segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A iniciação



     Há vários meses recebi um livro de presente de uma das médiuns que trabalha comigo mas por falta de tempo não pude iniciar sua leitura. Como agora terminaram as aulas da faculdade consegui um tempo livre e resolvi ler o tal livro. O nome do livro é Iniciação e a autora é uma mulher chamada Elisabeth Haich (1897-1994). O livro foi escrito em forma de romance mas seria uma espécie de autobiografia da autora, que fundou a primeira escola de ioga na Europa após a Segunda Guerra Mundial e era tida como líder espiritual por um grande número de seguidores.



     A autora era uma pessoa especial, segundo ela mesma. Desde tenra idade ela pensava e sentia de modo diferente de seus familiares, tinha visões de fadas e gnomos, sonhos premonitórios, sentia-se "longe" de seu "verdadeiro" lar, lembranças de vidas passadas, escutava vozes lhe dando orientações, ninguém lhe entendia, etc. 

     Em conversa com a médium que me presenteou o livro, propus a ela que verificássemos onde estaria agora a autora do livro. Como ela morreu em 1994, poderia estar em algum lugar no astral ou já ter reencarnado. Fazemos esse tipo de rastreamento comumente em nossos trabalhos quando necessário e não exige nenhum preparo especial. A médium concordou e dei um comando a ela para que fosse aonde estava a tal escritora.

     Em seguida ao comando de rastreamento a médium começou a descrever o lugar que estava vendo:
Eu vejo um lugar que me parece ser no astralparece um tipo de templo mas não é um templo comum, parece ser feito de uma energia meio que azulada e é bem diferente dos prédios que eu já vi no astral. Vejo tipo que o contorno do templo em linhas de uma energia azulada, de um branco meio azulado mas esses contornos parecem irradiar algum tipo de energia na direção central das linhas formando algo como se fosse um tipo de parede. É bem complicado de descrever pq eu vejo o contorno e sinto que tenha algo no centro, mas algo que não é visível como se fossem paredes que não permitem ver o interior do templo, mais elas não são visíveis.
Ok, disse a ela, procure ver se tem alguém nesse templo.
Certo. Vejo agora uma mulher se aproximando de mim vestida com uma túnica clara, os cabelos são escuros e ela é desencarnada. Está se aproximando de mim e me convidando a entrar no templo e tipo que através de mim ela já viu vc também. Estou perguntando quem é ela e e que lugar é esse mas ela continua tipo que me conduzindo para mais dentro do tal templo e começou agora a me dizer que nesse lugar muitos espíritos que trabalharam com algum tipo de magia no passado vem para serem preparados para voltarem a matéria, vem para trabalharem certos conhecimentos que adquiriram no passado e que irão ter a possibilidade, a chance de usar aqui assim como nós fazemos aqui. A mulher está me dizendo que já passamos por alguns lugares bem parecidos com esse em momentos intervidas. Estou  perguntando quem é ela e pq está me dizendo tais coisas e ela está sorrindo e me dizendo que está apenas respondendo questionamentos que eu fiz, que fomos nós quem viemos até aqui atrás dela, então que por certo sabemos quem ela é... Ela está dizendo que enquanto aguarda um novo momento de voltar tem estado aqui trabalhando com os responsáveis por esse lugar e ao mesmo tempo também se preparando. Estou perguntando a ela pq escreveu o livro enquanto esteve aqui, qual foi o propósito, e se as coisas narradas no livro realmente foram da maneira como ela escreveu. Ela está me dizendo que quando escreveu o livro, mesmo estando no físico, ela já vinha a esse lugar e que um dos espíritos que são responsáveis pelo lugar permitiu que ela o escrevesse, tentando com isso despertar espíritos para que pudessem vir também a esse lugartanto como encarnados, como depois de desencarnados também e disse que o livro foi escrito de uma maneira que não consegue atingir pessoas que não estivessem preparadas, por isso muitas pessoas acham uma leitura de difícil compreensão e não conseguem terminar o livro, por mais que tentem. Ela está me dizendo que já presenciei isso várias vezes e que o intuito ao escrever o livro não foi o de que ele ficasse "famoso" e sim que conseguisse realmente "despertar" espíritos que possam estar nesse lugar ou em outros semelhantes a este.
Ok. Me localize ai nesse templo (me desdobrei e me projetei ao local onde a médium estava na dimensão astral).
Bem, estou vendo vc agora com a aparência de hoje e ela está te dando boas vindas e está dizendo a vc que já se encontraram em um outro lugar semelhante a esse, onde vc esteve pouco tempo depois que se foi do Egito. Quando viveu no Egito vc foi se reunir a alguns discípulos seus em um lugar semelhante a esse, iniciados.  Ela está dizendo aqui que vc não foi das trevas em todas as suas vidas do Egito e que vc teve um vasto conhecimento e poder em todas elas. Mas na sua última vc foi um sumo sacerdote e iniciou vários sacerdotes...

