quinta-feira, 30 de maio de 2013

A viúva-negra

     Muitas pessoas têm dificuldade em entender o que chamamos de "frequência" e de fato o termo, que foi emprestado da física, pode não ser o mais apropriado para descrever o evento do qual estamos falando, mas por falta de um termo específico e pelo termo já estar "consagrado" no jargão apométrico continuamos usando. Geralmente "frequência" refere-se a uma personalidade de alguém em uma vida passada que por algum motivo está "ativa" na dimensão astral, ou seja, essa pessoa estando atualmente encarnada se desdobra (outro termo inadequado), isto é, seu corpo astral se desacopla de seu corpo físico e se manifesta com a aparência e idéias que tinha naquela vida passada.
     A frequência pode se referir tbm à personalidade que a pessoa assumiu ou desenvolveu num período inter-vidas, entre uma vida física e outra, quando estava na dimensão astral, que é o caso que vamos relatar a seguir.

     A viúva-negra

     Este caso é interessante pois a consulente, em uma das frequências dela que tratamos no astral, apresentava uma aparência zooantropomórfica, ou seja, meio humana meio animal, uma mulher-aranha. Nessa frequência ela aprisionava e vampirizava outros espíritos e armazenava a energia que retirava deles em uma protuberância escura enorme que tinha nas costas; suas mãos pareciam os tentáculos de uma aranha e seus dentes eram enormes e pontiagudos.



     A viúva-negra se mantinha ligada a suas vítimas através de teias que saiam de seu corpo e se ligavam aos outros espíritos. No ninho dessa mulher-aranha havia várias pessoas encarnadas que estavam ali desdobradas num estado de transe, totalmente apáticas.
     Todos foram libertados, as teias foram cortadas e desfizemos essa forma semi-humana da consulente, fechando essa frequência apagando isso da memória dela.

     Magia viking

     Encontramos a consulente atuando desdobrada como feiticeira em outra frequência, num grande barco de madeira, um navio viking. O comandante do navio, um homem ruivo muito forte, atualmente é marido da consulente e logo que nos percebeu ali se manifestou por uma médium dizendo:
     - Vc não devia ter mexido com certas coisas, agora virá pra cá e ficará preso aqui, junto com os outros que se meteram um dia, assim como vc! Esse é seu destino agora!
     O local a que ele se referia era o navio onde ele estava, navegando em alto mar sob uma forte tempestade, para onde ele levou eu e a médium pela qual ele estava se manifestando e nos prendeu, numa cela no porão do navio.
     Junto dele havia uma mulher muito velha, uma feiticeira, com olhos esbranquiçados, como se fosse cega, e foi ela quem criou essa tempestade, com a finalidade de afundar navios e aprisionar a alma dos marinheiros.
     Numa vida passada muito antiga ela auxiliava esse guerreiro viking com magias e sortilégios para as batalhas e depois que morreram eles passaram a trabalhar para o ser que dava força a ela. Esse ser no astral tinha a forma de um gigantesco polvo e de fato mantinha presos os espíritos mortos pelo viking. Muitos já estavam reencarnados mas continuavam desdobrados nesse local, no fundo do mar, sendo sugados energeticamente pelo monstro marinho em forma de polvo.
     Interessante que eu já estava preso numa frequência no porão do navio mas esse polvo gigante espichou um dos seus tentáculos até meu corpo físico e me arrancou dele em outra frequência, me jogando nas ondas desse mar revolto pela tempestade. Enquanto isso a velha feiticeira fazia invocações e gestos que faziam a tempestade ficar mais forte.
     Demos um jeito no tal polvo gigante e apagamos a mente da consulente, que era a velha feiticeira, e do marido dela, o viking. Quando fizemos isso e destruímos o navio, a minha frequência que estava presa no porão, ao invés de retornar ao corpo físico como a médium, afundou e se juntou no fundo do mar com a frequência que o polvo tinha jogado no mar.
     Quando fomos me resgatar encontramos uma cidade submersa em ruínas, com muitos espíritos presos. Tbm havia ali vários navios naufragados com espíritos aprisionados a eles. Resgatamos todos os espíritos.

