quarta-feira, 2 de março de 2016

A colheita é obrigatória

     A consulente afirma ter depressão e suspeita de bipolaridade, tem rompantes de pânico e sente muito medo. Tem dores no estômago, ansiedade e compulsões alimentares seguidas de apatia e desânimo. Sente constantemente que não está sozinha. Desempregada e com problemas financeiros, afirma que não aparecem oportunidades de trabalho, apesar de procurar muito. É divorciada, dois filhos, e depois da separação não conseguiu se relacionar novamente com ninguém, além de ter problemas com o ex-marido que não a deixa em paz.
     Apesar de não oferecermos atendimento à distância, eventualmente alguém me envia um e-mail com uma solicitação. Na maioria dos casos não atendemos, mas um ou outro, quando julgo necessário, eu atendo. O critério nestes casos geralmente é eu sentir as energias envolvidas no caso antes mesmo de receber o e-mail da pessoa. É o caso desse atendimento.
     Senti uma energia muito negativa ao meu redor que evoluiu para uma forte dor de cabeça e a princípio não relacionei com nada em especial, por já estar acostumado, mas ao ver os e-mails em minha caixa de entrada suspeitei tratar-se dessa solicitação em específico e ao verificar com uma médium constatamos que era isso mesmo.

As três bruxas

     Neste atendimento nos deparamos com uma situação muito comum nos trabalhos apométricos e que chega a ser surreal (como se tudo que fazemos não o fosse também). Ao se decidir a me pedir ajuda a consulente, antes mesmo de escrever o e-mail, se desdobrou numa frequência onde era bruxa e passou a me atacar, juntamente com mais duas bruxas, essas desencarnadas.



     O trio de bruxas criou um tipo de planta no astral que se enroscou em meu corpo todo, numa tentativa de me imobilizar e sugar minha energia, a fim de me impedir de agir. A planta parecia viva. Queimamos a planta, prendemos as duas bruxas desencarnadas e fechamos a frequência da consulente, que era uma das bruxas.
     Esse tipo de situação paradoxal, onde a pessoa pede ajuda aqui no físico mas nos ataca no astral, é comum nos trabalhos apométricos onde o consulente tem várias frequências abertas onde pratica atos "ilícitos" e não quer ser descoberta. Em alguns casos também é comum alguma dessas frequências se rebelar contra sua parte encarnada e atacar seu próprio corpo físico, tentando provocar seu próprio óbito.

A exploração infantil

     A consulente tinha outra frequência aberta relativa a uma vida passada onde ela explorava crianças para mendicância e outras atividades de baixa moralidade. As crianças sofriam todo tipo de abuso e maus tratos por parte da consulente. Dentre essas crianças estavam seu ex-marido e filhos da vida atual. O ex-marido da vida atual era já um pouco mais velho e até gostava dela, pois tinha a ilusão de que quando crescesse seria o companheiro dela e também teria poder sobre as outras crianças. Era um espírito de índole ruim também, mas enfim, a consulente acabou arrumando outro homem, um velho bêbado, e largou o menino de lado, o que o deixou muito revoltado.
     Estavam todos desdobrados nessa frequência e vivenciando isso no astral num local plasmado onde ainda haviam muitos espíritos presos dessas crianças. A consulente tentou nos atacar mas foi imobilizada. Foram todos resgatados e as frequências fechadas.
     As dificuldades de conseguir emprego são também o resultado kármico dessa vida onde ela tinha condições de trabalhar mas preferiu explorar cruelmente o trabalho infantil, assim como os problemas com o ex-marido.

Os oito odiados

     Numa outra vida passada a consulente era um  militar em época de guerra e fez 8 prisioneiros. Os oito homens ficavam presos num cubículo onde mal cabiam eles em pé, que era extremamente quente durante e dia e frio durante a noite. Ficavam todos espremidos e era tão pequeno o cubículo que não dava para sentarem todos ao mesmo tempo, sem contar que não podiam sair dali para nada, defecando e urinando ali mesmo. Morreram os oito devido às péssimas condições do cárcere. 
     Os oito ainda estão desencarnados e estavam junto da consulente a obsidiando. Foram recolhidos e serão encaminhados para uma nova reencarnação oportunamente. A depressão, pânico, medo, dores no estômago, ansiedade e compulsões alimentares seguidas de apatia e desânimo, bem como o sentimento de que não está sozinha eram por conta dos oito obsessores que a acompanhavam.

O mago negro alado

     Enquanto resgatávamos os obsessores a médium percebeu um ser nos observando ao longe. A criatura era bem exótica, um homem com enormes asas negras. Em uma vida passada onde foi mago negro ele e a consulente tiveram um relacionamento bastante intenso, onde inclusive fizeram rituais sexuais para intensificação de certas energias.
     O mago monitorava vários encarnados que no passado foram seus aprendizes ou que tiveram algum tipo de ligação com ele e a consulente trabalha com ele em desdobramento. Só que o mago quer ela em tempo integral e não apenas quando se desdobra, então ele quer que ela morra logo aqui para que recebê-la no astral e retornem sua parceria. O mago alado também potencializava o karma dela no sentido de que ela não arrumasse trabalho, para que ela se desesperasse e fizesse alguma besteira que no final resultasse na morte dela, talvez por suicídio. O mago negro alado foi preso.
     
     A consulente deverá sentir uma melhora por conta da retirada dos obsessores e do fechamento das frequências ativas. O karma que ela está regatando é resultado de ações ruins dela em vidas passadas, mas pode ser amenizado com uma mudança de comportamentos e atitudes positivas perante a vida, assumindo a responsabilidade pelos próprios atos e aceitando que tem coisas pelas quais temos que passar. 
     É fácil perceber a correlação entre os atos praticados pela consulente em vidas passadas e as dificuldades que ela enfrenta na vida atual e é assim para todo mundo. Mas se observarmos a dimensão desses fatos vemos que o tanto que ela "sofre" hoje é infimamente menor ao o sofrimento que ela provocou.
     Como nos diz Ramatis em suas obras, a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória. Isso significa que somos livres para agir a nosso bel prazer, mas vamos ter que arcar com todas as consequências de nossos atos.  O que podemos chamar de misericórdia divina é o fato de que cometemos os erros à vista mas pagamos por eles parceladamente.

Gelson Celistre