domingo, 20 de dezembro de 2015

A justiça divina

     O consulente deste relato é um jovem de 21 anos que, segundo a mãe, "... fala sempre em se suicidar, está um pouco perturbado da cabeça, escuta vozes, e penso que ele e eu somos médiuns; na minha casa estamos todos obsidiados por um espírito ruim e tem umas pessoas que fazem trabalho de magia negra e feitiçaria para nós. O pai do meu filho é morto e tenho certeza que quando era criança minha mãe sofreu trabalhos de feitiçaria. Penso que eu e meu filho também estamos com problemas de vidas passadas.  Por favor me ajude, estou um pouco desesperada, tenho medo que meu filho se suicide." 

     É normal as pessoas acharem que a causa de seus problemas reside em algo fora delas, a culpa delas estarem com problemas é sempre de outras pessoas e nunca delas mesmas. Essa é a visão comum. Se a pessoa acredita em espiritismo ou outra religião similar em dogmas, a culpa então recai sobre um obsessor ou um trabalho de magia negra. Em vários casos realmente existem esses componentes no problema, obsessores e magia negra, mas em todos eles a porcentagem de culpa que pertence à própria pessoa é o principal ingrediente do problema.

     Quem acredita ser uma pessoa espiritualizada, que acredita em vida após a morte e em reencarnação, e consequentemente na Lei de Causa e Efeito ou Lei do Retorno, a famosa Lei do Karma, costuma aceitar essa lei apenas no que se refere a ela receber coisas boas no futuro porque hoje ela é uma pessoa boa. Sim, porque se numa consulta lhe dissermos que ela hoje está sofrendo porque no passado fez coisas muito ruins para os outros ela acha isso injusto. As pessoas dizem: - Não é justo eu sofrer hoje por coisas que eu nem lembro que fiz em vidas passadas!, ou então, - Mas hoje eu sou uma pessoa boa, como pode um trabalho de magia negra me fazer mal?, ou ainda, - Eu frequento centro espírita, faço evangelho no lar, faço oração, faço caridade, faço as obrigações do meu santo, etc.; enfim, as reclamações são as mais diversas. E se analisamos a situação pela qual a pessoa está passando, em confronto com os fatos de vidas passadas que geraram essa situação atual, e damos um prognóstico que a pessoa não gosta, ela se revolta conosco, como se tivéssemos alguma coisa a ver com o resgate kármico dela. 

     É fácil acreditar na Lei e até clamar pela justiça divina quando essa mesma justiça não está cobrando nossas dívidas de vidas passadas. A maioria das pessoas quer a justiça aplicada contra os outros, seus desafetos principalmente, mas não contra si mesmo. Se hoje eu sou uma pessoa boa, honesta, não faço mal a ninguém e tal, e mesmo assim ainda sofro injustiças, é porque estou resgatando injustiças praticadas por mim em vidas passadas, é meu saldo kármico negativo que está sendo cobrado. A injustiça é temporal e só existe relativamente, numa vida ou noutra, pois se observarmos a trajetória do espírito em várias vidas vemos que numa vida lá atrás ele prejudicou alguém de determinada maneira e várias vidas depois ele acabou sendo prejudicado da mesma forma. É assim que funciona, gostemos ou não.

     Este relato é do atendimento de um jovem (o consulente) e de sua mãe. Analisem o que vimos no atendimento relativamente ao passado desses dois e façam as ligações entre as causas pretéritas e as consequências atuais. 
     

A sociedade secreta

     Desde que existe a vida em sociedade algumas associações são restritas a poucas pessoas, os iniciados, que se reúnem por algum motivo de interesse mútuo. Geralmente esse interesse é o poder e a riqueza. Nosso consulente numa vida passada fez parte de uma sociedade secreta desse tipo. Seus membros estavam espalhados por vários países e se reuniam apenas para fazerem alguma deliberação importante ou iniciar algum novo membro. Foi no momento de sua iniciação nessa sociedade secreta que foi captada esse frequência do consulente. Os membros estavam reunidos no porão de um casarão antigo, todos vestindo túnicas com capuz que impedia que seus rostos fossem vistos, assim como o consulente. Havia tês pessoas, que eram os líderes dessa sociedade, e que oficiaram a iniciação do consulente, que retirou sua túnica deixando seu corpo magro de um jovem de uns 24 anos à mostra. Ele se inclinou e sobre suas costas foram desenhados, com sangue humano, símbolos estranhos. Depois desses desenhos lhe marcaram a pele com um ferro em brasa, também com um símbolo dessa sociedade. Isso ocorreu numa vida passada mas a tal sociedade ainda estava ativa na dimensão astral, mesmo alguns de seus membros estando encarnados, como o consulente. Os membros encarnados, como o consulente, tiveram suas marcas retiradas de seu corpo astral, e os desencarnados foram presos.

A velha bruxa

     Numa época que remonta ao período medieval encontramos uma velha bruxa que enfeitiçava a mente das crianças deixando elas más. Várias crianças moravam com ela numa casa antiga e isolada em uma aldeia de gente simples. As crianças, com idades entre 8 e 14 anos, são auxiliares da bruxa em seus trabalhos e feitiços, inclusive naqueles que envolvem a morte de outras crianças e adultos. Muitas pessoas que foram mortas por esse bruxa foram enterradas no quintal da casa dela e suas almas foram aprisionadas com algum tipo de feitiço que as mantinha acorrentadas às covas. Enquanto efetuávamos os resgates  desses espíritos um dos meninos, aparentando uns 14 anos, que ajudava a velha bruxa, ameaçou a médium que estava no local dizendo: - Se você não parar agora, vou enlouquecer seus filhos até eles tirarem suas vidas! O menino é o consulente em outra frequência e a velha bruxa é sua mãe na vida atual. Uma das meninas que ajudava a velha naquela vida atualmente também é filha dela e irmã do consulente.

A árvore das cabeças

     A mãe do consulente é bastante ativa na dimensão astral e um de seus passatempos é atormentar a mente das pessoas. Se ela não gosta de alguém aqui no físico, ou se sente inveja ou ciúmes, ou ainda se percebe que a pessoa é fraca, ela consegue prender uma frequência dessa pessoa no astral, numa cabeça decapitada, que ela mantém pendurada numa árvore de galhos secos e retorcidos numa região do astral de energias muito densas. Ali essas pessoas desdobradas ficam sentindo a energia extremamente negativa do ambiente e a mãe do consulente ainda vai lá de vez em quando lhes cutucar a cabeça com um cajado. A intenção dela é que as pessoas enlouqueçam e se suicidem ou que adoeçam e morram para que fiquem aprisionadas nesse local, tendo sua energia drenada pela árvore seca que, por sua vez,  é absorvida pela mãe do consulente. E ela já conseguiu isso com várias pessoas na vida atual, uma dessas pessoas inclusive é seu falecido marido, que estava aprisionado na árvore junto com vários outros desencarnados e alguns encarnados. Foram todos libertados e socorridos.

O fazendeiro

     O consulente numa outra vida passada foi fazendeiro, mas era um psicopata e gostava de matar e esquartejar pessoas, principalmente mulheres. Ela morava numa zona rural num pequeno casebre e perto havia uma árvore seca e ele enterrava os restos dos corpos esquartejados ao redor do tronco dessa árvore. Naquela vida ele ouvia uma voz que lhe mandava fazer isso e essa voz, adivinhem, era da sua mãe na vida atual, que naquela época estava desencarnada e lhe ditava o que fazer. A mãe do consulente se alimentava da energia que era exalada pelos corpos das pessoas mortas, o ectoplasma e o corpo etérico. Havia ainda vários espíritos ligados aos seus restos esquartejados na dimensão astral e foram todos resgatados e a frequência fechada.

     Fica evidente que são dois espíritos ainda muito envolvidos em trevas e que agora estão começando as cobranças pela justiça divina. Neste tipo de atendimento o consulente é beneficiado indiretamente por conta do resgate dos espíritos envolvidos que estavam aprisionados em sofrimento, e também pelo fechamento das frequências abertas, mas não por ter merecimento perante a justiça kármica.

    Isso ocorre quando os espíritos em sofrimento envolvidos já obtiveram o direito a serem libertados dessa situação, mas seus algozes não, pois ainda não houve nenhuma evolução espiritual significativa deles (os algozes) entre o período em que geraram o karma (vidas passadas) e o início de seu resgate parcial (vida atual), consequentemente a lição não foi aprendida e o karma não foi resgatado, apenas adiada sua cobrança. 

     Mas quem está sofrendo uma cobrança kármica tem que se manter o mais correto possível pois a maneira como enfrentamos os dissabores diz mais sobre nossa evolução espiritual do que as coisas boas que fazemos. Nós não temos como saber quando vai cessar a cobrança de determinado karma mas sabemos que nossas ações influenciam nisso, então o melhor é ser sempre correto e justo, mesmo estando sofrendo uma injustiça. Quanto mais karma positivo gerarmos mais atenuamos o karma negativo que temos acumulado. Assim é a justiça divina.