     O ritual

     Londres, 1329. Numa noite escura vimos uma mulher se esgueirando por entre os túmulos de um cemitério com algumas pequenas capelas e estátuas. Ela veste uma roupa preta com um capuz lhe cobrindo a cabeça.
     Rapidamente ela se dirige a uma cova onde, naquela tarde, um homem fora enterrado. Ela cava o monte de terra sobre a sepultura até encontrar o cadáver, coloca alguns objetos próximos do corpo, olhando ao redor de vez em quando para se certificar de ninguém estar vendo, e de repente do cadaver se desprende uma fumaça tênue, que ela aprisiona num frasco ou cristal.
     A bruxa está ali em busca de energia. Quando estamos vivos produzimos ectoplasma, que é o fluído que os espíritos querem de nós, mas quando morremos, nosso corpo etérico, que é o que produz o ectoplasma juntamente com corpo físico, leva 72 horas para se decompor. Nesse período entidades das trevas, vampiros e bruxos costumam "sequestrar" esses corpos etéricos nos cemitérios para usar a energia em trabalhos de magia negra.
     A bruxa ainda cavou mais algumas covas e em cada uma delas repetiu os procedimentos, extraindo dos cadáveres mais energia. Essa cena se repetiu em várias noites durante algum tempo, até ela ter uma quantidade de energia suficiente para seu propósito.
     Numa pequena propriedade rural próxima da cidade, atrás de um galpão, encontramos a bruxa novamente, mas desta vez ela estava oficiando um ritual.
     No chão de terra iluminado por algumas tochas havia o desenho de um  pentagrama dentro de um círculo e em seu interior havia um homem deitado.
     A bruxa se debruçou sobre o corpo do homem, proferiu algumas palavras como se estivesse invocando alguma coisa e derramou sobre ele os fluídos que ela havia recolhido dos cadáveres no cemitério. Logo em seguida o corpo do homem começou a se transfigurar, ergueu-se e foi ficando maior e criou chifres e um rabo, isso tudo em questão de segundos.
     A finalidade do roubo de corpos etéricos pela bruxa era materializar um demônio no corpo de um homem e ela conseguiu. Saíram dali e mataram muitas pessoas em vários vilarejos, sendo que na hora da morte ela já retirava o corpo etérico e ectoplasma da vítima e incendiava mo corpo físico. Isso ocorreu durante muitos anos, enquanto ela repetiu esse ritual.
     Ela estava com mais de 100 anos já, uma idade que muito poucos alcançavam naquela época (a média de vida era de 40/50 anos em condições normais) quando começou a se sentir fraca e então resolveu pedir para o demônio a quem serviu que dividisse a energia com ela. Ele recusou, provocou a  mortre dela e a aprisionou no astral, onde a encontramos, juntamente com as vítimas deles naquela vida.
     O local onde estavam no astral era escuro e fétido e havia várias valas cercadas por labaredas de fogo, que impediam os espíritos de sair. Uma dica para quem trabalha com esse tipo de ser, demônios e assemelhados, é que a primeira coisa a se fazer num confronto é cortar rabos, chifres, ou qualquer adereço que a criatura tenha de diferente, pois é nessas coisas como rabo e chifres, cascos, que eles armazenam a energia vampirizada de outros seres. Ao se cortar o rabo e os chifres a energia deles diminui instantaneamente.
     Outra providência imediata deve ser a de cortar as ligações do ser com pessoas encarnadas, geralmente através de fios finos, semelhantes ao cordão de prata. Deixando o ser com a própria energia fica mais fácil prendê-lo. Pode-se tbm emitir um comando mental retirando dele toda energia vampirizada, mas isso já exige um pouco mais de força mental e autoridade.
     Uma vez retirada sua força o demônio foi dominado facilmente e o fogo ao redor da valas diminuiu bastante (só não se extinguiu totalmente pq a mente dos espíritos aprisionados ajudava a mantê-lo). Os espíritos aprisionados foram resgatados, a mente da bruxa foi apagada e o local destruído.