     Muito interessante a história mas minha intuição me dizia que apesar de a médium não estar sentindo nada de negativo e de o local parecer estar numa região astralina mais elevada, não era o que parecia. O que a mulher falou sobre algumas de minhas vidas no Egito confere, pois de fato temos conhecimento de algumas dessas vidas e foi mais ou menos assim como ela disse. Entretanto, com afirmações aparetemente inocentes e despropositais, sutilmente a mulher tenta despertar nossa vaidade, tanto a minha como a da médium.
     Sem mencionar a aparência maravilhosa do templo que a médium mal conseguiu descrever, podemos observar como ela descreve o local para onde vão espíritos que trabalharam com magia para aprimorar seus conhecimentos para depois te a chance de usar aqui assim como nós fazemos aqui, ou seja, ela se colocando como um ser especial, com uma missão, assim como nós tbm, e tbm dizendo que nós já passamos por alguns lugares bem parecidos com esse em momentos intervidas. 
     Estas afirmações tem a finalidade de despertar nossa vaidade, para acharmos que somos seres elevados espiritualmente há várias vidas, assim como ela. Quando fala do livro ela afirma que foi escrito para que possa "despertar" espíritos que possam estar nesse lugar ou em outros semelhantes a este, outra tentativa de nos fazer sentir especiais, atiçando nosso ego. Até ai ela falava com a médium, mas quando eu cheguei ela tentou logo me bajular dizendo que já nos encontramos no Egito, que eu nem sempre fui das trevas, mas que sempre tive muito conhecimento e poder nessas vidas, etc. Juntou  a isso algumas palavras indicando que sabia algo de minhas vidas no Egito para tentar dar um ar de veracidade.
     Logo depois dela terminar de falar eu disse a médium para se aproximar de mim lá no templo, a fim de emitirmos uma irradiação luminosa bastante intensa, o que ocorreu logo em seguida. Imediatamente a médium ouviu mentalmente o seguinte: "- Mesmo que encontrem esse lugar ela jamais sairá daqui!
     Pedi à médium que desse um choque na testa do que seria a tal mulher e quando ela fez isso a imagem se desmanchou. Era um ser artificial criado através de magia e não o espírito da mulher realmente. Surgiu então uma sobra escura, com asas, dizendo à médium em tom ameaçador que saísse logo dali e que ela (a escritora) não sairia dali. Prendemos essa sombra numa bolha e ela se desfez numa gosma disforme pois tbm era um artificial.
     De repente uma energia muito forte começou a tentar nos expulsar do templo, como se fosse uma repulsão magnética. Não tinha um ponto de origem definido mas era como se nos atraísse para fora. Enquanto isso, essa energia tentava despertar vidas passadas nossas no antigo Egito onde fomos das trevas, inclusive modificando nossa aparência, com a finalidade de criar alguma ressonância e baixar nossa frequência vibratória, para nos enfraquecer.
     Usando nossa energia destruímos o templo que a médium estava vendo e o local se mostrou como realmente era. As paredes de uma energia branco-azulada meio transparente na verdade eram de energias escuras e densas. Num local desse lugar sombrio, a médium avistou três mulheres, todas desencarnadas, presas numa bolha energética. Essas três mulheres pertenceram a uma mesma ordem mística numa vida passada estavam aprisionadas por um poderoso mago. Uma delas era a escritora que rastreávamos, a Elisabeth Haich. Das outras duas uma foi bastante conhecida por tbm ter sido escritora, e co-fundadora da Sociedade Teosófica, Helena Petrovna Blavatsky, ou Madame Blavastky.
Helena Petrovna Blavatsky, ou Madame Blavatsky,
foi co-fundadora da Sociedade Teosófica, em 1875.
     A princípio a médium ficou chocada, não só por encontrar ali a escritora que admirava, Elisabeth Haich, como tbm por encontrar outra figura bastante conhecida no meio esotérico, Madame Blavatsky. Disse à médium para libertar as mulheres e criar uma proteção ao redor delas e enquanto ela fazia isso, novamente a voz lhe falava mentalmente: "- Cadê seu protetor? Vai precisar dele..."