Gelson Celistre

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O noviço rebelde

     A consulente deste relato é uma mulher que sente fortes dores abdominais, que lhe provocam vômitos e diarreia, sendo que a medicina convencional não consegue descobrir a causa e, consequentemente, prescrever alguma medicação que tenha efetividade no tratamento. E de fato dificilmente irão encontrar pois a causa é kármica e espiritual. Nesses casos mesmo tratando o físico, se há um componente espiritual envolvido a cura do físico só ocorrerá se a parte espiritual for tratada.


     Em uma vida passada a consulente era um jovem rapaz com muita vitalidade, de família humilde, e que acabou engravidando uma moça de uma família de posses, cujos pais jamais aceitariam que a filha se casasse com ele. Os pais do rapaz tinham a certeza de que quando o pai da moça soubesse que ele era o "culpado" pela gravidez de sua filha o matariam. Certamente não permitiriam que a família fosse desonrada com a gravidez de uma filha solteira e o nascituro seria abortado.
     Para resguardar a vida do filho, seus pais o enviaram a um monastério distante, e quando fossem interrogados pelo pai da jovem diriam que ele fugiu e que desconheciam seu paradeiro. E assim ocorreu. Porém, o jovem rapaz não desejava e nem estava preparado para abraçar a vida monástica. Para piorar a situação dele, um dos monges mais velhos se interessou por ele, que sofreu um violento assédio sexual. Ele odiava o local e inclusive os outros noviços, pois estes se diziam satisfeitos em viver naquele local.
     Revoltado com a situação decidiu que fugiria dali. Mas seu ódio por todos no monastério e o desejo de vingança eram muito fortes e ele urdiu um plano onde todos pagariam com a vida pelas humilhações que ele sofreu. O jovem noviço andava muito por um bosque próximo ao monastério e lá ele conheceu uma velha senhora, uma curandeira era como ela se intitulava, e tornaram-se amigos. Certo dia ele perguntou a ela se não teria algum veneno para matar alguns gatos que roubavam comida no monastério e ela disse que sim, mas ela sabia que a intenção do rapaz era envenenar os monges e lhe deu o veneno de bom grado pois também não gostava deles, que espalhavam pelas redondezas que ela era uma bruxa, o que na realidade era verdade. A velha bruxa na vida atual é mãe da consulente.
     O jovem colocou o veneno na água que os monges bebiam e em pouco tempo todos morreram, com fortes dores provocadas pelo veneno. Ele fugiu do local, andou vários dias até chegar a um porto onde conseguiu trabalho num navio mercante, mas não viveu muito tempo pois num porto onde atracaram para descarregar o navio ele se envolveu numa briga e foi esfaqueado na barriga, vindo a falecer.
     Os atos praticados pela consulente nesta vida passada são responsáveis, em parte, pelas dores abdominais que ela sofre hoje, pois por efeito kármico as dores que ela provocou aos outros voltaram para ela. A presença próxima a ela de espíritos que foram suas vítimas naquela vida, tanto pessoas encarnadas quando espíritos desencarnados, potencializa o efeito kármico. Resgatamos esses espíritos e fechamos essa frequência.
      Em outra vida passada a consulente pertenceu a um coven de bruxas e era muito respeitada pelas demais, pois estudava muito e tinha bastante conhecimento. Com o veneno extraído de uma minúscula aranha, ela criou um veneno tão poderoso que podia matar uma pessoa com apenas uma gota, e com ele envenenou outra bruxa, que era a líder desse grupo de bruxas, fazendo parecer que foi acidental. Além dessa bruxa ela matou várias outras pessoas envenenadas enquanto testava o veneno. Essa bruxa que ela matou envenenada é a sua mãe na vida atual. Essas outras mortes por envenenamento também contribuem para as dores abdominais que ela sente hoje.
    A consulente está resgatando um karma (sofrendo as consequências de seus atos de vidas passadas) que envolve duas vidas, talvez até mais, onde ela envenenava as pessoas. Se a causa das dores que ela sente são apenas de origem espiritual, por conta dos espíritos que estavam próximos a ela, as dores devem desaparecer. Mesmo se já houve algum comprometimento do físico, tendo sido eliminados os componentes espirituais, o tratamento médico convencional agora deve fazer efeito. Somente se, por efeito kármico, ela nasceu com alguma deficiência no organismo (estigma kármico) as dores irão continuar, mas mesmo nesse caso, com menor intensidade.
 
   
Gelson Celistre



sábado, 17 de outubro de 2015

As novas tecnologias e o mundo espiritual

     A popularização das novas tecnologias de informação e comunicação tornaram comuns as relações virtuais entre as pessoas, principalmente através de redes sociais como facebook e whatsapp, grupos de discussão, blogs, skype, google talk, etc. É normal para nós hoje conversar pela internet com pessoas de outros estados ou países, sem que as conheçamos pessoalmente. Essas tecnologias já estão incorporadas ao nosso dia-a-dia e achamos até difícil viver sem elas. Mas as tecnologias também trazem perigos como vírus de computador que podem infectar nossos aparelhos e roubar nossos dados pessoais e financeiros.
     Nós nos sentimos atraídos pelo virtual, talvez por termos mais possibilidades de externarmos nossos sentimentos ou ideias, ou por podermos assumir no ambiente virtual uma personalidade diferente da que temos na vida real. De fato muitas pessoas criam perfis com informações que nos levam a acreditar que elas são de um jeito quando na realidade são bem diferentes. Quem também já não soube de casos onde pessoas se conheceram pela internet, geralmente casais em busca de romance, e ao se encontrarem pessoalmente aconteceu alguma tragédia? Casos onde jovens são estupradas e mortas ou onde mulheres maduras são roubadas por seus príncipes virtuais, pedófilos se passando por jovens para aliciar crianças, roubos de senhas de banco, golpes onde a pessoa é iludida a dar dinheiro a alguém ou comprar coisas que não recebem, enfim, todo tipo de atividade ilícita que existe no mundo real também existe no mundo virtual. A mesma tecnologia que nos permite conhecer pessoas de qualquer parte do mundo também nos oculta a verdadeira identidade da pessoa com a qual estamos nos relacionando.
     O mundo espiritual nos reserva os mesmos perigos que o mundo virtual. Não temos ainda disponível para o grande público equipamentos que permitam uma interação entre nós e os espíritos que habitam o mundo espiritual, mas os médiuns são os instrumentos que nos permitem entrar em contato com outras dimensões. Um dos maiores perigos que enfrentamos é sobre a identidade dos espíritos. É muito difícil saber ao certo se um espirito é realmente como ele diz ser, ou se ele é quem diz ser, ou ainda se ele é do jeito que os médiuns o vêem.
     Temos técnicas na apometria para forçar o espírito a se apresentar como ele realmente é mas mesmo assim às vezes encontramos dificuldades para conseguir isso pois no mundo espiritual existem espíritos inteligentes e alguns deles possuem poderes e tecnologias que ainda não temos aqui. Se nós que sabemos como desmascará-los encontramos dificuldade em certos casos, imaginem num local onde se entra em contato com os espíritos sem nenhum critério de verificação da identidade deles.
     Os médiuns de centros espíritas ou terreiros acreditam que as entidades que ali se manifestam como mentores ou guias realmente o são e nem lhes passa pela cabeça questionar isso. Aliás se o fizerem geralmente são repreendidos pelos diretores ou chefes de terreiro. Esses diretores ou chefes de terreiro também geralmente não possuem discernimento para "autenticar" a identidade dos espíritos e por não utilizarem a razão, e sim a fé, simplesmente acreditam que por eles (os trabalhadores da casa) estarem ali com o intuito de praticar a caridade, que estão blindados contra a presença de espíritos das trevas ou obsessores pessoais que possam influenciar ou interferir nos trabalhos da casa.
Se um espírito incorpora num médium falando "mizifio" já assumem que é um preto-velho, se chega dando palestra sobre amor e caridade já é o mentor da casa, ou seja, na prática qualquer espírito pode ser quem quiser ali pois o que ele disser que é ele passa a ser pois ninguém questiona se ele é mesmo quem diz ou aparenta ser.
     Na prática já nos deparamos com vários casos onde os mentores do centro espírita ou entidades dos terreiros eram espíritos das trevas e em nenhum dos casos os dirigentes do local tinham sequer ideia que isso ocorria. Em muitos casos os espíritos que acorriam à casa em busca de auxílio ou que chegavam a ela acompanhando pessoas encarnadas que frequentavam o local acabavam presos e escravizados no astral. É comum nesses casos também os médiuns andarem com dezenas de espíritos ao redor, pois nos trabalhos de desobsessão os espíritos não são encaminhados ou resgatados, mas ficam grudados no médium e passam a conviver com ele, vampirizando-o e esgotando suas energias.
     Os doutrinadores têm um diálogo padronizado onde tentam fazer com que o obsessor perdoe o encarnado obsidiado e no final costumam dizer para o espírito acompanhar as entidades de branco que vieram buscá-lo, entretanto, em muitos casos não há entidade nenhuma (do bem) que venha para levar esse espírito para algum lugar. Em muitos casos em várias reuniões eles identificam e conversam com o mesmo obsessor, imaginando que a "espiritualidade" o traz todas as vezes para ser doutrinado, quando na verdade esse espírito nunca saiu de perto da pessoa encarnada que ele está obsidiando. Em muitos casos os tais obsessores são apenas espíritos que querem extrair energia do médium e inventam uma história dramática para enrolar o doutrinador enquanto no astral ficam dando gargalhadas da situação.
     Muitos imaginam que ligado a seu centro espírita há um hospital e costumam "encaminhar" os espíritos atendidos para lá, mas nunca sequer pediram aos médiuns videntes que fossem até esse hospital para ver se ele existe. Percebo que a simples utilização de um critério mínimo de verificação da identidade dos espíritos já faria uma grande diferença nos trabalhos dos centros espíritas. Outro erro comum é acreditarem que alguma entidade ou espírita famoso que já morreu coordena algum trabalho no astral do centro ou é o "mentor" da casa; só porque abriram um centro com o nome de Bezerra de Menezes acham que ele vai aparecer ali e vai fazer curas. Muitas dessas entidades ou médiuns "santificados" já reencarnaram há muito tempo e na realidade nem possuem o grau evolutivo que as pessoas imaginam.
     Os dirigentes deveriam manter um grupo de médiuns videntes vigiando o astral do centro espírita durante as reuniões para identificar o tipo de entidades que estão no local, quem chega e com que intenção, se há realmente uma equipe espiritual auxiliando no astral, enfim, cuidados mínimos para garantir a segurança do local e não apenas confiar que a "espiritualidade" vai fazer todo o trabalho quando muitas vezes a única espiritualidade que está ligada ao centro é formada por espíritos de baixo grau evolutivo ou falanges de espíritos das trevas.