     Iniciação em reiki

     A consulente foi iniciada em reiki e resolvemos verificar o que aconteceu durante o ritual de iniciação, embora já soubéssemos que não era nada de bom.
     Vimos uma caverna no astral muito iluminada onde havia um homem com uma roupa branca e pés descalços; era um tipo loiro de olhos claros e aparência jovial, na faixa dos trinta e poucos anos. Do teto pendiam vários amuletos pendurados por fios com símbolos diversos, inclusive os do reiki. Era nessa caverna que se realizava a verdadeira iniciação do reiki que a consulente fez, pois durenta a iniciação ela foi desdobrada e levada para essa caverna, onde o cara de branco colocou nela um colar através do qual ele pode acessá-la e retirar a energia de que precisa.
     Todas as pessoas que fizeram iniciação com esse mesmo mestre que a consulente passaram pelo mesmo processo e estavam sendo vampirizados através desse colar. Rastreamos os iniciados e destruímos os colares, o que já fez a caverna mudar de aparência, assim como o cara de branco, que ficou com a aparência de um velho bruxo, com uma roupa escura.
     O velho bruxo resistiu à prisão, atacando um dos membros de nossa equipe, mas já estava sem muitas forças pois havíamos destruído os colares de onde ele retirava energia dos iniciados. Foi preso e o local destruído.

     O livro negro

     A consulente frequenta um centro espiritualista dominado por estranhos seres que usavam capuzes pontiagudos e reverenciavam um livro negro escrito com letras de fogo em um idioma muito antigo. Todas as pessoas que frequentam esse centro são marcadas com uma energia semelhante à que tem nesse livro e servem de fonte de energia para manter esse livro negro no astral energizado de alguma forma com a energia de pessoas encarnadas.
     Os dirigentes do tal centro não conseguem enxergar esses seres como eles realmente são. Os videntes desse centro enxergam aquilo que querem ver e que é criado por esses seres, como entidades da Umbanda, mestres 'ascencionados', etc.
     Quando encontramos esses seres e os paralisamos para prendê-los descobrimos o motivo de reverenciarem o tal livro negro. Um ser com o corpo de fogo usava o tal livro como um tipo de transformador que convertia a energia coletada dos humanos em um tipo de energia que ele necessitava para viver.
     Nós isolamos o tal livro numa bolha energética e depois o destruímos. O ser de fogo praticamente se apagou quando foi desconectado do livro pois não tinha energia própria. Foi preso.


     É comum encontrarmos esse tipo de situação em nossos consulentes, a pessoa estar desdobrada em várias frequências sem que ela tenha a mínima noção disso. Quando a atividade nessas frequências é muito intensa acaba afetando o corpo físico da pessoa de alguma forma, geralmente de forma reflexa, por exemplo, quem vampiriza no astral sente-se desvitalizado aqui no físico.
     Uma pergunta que sempre me fazem é como evitar de fazer algo "errado" em desdobramento, pq todas as pessoas que atendemos dizerm que não querem fazer o mal para ninguém e que de fato não fazem. Entretanto, somos seres complexos e nem sempre as atitudes que ostentamos aqui na dimensão física refletem nossa índole "real".
     Imagine que vc é um ser que teve milhares ou milhões de vidas antes dessa e o que vc é como espírito é a somatória de tudo isso. Muitas vezes o meio em que vivemos só permite determinados tipos de comportamento, seja por conta da lei, dos costumes, da moral vigente, dos valores familiares, das nossas limitações intelectuais e financeiras, etc.
     Quando nos desdobramos e estamos na dimensão astral muitas vezes acessamos a memória de outras vidas que já tivemos, onde tínhamos outros valores e intenções. Não raro ocorre que nossa índole em vidas passadas recentes era bem diferente da atual e esses valores de vida passada acabam sendo mais importantes para nós do que os que temos na vida atual. Por isso é comum, por exemplo, atendermos mulheres que tem um comportamento sexual recatado aqui no físico mas que no astral fazem sexo compulsivamente, pq na encarnação passada foram prostitutas.
     Mas enfim, para não fazermos coisas erradas em desdobramento a única solução é não desejarmos, realmente, em todas as instâncias de nossa mentefazer coisas erradas. Na maioria das vezes nossa vontade está apenas num nível superficial de nossa consciência e nem sabemos direito o que queremos, ou em outras situações queremos algo que gera conflito em nossa mente.
     O auto-conhecimento e a determinação em eliminar nossos defeitos é o caminho mais seguro para evitarmos de nos desdobrar em frequências negativas, onde prejudicamos outros espíritos e a nós mesmos, agravando nosso karma e retardando nossa saída de mundos primitivos como a Terra.