     Logo em seguida a médium se viu paralisada e presa numa bolha, envolta por uma energia em foram de fumaça negra. O ser que lhe fala mentalmente queria a presença de um outro membro de nossa equipe, um mago que costumamos chamar de Petrus, e que é uma supraconsciência minha, uma reunião de várias frequências ligadas a magia. Essa supraconsciência é quem costuma dirigir nossos trabalhos no astral, é uma espécie de síntese de várias vidas passadas minhas.
     Para forçar o aparecimento de Petrus o ser invocou um animal, uma esfinge, um ser com corpo de leão, asas, e cabeça humana, muito grande, quase do tamanho da Esfinge de Gizé, no Egito. O animal veio em minha direção, a frequência minha que estava lá como eu sou hoje e lançou sobre mim uma energia que me paralisou. O mago então disse à médium:
"- Será que teu protetor te abandonou aqui à própria sorte? Se ele não vier vc nunca sairá daqui! Não devia ter vindo!"
     Logo em seguida Petrus apareceu. Dirigiu-se até as três mulheres e jogou uma energia na testa delas, no chacra do terceiro olho, para tirá-las do transe em que estavam. Depois ele jogou outra energia sobre a esfinge, que se transformou numa estátua de pedra (era um artificial tbm). Minhas duas frequências lá então se fundiram numa só e fiquei desdobrado lá apenas como Petrus.
     O mago que havia aprisionado as três mulheres e que criara os artificiais para nos atacar então apareceu levitando no local. Ele carregava um cetro dourado em forma de serpente e com ele disparou uma energia na nossa direção, mas nos esquivamos e o desarmamos. Da testa desse mago então saiu uma energia em forma de ondas que foi redirecionada para ele, que ao ser atingido cambaleou e caiu no chão. Ele se levantou e tentou atacar Petrus "fisicamente" praguejando em algum idioma desconhecido, mas foi paralisado e preso. Esse mago era muito poderoso e por conta da ligação que teve com essas três mulheres ele conseguiu aprisioná-las.
     No passado remoto já pertencemos a uma mesma ordem de magos aqui na dimensão física: eu, a médium e esse mago. Como ela tinha mais poder do que ele, esse mago tentou por diversos meios expulsá-la da ordem, mas quem acabou sendo expulso foi ele. Em minha última encarnação no Antigo Egito, eu fui sumo-sacerdote e uma das sacerdotisas que iniciei foi a Elizabeth. Por conta dessa ligação cármica entre nós não foi difícil encontrar e resgatar as mulheres e aprisionar o mago, que será exilado.
     A Elizabeth vai passar por um tratamento e depois vai receber a oportunidade de trabalhar com nossa equipe no astral, justamente por ter sido iniciada por nós no Antigo Egito e ter conhecimentos de magia, apesar de em sua ultima encarnação ter se deixado levar pela vaidade, coisa que acontece com todos nós eventualmente.
     Nem sempre alguém que teve projeção ou fama aqui na dimensão física faz jus ao poder que imaginamos que essa pessoa tenha. Quem acha que por ter sido isso ou aquilo no passado é um ser mais evoluído espiritualmente está se iludindo, pois todos nós que ainda reencarnamos aqui na Terra estamos aqui por necessidade, por provação, e não como "missionários" para guiar os outros.
     Vários grandes mestres já encarnaram aqui e nos legaram msgs de como superar as adversidades e atingir a iluminação ou bem-aventurança. Se seguirmos o caminho indicado por esses mestres, como Jesus e Budha, conseguiremos atingir um estado espiritual que nos faculte estagiar em locais mais evoluídos. 
     Não existem atalhos para o paraíso, somente com o trabalho árduo sobre nosso ego e com o domínio de nossas emoções inferiores é que conseguiremos superar essa etapa evolutiva aqui na Terra. 
     