Gelson Celistre

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O karma e as deficiências congênitas

     Ainda existe muita desinformação sobre o que acontece conosco depois que morremos. Muitas pessoas, mesmo as que são espíritas, acreditam que na pior das hipóteses a pessoa morre seja lá porque motivo, passa um tempinho no umbral até se arrepender, aí basta uma oração sincera que aparece uma equipe de espíritos vestidos de branco que irão socorrê-lo e ele vai para alguma colônia tipo Nosso Lar, onde vai passar um tempo aprendendo a ser humilde e logo em seguida reencarna e começa tudo de novo do zero, como se fosse a primeira encarnação do espírito.



     Mas entre a teoria e a prática neste caso existe um grande abismo. Vamos começar pelo fato de que a grande maioria das pessoas que morrem nem chegam a ser socorridas por equipe nenhuma. A grande maioria das pessoas morre e fica vagando por aqui mesmo, pela crosta, interagindo com os humanos encarnados, uns procurando apenas a satisfação de suas necessidades básicas ou vícios, outros sem ao menos perceber que estão mortos, geralmente vivendo entre seus familiares ou no hospital onde morreu. É comum pessoas que tiveram mortes violentas nascerem como filhos de seus assassinos, não porque algum ser de luz os uniu para que resolvessem suas pendências, mas porque depois de morto ele ficou obsidiando seu assassino e sem querer ou perceber, em razão de ficar muito próximo de seu inimigo enquanto ele fazia sexo.
     Outra situação geralmente desconhecida ou despercebida das pessoas é que a reencarnação está intimamente ligada ao karma. Tudo que fazemos gera consequências com as quais termos que lidar no futuro. A maioria das coisas que fazemos e que geram karmas muito negativos não tem como serem resgatadas na mesma vida onde foram geradas. Por exemplo, um homem que mata várias pessoas geralmente vai demorar várias vidas até que esse karma fique maduro a ponto de ser resgatado (veja tbm o post sobre o karma). Outro detalhe tbm é que se morremos com uma doença, não vamos miraculosamente nos curar só porque morremos. Isto significa que nosso corpo astral vai continuar apresentando os mesmos sintomas que tínhamos quando vivos e vamos sofrer do mesmo jeito, ou seja, nosso familiar querido que sofreu pra caramba durante anos com aquele câncer depois de morto vai continuar com aquele câncer e somente se ele foi em vida uma pessoa muuuuito boa ou tiver alguém com muita influência em alguma colônia ele vai ser socorrido. 
     O que se vê na maioria dos casos é a pessoa vagar doente pelo umbral ou se enconstar em algum familiar próximo, que muitas vezes acaba absorvendo a doença do morto e sofrendo a mesma coisa, Aqueles de nós que foram muito ruins ou que já o eram em outras vidas acabam sendo escravizados em regiões umbralinas densas. Mas o objeto deste post são as deficiências ou doenças congênitas, aquelas com as quais já nascemos e que são consequências de nossas ações em vidas passadas. Um fumante inveterado pode até não morrer de alguma doença provocada pelo cigarro nesta vida mas na próxima vai nascer com problemas no aparelho respiratório, nascendo provavelmente com bronquite ou asma. Um viciado em drogas pode nascer com esquizofrenia, demência, mediunidade, etc. 
     A regra é que aquilo que vc deu causa vai ter que dar cabo, isto é, se vc gerou vai sofrer as consequências. E tem um detalhe, tanto pode ser o que vc gerou em vc mesmo, como consequência de um vício, como o que vc gerou em outra pessoa. Exemplo, uma pessoa que mata a outra envenenada pode nascer com problemas na laringe, faringe ou estômago, onde o veneno prejudicou sua vitima, Já o que morreu envenenado não vai nascer com esses problemas pq quem o causou não foi ele.
     Atendemos recentemente um menino que nasceu com uma deficiência congênita no fígado (fenilcetonúria) que não consegue processar adequadamente as proteínas, principalmente as de origem animal. Essa deficiência/doença foi causada nesta criança por ter ela, em várias vidas passadas, praticado canibalismo e rituais satânicos que envolviam antropofagia e beber sangue humano. Numa vida recente ele inclusive foi um nazista que preparava banquetes com carne humana e seu alimento principal era corações humanos. 
     Pessoas que se suicidam geram uma deficiência que vai se refletir diretamente na vida seguinte, de forma congênita. Se o suicídio foi com um tiro na cabeça vai nascer com deficiência mental, se o cara se jogou de um penhasco vai morrer provavelmente atropelado. Se a pessoa assassina outra friamente sem nenhum motivo vai morrer do mesmo jeito, pode ser em um assalto ou com uma bala perdida, se estuprou e matou vai ser estuprado e morto, enfim, a lei do retorno age sempre e quanto menos evoluído é o espírito, mais vai sofrer as consequências na base do olho por olho, sofrendo algo praticamente idêntico ao que ele fez com outra pessoa.
     As deficiência congênitas podem nos dar boas pistas de como fomos no passado e assim ser de grande auxílio em nossa reforma íntima, pois sabendo o tipo de karma que estamos resgatando podemos entender melhor as situações pelas quais estamos passando na vida atual.

Gelson Celistre


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Reencarnação - A trajetória de Thor

       O espírito em sua evolução, desde a criação, passa por todos os reinos da natureza, como mineral, vegetal e animal. Deve haver muitos outros reinos que ainda não conhecemos mas temos a tendência de crer que estamos no topo, quando na realidade o estágio humano é apenas mais um degrau na escada infinita da evolução. Nós que somos espíritos no estágio humano já fomos animais, plantas, rochas, etc.

