compaixão, com o tanto de amor de modo geral que conseguimos colocar em nossas vidas e compartilhar com aqueles que jornadeiam conosco.
Algumas pessoas lêem os relatos de nossos atendimentos e acham tudo muito fantasioso e não lhes tiro a razão, pois elas vivem em mundos diferentes, possuem outros valores e talvez não estejam preparadas para encarar essas situações como nós, mas isso não quer dizer que elas sejam mais ou menos espiritualizadas do que nós imaginamos ser, apenas que sua mente não trabalha com os mesmos conceitos que nós. O que vai determinar a situação pós-morte de cada um de nós são as nossas obras e não nossos conceitos. De nada adiantam diplomas e títulos.
Nós que nos envolvemos com espiritismo somos seres bastante devedores carmicamente, e nós que lidamos mais diretamente  com a manipulação de energias densas na apometria, temos muitas situações de vidas passadas para resolver envolvendo magia negra.
E quanto mais trabalhamos mais coisas surgem. Esse é o 'pulo do gato' da mediunidade, a oportunidade de resgatar ou amenizar situações cármicas complicadas, as quais se fôssemos resgatar num processo "normal" de reencarnação poderia nos custar várias vidas.
Quando o médium se dedica a auxiliar os espíritos sofredores com sua mediunidade ele está tbm ajudando a si mesmo, e à medida que ele vai ajudando a resolver as situações dos outros, as suas tbm lhe são apresentadas para que ele tenha oportunidade de se beneficiar tbm com este processo.
Eu particularmente estou envolvido diretamente com atendimento espiritual, na direção de grupos de apometria, há cerca de sete anos  e nesse tempo a quantidade de espíritos que já resgatamos ultrapassa a casa dos milhões.
Mesmo assim sempre estamos nos deparando com situações provocadas por nós no passado, ou seja, com resgates de nossas próprias vítimas. A primeira vez que me deparei com uma pessoa que eu matei eu fiquei meio chocado, estava iniciando na doutrinação e conversava com um espírito incorporado, ele com muita raiva por o terem matado, e eu tentando fazer com que ele deixasse isso de lado, que perdoasse seu algoz. Em determinado momento ele me disse que eu é quem o tinha assassinado, senão me engano o tinha atirado num precipício, e ele revelou que já há várias reuniões ele vinha e me observava, não acreditando que eu tinha mudado minha maneira de ser e de agir.
Depois disso apareceram situações onde eu havia cometido crimes bárbaros, atos de extrema covardia e crueldade, e por mais de uma vez me foi permitido resgatar seres que eu havia torturado e matado, e muitos que eu havia aprisionado na dimensão astral, e que ainda estavam presos lá.
Recentemente nos deparamos com um caso onde eu era uma espécie de xamã, me cobria com peles de animais, numa região provavelmente no norte da Europa ou na Ásia, onde eu sacrificava pessoas numa cachoeira, arrancando seu coração. Os médiuns sintonizaram com essa frequência vendo uma cachoeira de sangue.
Nessa localidade eu fazia esses rituais para a prosperidade da aldeia e era muito procurado por pessoas importantes de uma cidade próxima, para quem eu fazia adivinhações com os corações das vítimas dos rituais.
Essa localidade existia na dimensão astral ainda e eu por várias vezes voltei lá no passado, tanto em desdobramento inconsciente quanto nos períodos intervidas. Quando efetuamos o resgate eles disseram que sentiam a minha falta pois já algum tempo eu não os visitava. Parece incrível mas existem muitas comunidades na dimensão astral que se formam em determinada época e os espíritos ficam presos àquela situação, acreditando estarem vivos (como na Terra).
As pessas morrem e ficam perambulando pela crosta nos locais onde viviam, passa algum tempo e a quantidade de habitantes mortos fica maior, sendo que o "peso específico" (do corpo astral) deles os acaba situando em determinada frequencia do astral e eles lá permanecem, parados no tempo, vivendo no passado. Nossa energia é de fundamental importância para o resgate desses grupos de espíritos (bolsões).
O trabalho mediúnico é um meio de médiuns e espíritos sofredores, vítimas e algozes, obsessores e obsidiados, se encontrarem e ajustarem sua conduta, propiciando a um o alívio de suas dores e a outro o resgate de seu carma.
Abraço.