Gelson Celistre

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O aprendiz de feiticeiro


   Criei uma página no Facebook para divulgar os posts do blog e um amigo do facebook que tem um site espírita publicou um link do site dele nessa página do face. Na primeira vez eu avisei que não era permitido e deletei. Nada contra o site em si, mas o grupo é para divulgar o nosso trabalho e não artigos de outros sites. Passou um tempo e o "amigo do face" começou a publicar os links dele lá novamente. 

Cena do filme O Aprendiz de Feiticeiro
     A princípio eu simplesmente deletava mas como o amigo insistisse em continuar postando seus links dele no grupo eu o excluí. Até aí nada de anormal mas uma das médiuns que trabalha comigo, que também observava que o cidadão insistia em postar os links do site dele no grupo, por ter uma mediunidade muito ostensiva, acabou captando uma vida passada onde eu e esse amigo do face nos conhecemos.
     Nessa vida passada ambos éramos alunos de um seminário e eu escrevia muito em pequenos cadernos de capa dura sobre magia e ocultismo. Esse outro aluno, que hoje é o "amigo do face", tinha inveja de mim e acabou descobrindo isso, conseguiu furtar e por fogo em meus cadernos. É claro que isso me enfureceu muito e algum tempo depois eu dei um jeito dele ser preso; ele saiu do seminário numa carruagem com grades, o camburão da época, direto para a prisão. Bem, mas isso foi numa vida passada. Na vida atual já atendemos esse amigo em nosso grupo de apometria uma vez mas fora isso não mantemos contato. 
     Entretanto, às vezes um acontecimento banal como esse esconde outras coisas. Enquanto a médium me contava o que estava vendo sobre minha vida passada, o amigo se desdobrou e veio tirar satisfações de mim, me desafiando a deletar outra postagem dele. Nesses casos nem damos conversa para a criatura, apenas apagamos a mente e mandamos de volta ao corpo. Mas feito isso a médium começou a ver outros momentos daquela minha vida passada.
     Ela me viu ainda criança, um menino de uns 10 anos, que estava brincando em casa e descobriu uma passagem secreta. A passagem deu num laboratório de alquimia, com muitos livros e objetos interessantes. Enquanto eu estava distraído olhando um amuleto que encontrei numa estante dentro de uma caixinha de madeira entalhada, o mago alquimista dono do laboratório chegou. 
     Pela reação ela não gostou muito de me ver ali mas como eu devia ser filho do patrão dele nada pode fazer.  Ocorre que passei a ser aprendiz desse mago, que me ensinou muitas coisas, e algum tempo depois eu montei meu próprio laboratório de alquimia e fazia muitos experimentos com magias, energias, poções, dragões, etc
     Parecia ser apenas uma visão informativa sobre aquela vida passada, aberta por conta do amigo do face, mas perguntei à médium sobre o mago que foi meu professor. Ela disse que depois de algum tempo ele foi embora, seguiu seu caminho. Como nada acontece por acaso, resolvi rastreá-lo e descobrimos que ele estava preso numa região trevosa do astral.. Ele estava numa caverna muito grande, preso em uma teia de aranha imensa, vigiado por aranhas de tamanho descomunal, muito maiores do que um ser humano.
     Duas mulheres horrendas tbm estavam na caverna vigiando o mago, mas elas trabalham para um outro ser, que foi quem prendeu meu antigo professor ali. Meu antigo mentor está muito desvitalizado, quase a ponto de se ovoidizar, ou seja, perder a forma de seu corpo astral. Nesse momento eu me desdobrei e fui até a caverna. As mulheres avançaram furiosamente em minha direção e a abriram a boca como se fossem animais, mostrando presas salientes como as de um vampiro. Ao mesmo tempo que as aranhas gigantes tbm tentaram me atacar. 
     Aí aconteceu algo interessante e difícil de digerir pelas nossas mentes tridimensionais, eu apareci na caverna em outra frequência, como mago.  Ao me aproximar de mim lá a minha frequência de mago se fundiu com a outra frequência minha "normal", a que tem a aparência desta vida. 
     As duas mulheres e as aranhas foram presas por mim e logo em seguida o ser para o qual elas trabalhavam, um outro mago, chegou na caverna e tivemos uma pequena negociação não-amigável, que resultou com ele preso na própria teia que prendia meu antigo mentor., que eu já havia retirado de lá enquanto prendia as mulheres e as aranhas. Depois disso a teia se soltou das paredes e se enrolou completamente no corpo do tal mago, que ficou parecendo uma múmia, totalmente imobilizado. 
     Conversei com meu antigo professor, que estava muito fraco, e um grupo de nossa equipe espiritual apareceu para levá-lo para tratamento e o outro mago para a prisão, provavelmente exílio. Quanto ao meu antigo professor, ele agora vai trabalhar em nossa equipe no astral. Ele reuniu suas últimas forças para tentar se comunicar comigo e conseguiu abrir essa frequência de vida passada nossa por conta do amigo do face.    
     Também induziu o amigo do face a postar seus artigos no meu grupo pq sabia que eu ia deletar e o cara ia acabar ficando com raiva. Com esse sentimento negativo dele o mago conseguiu sintonizá-lo com aquela vida passada e abrir aquela frequência e aí acabamos encontrando ele preso na caverna. Assim foi possível encontrá-lo e libertá-lo de seu cativeiro.
     As situações mudam de uma vida para outra e por vezes nos permitem retribuir um favor a,um amigo. No caso o aprendiz de outrora pode socorrer seu antigo mestre. A vida sempre nos proporciona muitos reencontros e depende de nós repetir ou corrigir os erros de outrora. 
     Os ambientes virtuais, como redes sociais, tbm nos conectam energeticamente com outras pessoas e podemos estar interagindo com elas em desdobramento sem termos nenhuma noção disso, daí a importância de estarmos sempre conscientes de nossos reais desejos e aspirações, pois para nossa evolução espiritual mais vale travarmos nossas batalhas interiores e lutarmos contra nossas más inclinações do que ficar compartilhando mensagens de amor e fraternidade que ainda estamos longe de conseguir por em prática.
     