Gelson Celistre

   

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Personalidade múltipla


A cigana

     A consulente (a mesma do relato anterior http://apometriauniversalista.blogspot.com.br/2013/04/a-cidade-do-pecado.html) em uma vida passada foi uma cigana muito ambiciosa, era cartomante e quiromante, mas nunca obteve naquela vida a fortuna que desejava. Depois de morta ela se aproximava de pessoas encarnadas, mulheres principalmente, e as intuía em modos de ganhar dinheiro e quando dava certo ela igualmente os intuía a gastar o que ganharam, geralmente comprando jóias; isso lhe dava muito prazer e ela ficou um bom tempo no astral fazendo isso.


     Essa frequência da consulente tbm estava aberta e a influenciou a jogar cartas na vida atual, quando ela parou com essa atividade essa personalidade se irritou e começou a perturbá-la e prejudicá-la, se aproximando de pessoas e as intuindo mal ou fazendo “intrigas”, causando desconfiança nessas pessoas sobre a consulente. Essa cigana chegou a incorporar em uma médium, disse que gostava de muito ouro e tentou barganhar comigo, mas apagamos sua mente e reacoplamos.
     Por conta dessa frequência havia um espírito obsidiando a consulente, alguém que foi enganado por ela naquela vida e que nutria muito ódio ainda. Foi adormecido e retirado de perto dela.

A reikiana

     Depois de ter sido iniciada no reiki a consulente, ao invés de ser vampirizada como os demais iniciados, se aliou com um grupo de seres ligados a mestres de reiki e passou a colaborar com eles. Nessa frequência ela se vestia toda de branco, com calça e uma camisa regata. No pescoço usava dois colares, um com o símbolo do cho ku rei e outro com um triângulo ou pirâmide.
     As pessoas que foram iniciadas em reiki por mestres ligados a esse seres das trevas estavam todas sentadas com as pernas cruzadas em estado de transe, num local muito amplo com um piso escuro e liso. Todas estavam interligadas por um fio escuro e tbm estavam com esses colares no pescoço, que era o que as mantinha desdobradas ali e ligadas aos seres que lhes retiravam as energias. Retiramos os colares delas e os destruímos, isso quebrou a ligação com os seres. Depois apagamos isso da mente delas e as reacoplamos.
     As entidades que comandavam esse local eram seres negros, muito altos, e que vestiam uma túnica preta com capuz. Não se enxergava um rosto, apenas olhos brilhantes dentro do capuz. São sete deles ao todo e logo que destruímos os colares eles apareceram e nos atacaram. Cada um desses seres está ligado a um mestre de reiki encarnado e as pessoas iniciadas por esses mestres ficavam desdobradas nesse local sendo vampirizadas. Foram todos presos e o local destruído.

A bruxa

     Em outra frequência a consulente é uma bruxa e junto com mais duas, essas desencarnadas, faziam todo tipo de feitiço, mas sua especialidade eram bonecos de vodu. Havia vários desses bonecos sobre uma mesa e jogados num cesto, com agulhas e outras coisas enfiadas em várias partes do corpo, outros com mãos e pés amarrados, enforcados, etc., dependendo do que queriam provocar na pessoa, pois cada boneco desses estava ligado energeticamente a uma pessoa encarnada.
     Paralisamos as bruxas e cortamos os fios dos bonecos, depois queimamos tudo. As bruxas desencarnadas foram presas, juntamente com um ser esquisito que as auxiliava.

O médico

     Durante a Primeira Guerra Mundial a consulente foi um médico cirurgião num país asiático que usava seus conhecimentos para torturar pessoas. Ela estava desdobrada nesta frequência e quando foi vista estava abrindo o abdômen de uma pessoa amarrada à uma maca, amordaçada, e inseriu um saquinho com algum produto químico em pó dentro. Após isso a pessoa foi suturada, tudo sem anestesia, para provocar sofrimento.
     Havia várias salas no local onde esse médico e sua equipe, eram  8 no total, sendo vários deles encarnados como a consulente.  Encontramos nesse local vários espíritos sendo torturados, além dos soldados que os mantinham presos. Os espíritos foram resgatados, alguns foram levados para um hospital e outros foram presos. Os encarnados tiveram a mente apagada e foram reacoplados a seu corpo físico. O local foi destruído.

Anúbis

     Nós encontramos a consulente em outra frequência, numa enorme caverna abobadada. O centro dessa caverna era separado do resto por uma espécie de fosso muito profundo, abismal, de onde saíam enormes labaredas de fogo. O centro fica isolado como se fosse uma ilha, cercada por um abismo de chamas.