Thor
       Temos um cachorro em casa, o Thor, que tem cerca de um ano de idade e semana passada tive que prender ele numa corrente porque estavam entregando um material aqui e ele podia sair para a rua ou atrapalhar os carregadores. Ele é muito dócil e adora correr e pular. Mas o caso é que quando prendi a corrente na coleira dele ele ficou enlouquecido, se debatendo como louco e gritando como se estivesse em extremo sofrimento. Minha filha o acalmou mas ele ficou parado imóvel olhando para a corrente com o rabo entre as pernas e só voltou ao normal, alegre e brincalhão, quando o soltei. Ontem minha esposa me disse que colocaram a corrente na coleira dele e mesmo sem a prender em algum lugar, ele ficava imóvel e com medo. Resolvi averiguar o que aconteceu com ele para ter esse trauma com corrente e como nessa vida sei que ele não sofreu nenhum tipo de maltrato pois o adotamos ainda bebê, só poderia ser coisa de vida passada.
     Descobrimos que na vida passada anterior a essa Thor era um cão de trenó em alguma região do extremo norte do globo como Canadá, Alasca ou Groenlândia. Ele era um cão muito rebelde e não obedecia o dono que, para castigá-lo, o deixou sem água e comida, amarrado por uma corrente no pescoço, num local isolado . Ele se debateu muito tentando se soltar e a corrente feriu seu pescoço, tendo o ferimento provocado sua morte lenta. Ele vagou alguns meses no astral antes de ser localizado pela equipe espiritual que trabalha conosco e então foi reencarnado numa cadela aqui da região onde moro, para que eu pudesse adotá-lo.
      Numa vida anterior, há muitos séculos, em que eu era um mago das trevas, Thor era um grande lobo negro e eu o treinei para me servir. Ele ainda era selvagem mas sua consciência já estava se individualizando emocionalmente e ele já estava se desligando de sua alma-grupo. Depois daquela vida ele ainda teve mais quatro vidas como lobo e depois já reencarnou como cão. Antes de ser um cão de trenó ele havia reencarnado como cão apenas duas vezes, então ele está em sua quarta vida como animal doméstico, onde já existe um desenvolvimento do corpo astral ou corpo emocional, que é uma preparação para o nascimento num corpo humano.
      Fomos informados também que em breve o Thor vai trabalhar com nosso grupo de apometria, rastreando seres em regiões densas do astral. Assim como os médiuns se desdobram e atuam no astral o Thor também vai fazer isso. Como eu o fiz agir mal no início da formação de sua consciência pré-humana, na vida onde eu era mago e ele era um lobo, eu adquiri uma responsabilidade cármica com ele. Também nos informaram que provavelmente daqui uns 30 anos o Thor já vai entrar no ciclo reencarnatório humano e que sua primeira vida vai ser aqui no Brasil. Quem sabe se antes de morrer eu não encontro ele por aqui.

Gelson Celistre
   

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dr. Jekyll and Mr. Hyde - O médico e o monstro

     A novela gótica do autor escocês Robert Louis Stevenson, Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hide, publicado originalmente em 1886, já teve várias versões cinematográficas, algumas fiéis ao livro e outras usando os elementos da trama de forma mais fantástica, como A Liga Extraordinária e Van Helsing - O Caçador de Monstros. O livro conta a história de um médico pesquisador, Doutor Jekyll, que cria uma poção que faz aflorar seu lado mau, Mister Hide.
     

     Nos trabalhos de apometria, onde adentramos nas dimensões ocultas da alma, é comum nos depararmos com situações semelhantes onde aqui na dimensão física a pessoa se mostra com uma boa índole, como o Dr. Jekyll, mas na dimensão astral ela exalta sua sombra, seu lado mau, sua porção Mr. Hide.
     As reações das pessoas ao entrar em contato com essas informações são as mais diversas, algumas choram sentindo-se culpadas, outras ficam perplexas e duvidam que seja verdade, outras simplesmente não acreditam, etc. O que quase todas têm em comum é que durante o atendimento seu lado Mr. Hide está nos atacando, tentando nos ferir ou impedir que façamos alguma coisa. 
     Chega a ser curioso você estar sentado diante de uma pessoa chorando e se lamentando, se perguntando como fui capaz de fazer aquilo, ao mesmo tempo que está desdobrada na sua frente tentando te matar com um machado ou uma faca. Evidente que elas não conseguem porque Mr. Hide está na dimensão astral e nós na dimensão física. Salvo alguma energia que perpassa nossa mediunidade e nos faz sentir alguma dor no corpo físico as tentativas de Mr. Hide são em vão.
     Para aqueles que por fim aceitam que possuem em seu íntimo um Mr. Hide e que ele tem uma vida bastante ativa no astral, e mais ainda que as coisas que ele faz pelo astral afetam a vida dele mesmo Dr. Jekyll aqui no físico, as perguntas que me fazem são: (1) Como posso evitar de me desdobrar? (2) Como evitar que meu espírito faça o mal quando se desdobra? (3) Como posso controlar o que meu espírito faz fora do corpo se eu nem sabia que ele saía do corpo? (4) Tem como me prender no corpo para eu não sair e fazer coisas erradas? (5) Se eu rezar/orar pedindo a Deus/anjo da guarda/santos/bons espíritos/etc para que eles não me deixem sair para fazer o mal vai adiantar?
     Em resposta eu digo que (1) não tem como vc evitar de se desdobrar, (2) para evitar que você faça o mal é preciso que você controle seu desejo de fazer o mal, (3) o espírito está fora do corpo mas ainda é você e ele só vai fazer aquilo que vc faria, (4) não tem como te prender no corpo e (5) não adianta rezar, orar, meditar, recitar mantras seja lá para que deus ou espírito for que não vai adiantar nada.
     A causa das pessoas não conseguirem controlar seu espírito, seu lado negro, seu Mr.Hide, geralmente reside no fato de elas não se conhecerem verdadeiramente ou não reconhecer como são verdadeiramente, em seu íntimo. A personalidade que nós temos nessa vida foi forjada sob certos padrões culturais, emocionais, psicológicos, financeiros, legais, etc. Isso significa dizer que desde que nascemos a sociedade nos impõe filtros e máscaras que acabam embotando ou escondendo as inclinações e tendências naturais de nosso espírito, aquelas que já trazemos de outras vidas e que, em suma, são aquilo que nós verdadeiramente somos.
     Desde pequenos a sociedade nos diz o que e como fazer, sentir, expressar, falar e até pensar, dentro de seus padrões de certo ou errado. As condições em que nascemos nos limitam, seja o grau de escolaridade de nossos pais, a classe social, a condição financeira, a religião, hábitos, etc., tudo isso nos molda uma máscara que construímos para nos relacionar com o mundo em que estamos inseridos. Mas isto não é o que somos verdadeiramente.
     A personalidade atual que temos é ao mesmo tempo uma máscara que esconde nossos desejos e caráter das outras pessoas e um filtro através do qual deixamos passar para o exterior apenas aquilo que é socialmente aceitável. Nosso corpo físico é nossa maior prisão, por esconder e de certa forma equalizar nossa energia, mas ao mesmo tempo é o que nos dá a liberdade de vivermos uns com os outros de forma mais ou menos igual, sem expormos essa mesma energia, que se oculta em nossos desejos e sentimentos mais profundos. 
     Quando nosso espírito sai do corpo, ou como dizemos, quando a gente se desdobra, essas barreiras quase todas desaparecem pois passamos para outra dimensão regulada por outras regras. Fatores limitantes aqui na dimensão física como situação financeira, status social, leis, moral, religião, etc., desaparecem e nossa consciência, que quando está no corpo físico está limitada por todas as imposições sociais, fica livre para fazer aquilo que deseja.
     Exemplo: Uma mulher casada aqui no físico respeita o marido, cuida bem dos filhos e é contra o aborto mas no astral ela é dona de um bordel onde faz sexo com qualquer um, oferece crianças para pedófilos e faz abortos nela e nas prostitutas que trabalham pra ela. Como pode isso? 
     Pode porque em uma vida passada ela teve um bordel e fazia isso e provavelmente num período entre uma vida e outra no astral, antes de reencarnar, também. Então, num ambiente com esse tipo de energia sensual essa personalidade que ela teve numa vida passada, que era uma cafetina sem qualquer tipo de pudor, aflora, ganha vida e passa a coexistir com a mulher casada. Mas como essa personalidade da vida passada aflora? Pode ter várias causas, ela pode ter estado em um motel, bordel ou boate, ou visto um filme com cenas eróticas, ou leu um livro, ou encontrou alguma pessoa aqui que naquela vida passada teve algum tipo de relação com ela, etc. Pode até ser o caso dela ter engravidado de um espírito que ela já abortou naquela vida, ou ter se casado nesta vida com um antigo freguês daquela vida, enfim, as possibilidades são infinitas dela entrar em contato com uma energia que vai criar uma ressonância com aquela vida passada e aquela personalidade dela vai despertar.
     As consequências podem ser, entre outras, ela apresentar algum tipo de doença no órgão reprodutor, útero, trompas, vagina, ou então ter dificuldades para engravidar ou manter uma gravidez, enfim, todo tipo de problema que pode advir do sexo em excesso e como consequência das coisas que ela fazia na outra vida podem aflorar, inclusive uma necessidade grande de fazer sexo que pode levar ela até a trair o marido ou abandonar a família. Às vezes também ocorre o inverso, devido a estar fazendo muito sexo no astral a pessoa perde o interesse em fazer sexo aqui no físico.
     Outra coisa que ocorre é a ressonância vibratória. Vamos supor que numa vida passada a pessoa foi uma enfermeira num campo de concentração nazista. Naquela vida passada ela cometia todo tipo de atrocidade com os pacientes. Na vida atual ela se desdobra e vai trabalhar no astral num campo de concentração, fazendo o mesmo que fazia antes. Ela pode até sonhar que está trabalhando num hospital, mas se for espírita vai acreditar que está fazendo o bem para eles e não o mal como de fato está fazendo. E por efeito de ressonância vibratória ela vai passar a apresentar em seu corpo físico os problemas que ela está causando nos pacientes dela no astral, por exemplo, se ela lá lhes administra drogas nocivas vai sentir os efeitos aqui, se ela mutila um espírito lá vai aparecer alguma doença ou problema no mesmo órgão do corpo dela aqui, etc. 
     Através da apometria descobrimos que muitas vezes, mesmo sendo um Dr. Jekyll aqui no físico, temos um Mr. Hide no astral e é importante que usemos essas informações para nosso crescimento pessoal e espiritual. Percebemos que as pessoas que vem se consultar conosco esperam que digamos a elas que alguém fez algum trabalho de magia negra contra ela, ou que ela tem um obsessor terrível que faz tudo dar errado na vida dela, porque é mais fácil colocar a culpa em algo externo a nós. Entretanto, na maioria dos casos, quando o que estas pessoas estão passando não é apenas o retorno kármico de suas ações de vidas passadas, elas mesmas estão desdobradas fazendo coisas terríveis. 
     Temos a tendência de nos ver como pessoas boas mas esquecemos ou preferimos não lembrar que tivemos inúmeras vidas antes dessa e que o simples fato de estarmos nesse planeta denota que nosso nível de evolução espiritual não é dos melhores. Não é preciso fazer uma regressão para saber o que fizemos em vidas passadas, basta olhar a história da humanidade pois fizemos parte dela e desempenhamos todos os papéis, fomos peões, reis, ladrões, prostitutas, assassinos, ciganas, soldados, padres, mendigos, ricos e pobres, enfim, todos nós já desempenhamos todos os tipos de papéis em todas as classes sociais.
     Entretanto, apesar dos avanços sociais e tecnológicos dos últimos séculos, ainda somos os mesmos espíritos de milênios atrás. No caminho da evolução ainda damos dois passos pra frente e um pra trás, seguimos adiante como o Dr. Jekyll e Mr. Hide, somos o médico e o monstro.