Gelson Celistre

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Frankenstein


1816 - O ano sem verão

     Em abril de 1815 uma erupção no vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, jogou uma quantidade imensa de gases e cinzas vulcânicas na atmosfera e as consequências foram sentidas por vários anos, o que provocou a morte indireta de centenas de milhares de pessoas no hemisfério norte, pois detritos criaram uma imensa nuvem cinza que bloqueou a atmosfera por vários meses, prejudicando colheitas, matando animais, espalhando doenças, etc.
     Por conta disso o ano de 1816 ficou conhecido no hemisfério norte como “o ano sem verão’. Foi nesse ano que uma jovem mulher, Mary Wollstonecraft Godwin, contando então 19 anos de idade, em férias no Lago Léman com seu noivo na divisa da França com a Áustria, teve contato com dois outros jovens: o poeta Loyd Biron e John Polidori.
Frankenstein, de Mary Shelley (1994)
     Para passar o tempo os quatro jovens contavam histórias de terror, principalmente de fantasmas, e Lord Byron propôs que cada um escrevesse uma história de fantasmas. Foi nesse ambiente que a jovem Mary, após vários dias sem inspiração para escrever, teve uma visão onde um jovem estudante dava vida a uma criatura. Nascia  então um romance gótico que inspiraria  nas futuras gerações muitas outras histórias e filmes: O Moderno Prometheu, que ficou mundialmente conhecido como Frankenstein.
     O então noivo de Mary era o poeta Percy Bysshe Shelley, cujo sobrenome foi adotado pela jovem escritora, já casada então, ao publicar seu romance em 1818: Mary Shelley. Um fato interessante é que um dos jovens, Polidori, que era médico, escreveu um romance chamado  “O Vampiro”, que mais tarde inspiraria Bram Stoker a escrever seu famoso Drácula.

1937 – O médico russo

     Embora oficialmente a Segunda Guerra Mundial tenha começado em 1939, nos deparamos com um trem de carga em movimento na Alemanha,em 1937, com 1519 judeus a bordo, sendo levados para um barracão onde um médico russo, visivelmente inspirado pelo romance de Mary Shelley, faria experimentos visando substituir membros de uns pelos outros, tirar um braço ou perna de um e colocar em outro, decepar uma cabeça e tentar implantar em outra pessoa, e coisas afins, resumindo,  um moderno Dr. Frankenstein.
     Num dos vagões havia várias caixas de madeira, engradados, onde algumas dessas pessoas estavam sendo colocadas. Para que elas coubessem nas caixas seus membros, braços e pernas, eram quebrados com golpes de machado nos cotovelos e joelhos.     Elas eram colocadas ainda vivas nessas caixas, que eram fechadas, e que foram arremessadas para fora do trem quando este passava por uma ponte muito alta sobre um rio. Estes homens que foram “encaixotados” e mortos por serem informantes, traidores, da causa a qual servia o tal médico russo. Evidente que esse médico russo trabalhava para os nazistas.
     Esse médico atualmente está encarnado, como mulher, e nos solicitou ajuda espiritual porque, em suas palavras, “A dor que estou sentindo é tão absurda que não acho explicação, chego a sentir que estou me fragmentando a ponto de não conseguir executar coisas básicas do dia a dia.”