     Nessa ilha tem um trono e era lá que estava a consulente, reinando sobre esse inferno. Imersos nas chamas desse abismo que circunda a trono centenas de milhares de espíritos em profundo sofrimento agonizavam, mais de 800.000 mil almas. Podia-se ouvir os gemidos e gritos de pavor e dor dessse espíritos, que se contorciam sob as chamas desse fogo infernal, sob o olhar de desprezo da consulente.
     Em pé atrás dela estava o Anúbis bancando o deus segurando um cetro que parecia um ponto de interrogação. O Anúbis criou um campo energético em forma de bolha ao redor dos membros encarnados de nossa equipe que estavam ali, eu e uma médium, e nos lançou naquelas chamas infernais.
     Por alguns minutos desaparecemos nas chamas mas depois houve uma grande explosão lá e ressurgimos, juntamente com nossa equipe espiritual, que criou uma espécie de ponte interdimensional entre aquele inferno e outra região do umbral para poder retirar aqueles espíritos presos ali.
     Enquanto os espíritos eram resgatados paralisamos o Anúbis e a consulente, que teve sua mente apagada e foi enviado ao seu corpo físico. O Anúbis foi encaminhado para o exílio. Sua última encarnação aqui na Terra foi no Antigo Egito e foi um sacerdote, há cerca de três mil anos, e naquela vida ele e a consulente se conheceram e tiveram uma relação muito próxima, eram amantes.
     A consulente ainda tem outras frequência abertas mas no momento as que podiam ser trabalhadas eram essas, mais por conta do merecimento das vítimas do que da própria consulente. Vai depender de uma reforma íntima muito profunda da parte dela desativar essas outras frequências nas quais se desdobra e age de maneira incorreta.
     Os problemas pelos  quais ela está passando, tirando a parte que é retorno kármico, são consequência direta das atividades dela no astral. Como evitar de fazer coisas erradas em desdobramento? Não existe mantra, oração, invocação, simparia, feitiço ou magia que evite de alguém se desdobrar e fazer alguma coisa que seja da vontade dela. O único meio de não fazer coisas erradas em desdobramento é não desejando fazer essas coisas. 
     As pessoas precisam se conhecer realmente, como são no íntimo e não apenas a máscara (personalidade) que ostentam socialmente. Esse processo de auto-conhecimento é difícil pois precisamos ser mais fortes que o ego que alimentamos constantemente. Temos que buscar dentro de nós aquela centelha que nos torna divinos e tentar com a luz dessa centelha clarear nossa visão sobre nós mesmos.   
    Precisamos analisar nossas tendências e hábitos, perceber o tipo de atitude que tomaríamos em determinadas situações se tivéssemos poder, se não estivéssemos limitados pelas contingências desta vida, como nosso corpo, situação financeira, condição social, sexo, trabalho, estado civil, etc. 
     No astral não temos limitações e damos vazão a nossos desejos, principalmente aqueles que não podemos realizar aqui por conta das limitações que a vida nos impõe. Some-se a isso nosso passado delituoso e as companhias astrais que atraímos por conta disso e veremos que não é fácil se modificar. 
     Muitas pessoas dizem que conscientemente jamais fariam alguma coisa ruim e no entanto estão desdobradas no astral cometendo atrocidades. Porque isso acontece? Porque estamos colhendo os frutos da insensatez que plantamos em outras vidas. Se numa vida vc se alia com outros espíritos para fazer coisas ruins, criando assim um karma negativo em comum, vc está criando laços difíceis de se romper. Mesmo que numa vida futura vc seja uma pessoa boa, isso não vai impedir que esses mesmos espíritos que já foram teus aliados se aproximem de vc e essa proximidade vai abrir aquela frequência onde vcs faziam o mal. 
     Se vc ainda tiver algum resquício daquela personalidade, ou seja, se os "defeitos" que te fizeram agir mal naquela vida ainda existirem em vc, como a cobiça, a vaidade, o orgulho, a luxúria, etc., ao abrir essa frequência vc sintoniza com ela e esses defeitos são realimentados pela sua própria energia, é uma espécie de vício mental. Somente se a pessoa realmente já se modificou e não tem mais aquele "defeito" ela não vai sintonizar com a frequência aberta ou caso sintonizar por questões kármicas, não vai agir como agia antes e não vai agravar o seu karma.
     
Gelson Celistre