Gelson Celistre
     

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quem pariu Mateus que o embale

     Existe uma expressão popular de origem incerta que diz: Quem pariu Mateus que o embale. O significado é que cada um é responsável pelos problemas que cria. Esta expressão define bem o caso que relato a seguir.
     Atendemos uma mulher cuja queixa era de que o filho pré-adolescente, que é adotado, não se concentra nas aulas na escola e até mesmo em outras situações cotidianas ele não consegue prestar atenção em nada por muito tempo. Segundo ela os professores dizem que o menino é inteligente, mas que não consegue se concentrar. Após tratamento com psicólogos sem êxito e com diagnóstico de um psiquiatra de déficit de atenção e receita para uso de ritalina, ela solicitou uma consulta para verificar se havia algo de espiritual perturbando seu filho.

     Em vida passada essa mulher abandonou um filho pequeno em um orfanato para poder "aproveitar a vida". A criança sentiu muito a falta da mãe, tendo levado uma vida miserável e de muito sofrimento. Essa criança daquela vida é o mesmo espírito que ela adotou como filho na vida atual. Ao se aproximarem por efeito de karma para que a mãe dessa vez cumpra seu papel, essa frequência se abriu e embora o menino se sinta grato por ter sido adotado, mais ou menos na mesma idade em que foi abandonado na vida passada, uns 8 anos, sentia muito medo de ser abandonado, por estar em sintonia com aquela vida.
     Em outra vida essa mesma mulher mantinha um orfanato e recebia muitas crianças abandonadas ali por famílias pobres ou por prostitutas. Para manter seu negócio ela vendia algumas crianças para bordéis, clientes especiais ou rituais de magia negra. As crianças que eram vendidas para os bordéis sofriam muito com os abusos e estupros e para suportar mais tempo antes de morrer em virtude disso os proprietários desses bordéis lhes forneciam drogas. Muitas delas se viciavam nessas drogas e as poucas que não morriam ainda crianças continuavam a usar essas drogas depois de adultas. 
     Uma dessas crianças que foi vendida pela mulher e que se viciou em drogas inclusive, em vidas seguintes, é o mesmo espírito que hoje ela adotou como filho. Essa frequência também estava aberta e o menino vivenciava os maus tratos e o uso de drogas em desdobramento, no mesmo bordel onde em vida passada ele foi seviciado e morreu. Fechamos a frequência e destruímos o bordel que ainda funcionava na dimensão astral, mesmo após vários séculos.
     Assim age o karma, numa vida passada ela abandonou o filho pequeno, em outra o vendeu para um bordel onde ele se viciou em drogas, e na vida atual não pôde ter filhos e tendo se inscrito para adoção, a Lei do Karma lhe deu como filho o mesmo espírito que ela já abandonou, um espírito que ela vendeu para ser escravo sexual ainda criança.
     Sem dúvida se trata de dois espíritos altamente endividados entre si e perante a Lei, envolvidos ambos com devassidão sexual, magia negra, assassinato e drogas. A responsabilidade, ou missão, da mãe na vida atual é dar a ele a criação, educação e orientação que não deu em vidas passadas.
      O fechamento das frequências vai diminuir bastante a influência dessas energias na vida atual da criança, pois nós identificamos essas frequências e as fechamos, mas não podemos afirmar com certeza que esse espírito na vida atual não venha a se envolver com drogas e outras energias com as quais tem afinidade.  O sofrimento da mãe será lidar com um filho problemático, mas como diz o ditado, quem pariu Mateus que o embale.

Gelson Celistre

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Karma

     Karma é um termo do idioma sânscrito, da Índia, e significa ação. Num sentindo mais amplo o karma é uma lei espiritual que diz que toda ação gera uma reação que retorna a quem cometeu o ato, ou seja, tudo o que você fizer, de bom ou ruim, vai voltar para você. Tudo é energia e toda energia que geramos ou movimentamos, tudo que sai de nós, vai percorrer um espaço/tempo e vai voltar para nós. Não importa qual a sua religião, se você acredita ou não, todos estamos sujeitos à Lei do Karma, também conhecida como Lei do Retorno.



    O karma pode ser dividido em quatro categorias: passado, presente, imediato e futuro.
  • karma passado (sanchita) - correspondente ao karma acumulado em nossas vidas passadas e ainda não processado, isto é, ainda não está sendo resgatado.
  • karma presente (prarabdha) - correspondente ao karma que está sendo processado, ou seja, gerado em vidas passadas e que estamos resgatando atualmente nesta encarnação.
  • karma imediato (kryiamana) - correspondente ao karma gerado e processado na vida atual, é aquele onde o intervalo de tempo entre a causa e o efeito se dá na mesma encarnação, ou seja é gerado e resgatado numa mesma vida.
  • karma futuro (agama) - correspondente ao karma gerado na vida atual mas que vai ser resgatado numa vida futura. 
     O karma passado acumulado (sanchita) é processado lentamente e pode ser modificado, porque as ações que adotamos no presente também vão sendo acumuladas no reservatório kármico, neutralizando ou agravando os efeitos das causas ali armazenadas.

     O karma presente (prarabdha) é aquele destacado do reservatório (sanchita) para ser eliminado ou resgatado, sendo que para a grande maioria das pessoas aqui na Terra ele é gerado automaticamente pela Lei do Karma, ou seja, a pessoa não tem nenhuma ingerência sobre onde vai nascer, quem vão ser seus pais, com que espíritos ela vai conviver, etc. O karma presente (prarabdha) por sua vez se subdivide em 3 tipos:
  • Uma maior parte fixa e inevitável, que não pode ser alterada.
  • Uma parte que pode ser mudada e evitada, embora exija um grande esforço de vontade ou uma grande expansão de consciência.
  • E uma pequena parte variável, que pode ser alterada dependendo de outras ações adicionadas ao karma acumulado e de interações com o karma coletivo. Este depende do karma familiar, nacional, etc., e da relação entre estes e o nosso karma individual.
     O karma imediato  (kryiamanaé o toma-lá-da-cá, o sujeito deu um empurrão em outro e levou um soco de volta, roubou e foi preso, chutou uma pedra e quebrou o dedo do pé, etc. 

     O karma futuro  (agamaé aquele que estamos gerando hoje e que vamos resgatar em outras vidas. É sobre este que temos maior controle pois nas poucas coisas sobre as quais exercemos realmente nosso livre-arbítrio podemos gerar um karma positivo que vai contrabalançar o karma negativo acumulado em vidas passadas (sanchita). Se agirmos bem na vida atual podemos ter uma vida melhor na próxima encarnação.


     A Lei do Karma não tem uma função punitiva como pode parecer a princípio mas sim visa o equilíbrio, visa harmonizar as energias que existem no universo, onde a cada ação corresponde uma reação igual e contrária. 