1º resgate

     Esses 1519 judeus foram levados para um barracão onde o médico russo fazia seus experimentos e pesquisas e foram submetidos a todo tipo de atrocidade bizarra que se pode imaginar sendo feitas por um louco querendo trocar membros de uma pessoa pelos de outras.
     Desses espíritos, centenas ainda estavam presos a essa situação sem terem reencarnado e precisaram ser resgatados, o que foi feito por nossa equipe espiritual. Dos homens que foram jogados nas caixas dentro do rio estavam tbm todos presos nessa situação, embora alguns deles estivessem conscientes de estarem mortos. Estes, uma meia dúzia, estavam na casa da consulente lhe obsidiando e cobrando suas atitudes da vida passada. Estavam irredutíveis em abandonar sua vingança mas para seu próprio bem fizemos eles esquecer o ocorrido e logo terão uma nova oportunidade na matéria. O médico metido a Frankenstein teve sua mente apagada e foi reacoplado em seu corpo físico.
     Nessa vida passada esse médico era tão louco que acabou tendo um ataque nervoso e  foi fuzilado por soldados alemães, nesse mesmo ano de 1937.

1728 – O inquisidor

     No porão úmido, mofado e lodoso de uma igreja na Europa encontramos 4 moças jovens, vestindo longas camisolas brancas, amarradas e amordaçadas. Elas estão apavoradas e choram muito. Um padre vestindo uma batina preta, com um semblante fechado e um ar austero foi quem as prendeu ali.
     O padre tirano sentia uma atração “imprópria” por uma das jovens e a culpava por isso e acusou mais algumas de serem bruxas para não ficar evidente sua passionalidade.
     Elas foram torturadas de várias maneiras, para que a dor física as purificasse de seus “pecados”. O padre não era o encarregado das torturas, mas a sua “predileta” ele fez questão de açoitar usando um chicote com pontas de metal.
     O padre inquisidor é a consulente que nos solicitou ajuda e estava desdobrada no astral revivendo essa situação. Além da tortura dessas moças, que vieram a falecer, ele foi o responsável pela morte de várias outras pessoas acusadas de bruxaria e associação com o diabo.
     Vários desses espíritos acompanham a consulente, obsidiando-a, e aguardando ansiosamente seu desencarne para se vingar. Já fizeram uma fogueira no astral onde pretendem queimá-lo enquanto puderem.

2º resgate

     As moças ainda estavam presas no astral, desencarnadas, e sofrendo as torturas impostas pelo inquisidor. Foram resgatadas e o local destruído e a mente do inquisidor apagada. Os espíritos que queriam queimar a consulente tbm foram retirados de perto dela, embora a contragosto. Nesses casos embora karmicamente a pessoa obsidiada “mereça” a obsessão, a justiça divina ignora a vontade dos obsessores para evitar que eles cometam mais atos que vão gerar karma negativo para eles mesmos.

Conclusão

     Ninguém sofre sem merecer. Se hoje estamos sofrendo é pq temos um passado delituoso, onde não tratamos o nosso próximo com respeito. A misericórdia divina entretanto nos possibilita o pagamento dessas dívidas em “suaves” prestações ao longo de várias encarnações e geralmente o que sofremos é uma diminuta parte do que fizemos os outros sofrererm. A consulente vai obter uma melhora mas não podemos precisar o quanto vai melhorar pq vai depender do merecimento que ela tiver obtido perante as leis do universo.