Gelson Celistre.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O karma conjugal

Viver é um desafio. Viver a dois é um desafio maior ainda. Isso sem contar que esses dois podem virar três ou quatro. A manutenção de uma família exige muito dos cônjuges e os atritos são comuns. Quando o casal não consegue um nível mínimo de harmonia, as brigas são inevitáveis e, em muitos casos, a separação.


Quando um dos dois é espírita é comum o ouvirmos dizer que, mesmo havendo brigas e desentendimento, não vai se separar pq quer "queimar este karma", para que na próxima existência não se encontrem novamente.  Vamos deixar claro que isso é uma ilusão. Esse tipo de karma não se resolve dessa maneira e se não querem se encontrar novamente, então não sintam nada de ruim um pelo outro, pois os laços de ódio são tão fortes quanto os de amor. Todo sentimento nos liga ao outro, seja ele positivo ou negativo.

Quem entende como funciona a lei de ação e reação e a justiça divina, percebe logo pelo problema relatado o que foi que a vítima de hoje fez como algoz de ontem. No caso em questão o consulente relata que tem sérias dificuldades com a esposa, que é extremamente indecisa e insegura, relutando por anos para tomar decisões simples, e mudando de inclinação em assuntos que devem ser decididos pelo casal, sendo a favor de determinada atitude que, quando tomada pelo marido, ela passa a se posicionar contra  e vice-versa.

Uma parte dos problemas da mulher era advinda de um trabalho de magia negra, que foi desfeito, mas sem uma importância maior no contexto do caso. O problema do marido na vida atual advém de atos cometidos por ele em uma vida passada contra essa mesma mulher, é um karma conjugal.

Como nos ensina Ramatis em seus livros, a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória. Isto significa que temos a liberdade para agir como bem entendemos, mas nossas ações irão produzir efeitos os quais nós teremos que enfrentar e corrigir, seja na mesma vida ou numa próxima. Muitas vezes as circunstâncias em que vivemos não permitem que o karma seja resgatado numa mesma vida e nesses casos numa próxima existência em que nos depararmos com as pessoas que prejudicamos a situação do resgate vai se apresentar para nós, na forma de sentirmos na nossa pele o que provocamos no outro.

O consulente em vida passada era casado, numa época em que o casamento na igreja não poderia ser desfeito, era para a vida toda. Estando apaixonado por uma outra mulher, sua amante, e possuindo um cargo de prestígio na cidade onde morava, ele orquestrou um plano para se livrar da esposa. Esse plano aliás parece ter sido muito popular no passado pois já nos deparamos com vários casos idênticos.

O plano consistia em fazer a esposa acreditar que estava louca e assim poder interná-la em um hospício, ficando então livre para viver sua paixão sem a presença incômoda da mulher e, quem sabe, poder se casar novamente caso ela morresse no hospício, um acontecimento de alta probabilidade naqueles tempos. Através de situações do cotidiano, como pedir para ela preparar algum prato específico para o almoço e na hora dizer que havia pedido outra coisa, sistematicamente, ele acabou conseguindo seu intento pois ela própria começou a duvidar de sua sanidade e acabou enlouquecendo.

Na vida atual encontram-se novamente, se casam, e ela apresenta o mesmo tipo de comportamento com o qual ele a deixou na outra vida, tendo agora como "resgate" conviver com ela e lhe dar o amor que não deu antes, pois somente assim irá resgatar esse débito. Se engana quem acha que suportando com amargura e ressentimentos um casamento difícil vai "queimar" o carma. Seja qual for o débito cármico que tenhamos a resgatar, a única moeda que pode nos dar a quitação é o amor. Qualquer outro sentimento é um refinanciamento da dívida.

Abraço.

Gelson Celistre.