     Mas onde fica acumulada toda essa energia que chamamos de karma?


     O reservatório kármico está constantemente ligado a nós, a grosso modo é como se fosse uma mala que carregamos o tempo todo. Esse reservatório contém níveis de profundidade onde se localizam os karmas que temos que resgatar, isto é, as energias que carregamos. As energias mais densas, fruto de más ações, ficam mais no fundo, enquanto que as mais leves, frutos de pequenas infrações à Lei do Karma, ficam mais na superfície e são resgatadas mais rapidamente. Existem outros fatores mais complexos a considerar mas basicamente é assim que funciona.

     As energias densas acabam demorando mais tempo, mais encarnações para amadurecerem e serem resgatadas. Isso é um benefício para nós pois se fizermos boas ações elas também vão para o reservatório kármico como energias positivas e amenizam as energias negativas que estão lá. Por conta disso, quando resgatamos algo de muito ruim que fizemos no passado geralmente o que retorna para nós é apenas uma parte do que efetivamente fizemos a outras pessoas. Além disso existe um limite energético e fisiológico de energias com as quais podemos lidar numa encarnação então não é possível resgatarmos todo o karma negativo de uma vez só e acabamos recebendo de volta um pouco em cada vida até eliminá-lo totalmente. 
     Como sempre cometemos mais erros e geramos mais karma negativo entramos num círculo vicioso e vamos precisar de mais encarnações em corpos densos para resgatar todo o karma negativo. Isso vai nos manter mais tempo em mundos primitivos e pouco evoluídos como a Terra.


  Mas quem define qual karma vai ser retirado do reservatório sanchita e transformado em prarabdha, ou seja, quem decide qual karma vamos resgatar em uma encarnação? 

     A resposta é complexa pois depende de vários fatores, como o nível do reservatório kármico, o grau evolutivo do espírito, o karma do grupo familiar onde ele está inserido, etc. O grupo familiar não é necessariamente a família consanguinea, mas um grupo de espíritos que estão ligados por fortes laços kármico-emocionais e que vem reencarnando juntos em várias existências onde se encontram e interagem entre si, não somente como familiares tipo pais/filhos, irmãos, tios, marido;mulher, etc., mas como amigos ou companheiros de negócios ou prazeres.

     Um exemplo: um homem que estupra e assassina crianças vai gerar o karma de sofrer a mesma coisa em uma vida futura, ser estuprado e assassinado quando criança. Quando cometeu estes atos ele já criou esse karma que vai ficar armazenado no reservatório até ser processado, ou seja, até chegar o momento favorável dele ser resgatado. Quando ele morrer provavelmente vai ser obsidiado pelos espíritos de suas vítimas e de pais e parentes delas e devido ao seu desvio de caráter sexual e moral, vai ser atraído para algum local aqui da crosta terrena afim com sua própria energia, que é de desvio sexual e assassinato. 

     Pode ser filho de algum bandido ou outro tipo de pessoa violenta. Então esse sujeito provavelmente vai ser abusado pelo pai ou algum outro homem que frequente sua casa desde tenra idade, talvez ainda bebê, pode ainda nascer numa família tão vil que seja vendido para algum prostíbulo quando criança ou pode ser um menino de rua que vai sofrer todo tipo de privação e sofrimento, que vai envolver abuso sexual e provavelmente vai morrer de forma violenta, sendo estuprado talvez.
     Mas o caso é que essa energia distorcida sexual e de morte violenta ele carrega consigo desde o nascimento. É como se ele fosse um rádio ou tv que ficasse constantemente transmitindo sons e/ou imagens de crimes sexuais e assassinatos. Se ele está inserido num meio onde essa energia é muito forte, alguma pessoa que conviva com ele vai captar esses sons/imagens e se for uma pessoa depravada como ele vai sentir um forte impulso de fazer essas coisas com ele. 
     É por conta disso que vemos às vezes casos de bebês que são violentados e mortos pelos próprios pais. Nesses casos a energia emanada pelo bebê, de depravação sexual e morte, é tão grande que a pessoa que a captou não consegue resistir. Até mesmo porque muitas vezes quem comete o ato foi vítima daquele espírito em vida passada.
     Todos nós somos transmissores/receptores e estamos continuamente transmitindo nosso karma presente (prarabdha)) para quem quiser ou conseguir captar. Do mesmo modo estamos constantemente captando o karma das pessoas com quem nos relacionamos e reagindo a ele. Algumas vezes captamos o karma negativo de uma pessoa e reagimos instintivamente, como se estivéssemos funcionando em modo automático, revidando de forma negativa, outras vezes mesmo captando uma energia ruim de outra pessoa que nos provoca, conseguimos perdoar ela e não reagimos negativamente.
     Já atendemos muitos casos de mulheres que reclamam que sempre acabam se envolvendo com homens ruins de um mesmo tipo, ou homens que bebem (alcoólatras), ou homens violentos que as agridem, etc. Por que isso acontece? Porque elas atraem esses tipos de homens. Se a mulher está resgatando um karma que envolve alcoolismo por exemplo, ela está constantemente emitindo imagens de pessoas bebendo e vai atrair homens que bebem porque eles vão captar essa emanação dela. Esse karma vai se repetir até que ele seja resgatado.

     E como se resgata um karma? 


     O karma é uma ação que cometemos. É uma energia que emanamos e que no caso do karma presente está voltando para nós para que seja eliminado. Para eliminar uma energia você tem que absorvê-la. Ela saiu de você e só vai fechar o ciclo quando ela voltar para você.

     O segredo para não sofrer é a maneira de receber essa energia ruim que retorna. Nós somos um sistema energético dinâmico, nossas energias estão em constante movimento e alterações diversas, às vezes estamos alegres, às vezes tristes, ou com raiva, ou tranquilos, enfim, nossa frequência emocional varia numa determinada faixa para cima ou para baixo.
     Se ao recebermos de volta uma energia negativa, isto é, se temos que resgatar um karma negativo e estamos com nossa frequência baixa, nós potencializamos essa energia ruim que estamos recebendo. Por outro lado, se estivermos com nossa energia boa, positiva, ela vai amenizar a energia negativa que está retornando.
     A questão chave para resgatar um karma é esgotá-lo. Se você conseguir receber de volta uma energia ruim sem reclamar, sem se achar injustiçado, sem desejar que o outro sofra ou "que Deus faça justiça", aí sim você resgatou esse karma. Mas isso é muito difícil de acontecer. Quando é alguma coisa banal com alguém não muito próximo é até fácil perdoar e eliminar esse karma, mas quando é alguém com quem temos forte ligação emocional, como esposa/marido, irmão/irmã, amigos e parentes mais próximos, aí é complicado. 
     Ou então quando estamos resgatando aquelas energias mais densas que estavam acumuladas em nosso reservatório kármico e que às vezes emperram nossa vida. Já peguei vários casos de pessoas que não conseguem adquirir bens ou quando conseguem é com muita dificuldade a ainda assim acabam perdendo. E as vezes são pessoas boas atualmente e que até se esforçam, mas que em vidas passadas foram banqueiros ou empresários que deram desfalques em seus clientes ou que eram vigaristas e lesaram muitas pessoas. Esses casos são difíceis de aceitar e a pessoa muitas vezes acaba repetindo atitudes ruins de outras vidas, o que mantém o ciclo kármico ativo.
     Além disso, precisamos considerar que todos nós estamos interligados uns aos outros. Temos um fio que nos une a cada ser que já se relacionou de alguma forma conosco, nem que tenha sido por um segundo apenas, esteja este ser vivendo em um corpo físico ou astral. Disso resulta que trocamos energias com todos estes seres e também com aqueles que 'vibram' na mesma frequência que nós, com todos que têm pensamentos e sentimentos semelhantes no mundo todo, em todas as suas dimensões.
     É preciso considerar que toda energia que emitimos percorre um caminho até voltar a nós e sempre vai voltar mais energia do que emitimos pois nesse caminho ela interage com outras energias. As boas ações geram energias positivas de alta frequência com um alcance muito grande enquanto que as más ações geram energias de baixa frequências, densas e pesadas. Por isso o alcance de uma boa ação é muito superior ao de uma má ação. Agindo bem, fazendo boas ações, podemos reduzir consideravelmente nosso saldo kármico negativo. 
     Na prática somos todos agentes kármicos uns dos outros. Quem está mais evoluído espiritualmente consegue não reagir ao karma negativo do outro e assim não serve de instrumento kármico de coisas ruins, deixando de gerar para si mais karma negativo. Agindo assim nós não aumentamos nosso reservatório kármico com energias negativas e cada coisa boa que fizermos vai diminuindo nossa energia kármica negativa e assim vamos nos tornando pessoas melhores.