Gelson Celistre

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O bon vivant


   Nosso trabalho espiritual nos possibilita conhecer os motivos de nossos consulentes estarem passando por alguma situação aflitiva, problemas de saúde, financeiros ou amorosos na vida atual, pois invariavelmente esses problemas têm suas raízes em atos praticados por eles em vidas passadas.
     O caso que iremos relatar é o de um homem, um europeu que, supostamente, não consegue vir para o Brasil viver com uma mulher que acredita ser sua companheira, pois segundo ela, eles se conheceram em 2004 e "... até hoje acontecerem diversas situações que o impedem de vir se juntar a mim no Brasil, apesar de toda a vontade do mundo."
     A consulente, entre outras coisas, ainda afirma que seu companheiro foi acometido há cerca de 6 ou 7 anos de uma "... neuralgia no nervo trigêmeo na face do lado direito e nada faz desaparecer essa dor que parece um choque elétrico."
     O problema principal relatado pela consulente é que o tal companheiro dela que vive na Itália não consegue vir morar com ela no Brasil, mesmo querendo muito segundo ela. Esse problema não seria motivo suficiente para que eu fizesse um atendimento para verificar a situação pois me parece evidente que o tal sujeito não vem para o Brasil pq não quer e a está enganando; entretanto, sentimos que havia outras almas envolvidas nessa situação e que necessitavam ser resgatadas e então fizemos um atendimento, mais em função dessas outras almas do que pela consulente ou seu companheiro.
     
     O velho mendigo

     A primeira situação com a qual nos deparamos nesse atendimento foi uma vida passada do tal companheiro da consulente em que ele viveu em Paris, França. Ele estava deitado próximo de uma sarjeta, vestindo trapos sujos, barba e cabelos desgrenhados, sujos e longos, aparentando já uma certa idade.
     Ao anoitecer ele levanta e caminha por várias ruas até que se dirige a um beco e discretamente entra em um prédio, sobe um lance de escadas e chega a um apartamento muito confortável, onde ele senta em uma poltrona próxima à janela e se põe a tirar as roupas esfarrapadas e os sapatos velhos.
     Ele levanta e pega sobre a mesa o chapéu velho com o qual ele pedia esmolas, retira algumas poucas notas de papel e várias moedas, sorri, e se dirige a outro cômodo onde, em frente a um espelho, ele limpa o rosto e os dentes, que tinham algo escuro para dar a impressão de que ele era desdentado. 
     No dia seguinte a rotina se repete, ele veste roupas velhas e sujas e se põe a esmolar em algum local de Paris. Num desses dias uma humilde senhora com uma criança passa por ele, que lhe pede alguma coisa, e a mulher, se compadecendo de sua situação, retira do bolso algumas moedas que coloca no chapéu velho do mendigo, mas este depois que ela parte verifica o valor doado e faz uma cara de desdém, pois eram apenas algumas moedas de pouco valor.
     Resumindo, o sujeito é um vagabundo sem-vergonha que finge ser um velho mendigo para não ter que trabalhar. Mas o sujeito é mais vil do que aparenta. Num dia, já anoitecendo, dois homens bêbados passam por ele deitado na calçada e um deles tropeça nas pernas do mendigo, que fica extremamente irritado e se levanta rapidamente. O outro bêbado fala em tom de chacota como ele sendo tão velho conseguiu levantar tão rápido.
     O mendigo então saca um canivete de suas vestes e ataca impiedosamente os dois bêbados, esfaqueando-os na barriga. Depois disso ele retira os casacos que os bêbados vestiam e revira seus bolsos, roubando tbm algum dinheiro. Ele volta para o seu apartamento com as mãos sujas de sangue, praguejando e rindo. Essa era a rotina do companheiro da consulente nessa vida passada, dia após dia, até morrer de velhice.
     Nesta frequência resgatamos os dois espíritos dos bêbados que o falso mendigo assassinou, pois os dois ainda estavam vagando no astral.



     O bon vivant

     O sujeito estava desdobrado e se manifestou espontaneamente através da psicofonia de uma das médiuns (que nesse momento sentiu um forte cheiro de álcool e vontade de rir), dizendo:

- O que quer aqui? Nem ao menos te conheço. O que vc quer, diga logo pois tenho muito o que fazer... rssssss;
- Sei, disse eu, se fingir de doente pra tirar dinheiro das trouxas?
- Sou do mundo, rsssss... e gosto de viver a vida, apenas isso. Elas me amam, fazer o que? Rssss...
- Prometeu casamento pra essa tbm? E pra quantas outras?
- E o que te interessa isso? Não quero concorrência. Eu já disse que sou do mundo e gosto de aproveitar a vida. Que culpa eu tenho se elas me amam? Rssssss

     Bem, ainda tentei alertar ao sujeito o que suas ações egoístas e mentirosas lhe acarretariam e lhe mostrei seu futuro, mas ele não quiz acreditar no que viu, disse que eu era macumbeiro e que estava querendo assustá-lo. O que ele viu foi ele mesmo, velho e doente, internado numa instituição para doentes mentais, sendo que havia contraído uma doença venérea e estava sendo atormentado por imagens e espíritos, antigas vítimas dele de vidas passadas. 
     Ele não estava receptivo e já tínhamos visto mais duas frequências abertas dele, então o enviamos de volta ao corpo físico. Percebemos um fio fluídico ligando o sujeito à consulente, mais forte do lado dela e fraco e enegrecido mais próximo a ele.

     Operação Barbarossa

     Num grande barracão havia vários soldados pendurados pelas mãos amarradas, capturados durante a ofensiva alemã contra a União Soviética em 1941, denominada de Operação Barbarossa. Os soldados russos estavam sendo torturados atá a morte com choques elétricos pelo bon vivant, que em sua vida passada foi um oficial do exército alemão. Outra prática que ele apreciava era a de bater com um porrete no joelho dos prisioneiros até lhes arrancar a patela (rótula).
     Na dimensão astral esse barracão era parte de um campo de concentração onde havia centenas de prisioneiros russos, homens, mulheres e crianças, em sua grande maioria desencarnados, que morreram durante a invasão da Rússia na Segunda Guerra. O bon vivant estava desdobrado lá e era muito temido pelos prisioneiros pela sua crueldade. A insanidade dele era tamanha que ele ordenou a um dos seus próprios soldados que arrancasse um dos dedos da mão de um prisioneiro russo com os próprios dentes. Em outro prisioneiro ele abriu um corte com uma lâmina do pescoço até a virilha do sujeito, deixando seus órgãos internos expostos.
     Efetuamos um grande resgate nessa frequência e o bon vivant, a contra-gosto, foi reacoplado a seu corpo físico e teve essa frequência apagada de sua mente.

     O ritual pagão

     Num tempo antigo,  uma pequena clareira em uma floresta escura,  numa noite enluarada, é o cenário de um ritual pagão onde um sacerdote faz sexo, ritualísticamente, com oito mulheres, sacerdotisas de uma antiga religião pagã. Elas vestem túnicas compridas feitas de um tecido fino e negro.
     Uma delas entretanto não está satisfeita nesse ritual pq ela quer ser a única, quer que o sacerdote a deseje e fique apenas com ela. Para atingir seus propósitos ela arquiteta um plano que leva a termo: matar as outras sacerdotisas. Nada suspeitando de sua companheira de ritual, as outras sete foram facilmente envenenadas e morreram. Mas o sacerdote quando soube da morte das mulheres ordenou logo que a sobrevivente arregimentasse novas prosélitas. A sacerdotisa então tentou enfeitiçar o sacerdote mas este percebeu e, enfurecido, agarrou-lhe pelo pescoço com uma das mãos, erguendo-a do chão e, abrindo sua boca em frente à dela, sugou-lhe todo fluído vital de seu corpo, matando-a.
     Ao chegar no astral ela foi recepcionada pelas companheiras que havia envenenado, que a mantiveram presa em sofrimento por muito tempo. O sacerdote quando morreu se reuniu com o grupo de mulheres novamente mas a assassina foi mantida ainda prisioneira. Mesmo passados milênios daquela episódio, estavam todos reunidos no astral (desdobrados) revivendo constantemente essa situação, o sacerdote e as sete mulheres "ritualizando" e a outra presa em agonia. Evidente que o sacerdote é o bon vivant que hoje engana mulheres mundo afora e que a sacerdotisa que matou as outras é a consulente. Apagamos essa frequência e a mente de todos e os mandamos de volta ao corpo físico.

     A relação entre o passado e o presente dos envolvidos é evidente. Nosso amigo bon vivant pelo jeito pouco ou nada mudou. Quanto à consulente, apesar de ainda estar fortemente ligada ao sujeito, de forma meio obsessiva, está tendo a oportunidade de saber de suas ligações passadas, da índole de seu companheiro, e pode optar em permanecer escrava de um sentimento irracional ou libertar-se.

     Abraço.

     Gelson  Celistre