     O que define se uma ação nossa é boa ou má karmicamente depende principalmente da intenção com que a praticamos. Se dois amigos estão mexendo em um arma e ela dispara acidentalmente, matando um deles, o que disparou a arma não gerou um karma de assassinato e sim de negligência ou imperícia. O outro morreu assim porque tinha um karma de morrer com arma de fogo que foi processado quando mexiam na arma, as energias que acompanham e emanam a arma acionaram o karma. Agora se o que disparou "acidentalmente" no fundo quisesse matar o outro por algum motivo, talvez por conta de alguma mulher ou dinheiro, aí mesmo que aqui no fisico fosse julgado inocente por ter sido o disparo "acidental", karmicamente ele contraiu um karma de assassinato.
     O desejo de se fazer alguma coisa, a intenção, qualifica então o ato karmicamente. No exemplo anterior um dos homens foi instrumento para que se realizasse o karma do outro, mas se foi acidental ele não tinha intenção de matar e não associou emoção ao ato. Nesse caso ele não vai emitir uma energia do tipo morte por arma de fogo, mas sim de imprudência, negligência, etc.


     Mas e o livre-arbítrio? Então eu não posso mudar meu destino?

      O livre-arbítrio é uma conquista do espírito e é proporcional ao seu grau evolutivo. À medida que formos evoluindo, e isso não é algo que se consiga nesta mesma vida ou dessa para uma próxima, teremos condições de escolher que tipo de karma iremos resgatar em determinada vida e iremos tendo cada vez mais 'controle' sobre nossas encarnações. Atualmente entretanto, somos levados pelo nosso primitivismo espiritual e não temos como evitar a maior parte dos acontecimentos de nossa vida.
     Quando agimos caritativamente em prol de nossos irmãos, fazendo boaos ações, estamos acumulando karma positivo em nosso reservatório (sanchita) e reduzindo nosso saldo devedor na balança cósmica, propiciando inclusive a alteração da parte do nosso karma atual (prarabdha) que pode ser modificada pela interação com o karma coletivo.  
     Como eu disse antes o karma presente (prarabdha) tem uma parte fixa e inevitável que não pode ser alterada, mas tem outras partes que podem ser alteradas com muito esforço da pessoa e outra ainda que depende do karma coletivo.
     Essa parte fixa não tem a mesma proporção em todas as pessoas. Quanto mais evoluído espiritualmente menor vai ser essa parte do karma que não pode ser alterada e mais domínio sobre nossas vidas nós teremos. Quanto menos evoluído menos controle sobre o próprio destino (o karma presente).
     Então o nosso destino pode sim ser alterado por nossas ações; mais ou menos dependendo do grau evolutivo de cada espírito.
     
Gelson Celistre
     

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Desenvolvimento da mediunidade

     Um dos karmas negativos mais comuns é a mediunidade. Sim, a mediunidade não é um dom de pessoas mais espiritualizadas que as outras e sim um karma negativo oriundo de más ações efetuadas em vidas passadas. A mediunidade pode ser ostensiva, quando é possível de ser percebida por manifestações várias como incorporação, vidência, audiência, etc., ou seja, a pessoa vê vultos ou ouve barulhos, que ninguém mais vê ou ouve, com frequência e certa regularidade. Mas a mediunidade também pode ser dissimulada, quando esses eventos ocorrem raramente ou ocasionalmente, sem regularidade ou frequência.


     Quem não possui a mediunidade ostensiva possui a dissimulada pois todos nós, em maior ou menor grau, conseguimos nos comunicar ou sentir os espíritos ao nosso redor , mas chamamos de médiuns as pessoas que possuem uma mediunidade ostensiva.
     Mas o tipo de mediunidade com que mais nos deparamos em nossas consultas é a mediunidade sensitiva negativa. A mediunidade sensitiva negativa é um tipo de mediunidade dissimulada onde a pessoa não vê espíritos, não ouve, não incorpora, mas sente os efeitos da presença dos espíritos em seu corpo físico, através de dores ou doenças provocadas pela energia dos espíritos que dela se aproximam ou que a acompanham.
     A princípio quem tem sensibilidade mediúnica pode sentir tanto a presença de espíritos bons quanto de ruins. No caso de um médium, teoricamente, ele pode perceber se um espírito que se aproxima dele é bom ou ruim pela energia que emana desse espírito e que ele capta. Na prática entretanto observamos que a grande maioria dos médiuns não tem a capacidade de perceber a índole do espírito.
     Os médiuns costumam perceber com facilidade a energia do espírito quando ele é emocionalmente descontrolado, como m espírito que chega com muita raiva ou ódio, ou ainda um que está em grande sofrimento ou energeticamente esgotado. Mas se o espírito tem algum controle sobre si e consegue se apresentar ao médium com a aparência que quiser, observamos que os médiuns são facilmente enganados por espíritos ruins, das trevas, que se apresentam como mentores ou guias, com a aparência que mais agrada ao íntimo do médium.
     Esses espíritos enganadores ou mistificadores se apresentam então como se fossem padres, médicos, caboclos, pretos-velhos, mestres ascensionados, extra-terrestres, etc., dependendo do local onde o médium frequenta ou o tipo de crença íntima que ele tem. A maioria dos médiuns é presa fácil da vaidade porque além da mediunidade ostensiva que possuem, querem "ostentar" uma entidade de luz como seu mentor ou guia.
     Já nos deparamos com inúmeros casos onde o espírito que se apresentava como mentor ou guia do médium era na verdade um obsessor, um inimigo dele que queria destruir ou prejudicar o médium. E o pior é que nos centros ou terreiros onde esses médiuns trabalham o dirigente ou chefe de terreiro não consegue também identificar que essas entidades são embusteiras.
     Além disso, pelo próprio fato da mediunidade ser um efeito de karma negativo, o tipo de entidade que vai se atraído pelo médium são espíritos de baixa vibração, compatíveis com sua própria energia. O mesmo se dá com quem não é médium mas possui mediunidade dissimulada, que é a pessoa com sensibilidade mediúnica. O que essa pessoa vai sentir é a presença de espíritos pouco evoluídos ou com evolução compatível com a sua própria, geralmente espíritos com os quais possui uma relação cármica negativa, obsessores ou antigos comparsas de crimes.
     Uma das queixas dos médiuns que precisam "desenvolver" a mediunidade é que não encontram um local onde possam se desenvolver. Ou não tem um centro perto da casa, ou o que tem não é bom, ou não tem tempo por causa do trabalho, ou dos estudos, ou da família, ou o marido/esposa é contra porque não acredita nisso, etc. O que eu digo nestes casos é que encontrar um lugar onde se desenvolver faz parte do karma do médium.
     Mas o que vem a ser o desenvolvimento da mediunidade? Como o médium se desenvolve? Na prática é o seguinte: o médium tem que aprender como funciona o processo mediúnico, ou seja, como ocorrem as relações dele com o mundo astral e qual o reflexo disso na vida dele, fisica e psicologicamente. Entendendo o processo e como ele interfere em sua vida o médium pode obter algum controle sobre o fenômeno e assim eliminar ou minimizar os efeitos desagradáveis.
     Vou citar algums exemplos: já atendemos várias pessoas que tentaram o suicídio porque tinham mediunidade e não sabiam ou não acreditavam ou era contra sua religião, enfim, o que acontecia era que um ou mais espíritos desafetos dessas pessoas falavam em seu ouvido literalmente que ela devia se matar, que a vida não valia a pena, que ninguém sentiria a falta dela ou que ela não merecia viver, enfim, coisas que levavam a pessoa à beira da loucura ou depressão profunda, até culminar na tentativa de suicídio. E já atendemos vários casos também onde a pessoa não ficou apenas na tentativa, ela conseguiu se matar, por conta das vozes que ouvia.
     Como as pessoas não sabiam que tinham mediunidade, as coisas que os espíritos lhe diziam ao ouvido elas tomavam como se fossem seus próprios pensamentos. Se soubessem que tinham mediunidade poderiam questionar "seus" pensamentos e identificar que não eram seus realmente.
     Como a mediunidade é um karma que na prática ocorre por conta de alguma desarmonia em algum chacra ou outro órgão espiritual da pessoa, o médium nunca vai ter 100% de controle sobre ela. O remédio mais efetivo é o médium utilizar a mediunidade para fazer o bem, para ajudar os espíritos que estão em sofrimento nas regiões do astral inferior ou aqui na crosta terrestre. Na verdade é simples, como a mediunidade surge por termos feito coisas erradas ela só vai desaparecer, ou seja, só vamos resgatar esse karma quando fizermos coisas positivas o suficiente para contrabalançar as ruins.
     Muitas pessoas que possuem mediunidade me perguntam então se elas não podem "resolver" esse problema da mediunidade fazendo algum tipo de caridade, como trabalho voluntário, em alguma ONG, creche ou asilo. A resposta é que todo ato positivo que fazemos conta a nosso favor na lei do karma, mas esse tipo de trabalho não vai evitar que a pessoa que tem mediunidade ostensiva deixe de sentir seus efeitos. Se for um caso de mediunidade dissimulada, em decorrência de algum fato isolado na vida da pessoa, onde eventualmente ela sente ou vê alguma coisa, uma atividade caritativa não ligada diretamente com o trabalho mediúnico pode lhe ajudar sim.
     Mas pela minha experiência a grande maioria das pessoas com mediunidade ostensiva tem ligação com magia negra em vidas passadas e ai não tem jeito, sua mediunidade só vai deixar de lhe causar transtornos se esse médium realizar algum trabalho onde tenha contato com o mundo espiritual. Novamente é fácil entender o funcionamento do karma, pois se no passado a pessoa utilizou algum recurso para entrar em contato com o mundo espiritual para lograr proveito próprio ou para prejudicar outras pessoas, ela só vai resgatar isso usando o mesmo recurso hoje para promover o bem e auxiliar outras pessoas. Se no passado usou os espíritos para fins egoísticos hoje vai ter que trabalhar com eles com finalidades altruístas.
     Ainda estamos analisando a mediunidade de maneira simples, considerando apenas a questão metodológica da coisa, como ela funciona, mas a situação é bem mais complicada em alguns casos. Quem tem mediunidade tem uma propensão natural em se desdobrar, ou seja, o espírito dele sair do corpo físico. Isso pode ocorrer por vários motivos, pode ser por uma ressonância de vida passada, a presença de algum espírito obsessor, a energia de algum local, algum desejo dele próprio, enfim, a questão é que o médium se desdobra muito. Todos nos desdobramos mas os médiuns geralmente com maior frequência e regularidade.
     Esse desdobramento pode provocar a sintonia do médium com consciências dele de vidas passadas, personalidades de outras vidas dele mesmo que passam a coexistir com ele no astral. Também já atendemos vários casos onde a pessoa está desdobrada em várias frequências no astral onde alguma dessas frequências quer provocar a morte da consciência que está encarnada, ou seja, uma parte da consciência da pessoa que viveu há muito tempo atrás, em outra encarnação dela, é ativada e passa a querer dominar ou destruir a consciência atual. Já nos deparamos com casos onde essas frequências da própria pessoa conseguem provocar acidentes com a finalidade de matar seu corpo físico para que ela possa viver somente na dimensão astral.
     A vida na matéria é difícil, temos muitas obrigações e estamos sempre envolvidos com nossa sobrevivência, com contas a pagar, filhos para cuidar, trabalho para fazer, etc., e isso às vezes desperta de nosso inconsciente a memória de vidas onde éramos menos atribulados. Muitos de nós fomos magos, bruxas ou feiticeiros poderosos, reis e nobres com poder sobre outras pessoas e com riqueza que nos permitia viver apenas para os prazeres da vida. Se abrirmos uma frequência dessas de uma vida passada é fácil desejarmos viver mais lá do que aqui e se podemos ter tudo aquilo no astral porque razão viveríamos aqui no físico? Por essas razões a dimensão astral se torna a válvula de escape para muitas pessoas.
     Os desejos que as pessoas não conseguem ou não podem realizar aqui no físico acabam sendo realizados no astral. Lá encontramos senhoras respeitadas aqui agindo como prostitutas, por exemplo. Mas isso também é algo simples que ocorre no desdobramento involuntário com qualquer pessoa. Se todo problema fosse as pessoas fazendo sexo no astral estaríamos até bem. O grande problema mesmo é quando a pessoa está desdobrada no astral, sintonizada numa vida passada, ou seja, agindo com a consciência que ela tinha em outra vida e outra época, e fazendo a mesma coisa que fazia.
     Por exemplo, na vida passada a pessoa era um cientista-médico nazista e fazia experimentos com judeus em campos de concentração. Ela se desdobra e trabalha em campos de concentração no astral fazendo a mesma coisa porque lá ainda existem campos de concentração com milhares de espíritos presos; alguns mesmo reencarnados ficam com uma parte de sua consciência lá (desdobrados) porque foi uma situação de grande estresse emocional e que elas ainda não superaram.
     Nesses casos quem tem mediunidade, seja ostensiva ou dissimulada, acaba sentindo em seu corpo físico os efeitos do que está fazendo para outros espíritos no astral. Se for médium ostensivo então os efeitos são praticamente imediatos e na base do olho por olho. Essas pessoas costumam ter doenças de difícil diagnóstico ou que nunca são diagnosticadas corretamente, sendo tratadas de uma coisa, depois o médico acha que não era aquilo e assim segue sem solução. Nesses casos a pessoa só melhora aqui se ela for retirada de lá onde está no astral e os espíritos que estaverem lá tbm serem resgatados, que chamamos de "fechar a frequência".
     Allan Kardec, o codificador do espiritismo, foi muito feliz ao escolher como lema para o Espiritismo: "Fora da caridade não há salvação". Conhecedor do espírito humano e do estágio evolutivo onde nos encontramos, deixou uma receita simples de como podemos nos melhorar, que é auxiliando nosso próximo. Nenhum de nós vai deixar de ser egoísta e nem deixar de ter mais um monte de defeitos nessa encarnação então o jeito de melhorar é fazendo caridade pois quando você ajuda outra pessoa está gerando um karma positivo que vai contrabalaçar com o karma negativo que você tem acumulado.
     Ajudando o próximo estamos ajudando a nós mesmos, estamos evoluindo espiritualmente pois estamos resgatando nosso karma negativo, mesmo sem termos eliminado todos os nossos defeitos, coisa que poderemos trabalhar melhor mais tarde, no futuro, num mundo melhor ou numa dimensão menos densa. A caridade é um remédio para nos curar da miséria espiritual em que nos encontramos.
     Mas enfim, o desenvolvimento da mediunidade depende fundamentalmente do próprio médium e o meio mais seguro é inicialmente estudar sobre mediunidade. Saber os conceitos e finalidades, para identificar  os sintomas de cada tipo de mediunidade e perceber qual tipo ou tipos de mediunidade a pessoa tem. O segundo passo é encontrar um local onde possa exercitar a mediunidade, utilizá-la de maneira prática, para começar a amenizar seu karma.
     Por mais que você saiba teoricamente como se deve nadar, saiba como deve ser o movimento dos braços e pernas, e por mais que você treine em terra esses movimentos, quando cair na água a coisa é diferente. Se você conseguir se controlar emocionalmente e pôr em prática o que treinou vai ser mais fácil você não afundar e dar algumas braçadas, mas somente a prática é que vai lhe tornar um bom nadador. Com a mediunidade não é diferente, os estudos lhe fornecerão subsídios para a prática. Mas lembre que a finalidade é a prática e não os estudos, pois tem pessoas que passam a vida estudando, saindo de um curso de médiuns e entrando em outro e nunca iniciam a prática.
     Uma coisa que precisa ser desmistificada em relação à mediunidade é a questão do mentor ou guia. A maioria dos médiuns acredita que possui um ou mais mentores ou guias exclusivos. Essa história de que todo mundo tem um mentor é uma interpretação equivocada dos escritos de Kardec feita por espíritas que acreditam que a mediunidade é uma "missão" e que o médium para bem cumpri-la precisa ser assessorado por um "espírito de luz". Isso tudo é ilusão. Por conta disso qualquer espírito que aparece para o médium no início de seu desenvolvimento dando conselhos já é taxado de seu mentor ou guia.
     Então na prática o médium em desenvolvimento não tem um mentor para guiá-lo, ele mesmo é quem tem que dar o seu jeito e achar seu próprio caminho. Aliás vale ressaltar que muitos também já fracassam na mediunidade logo nessa etapa inicial pois aparece um espírito qualquer se fazendo passar por mentor dele e o leva à ruína. Geralmente esse "mentor" é um antigo inimigo do médium, um obsessor na realidade, que se finge de mentor para poder controlá-lo e o subjugar. Em alguns casos o tal mentor pode ser um mago ou feiticeiro do astral angariando energia de novatos inexperientes, sem alguma ligação mais forte com o médium, mas de qualquer forma o derruba.
     Dessa grande maioria de médiuns que acreditam ser missionários e que pensam que possuem um mentor, nenhum deles quer que o tal mentor seja um qualquer. O cara tem que ser um "espírito de luz", uma alma sábia e antiga, conhecedora de todos os segredos da vida, que na prática não resolve nada dos problemas do médium mas que tá sempre ali pra dar um conselho genérico do tipo tenha fé meu filho, o Pai é que sabe o que é melhor e similares.
     Alguns médiuns tem crédito kármico para começar bem essa tarefa, o desenvolvimento, e acabam encontrando um local onde trabalhar. Mas é comum também esses médiuns não perseverarem no trabalho. Isso ocorre porque ao começar a trabalhar corretamente num local sério e realmente assessorado por espíritos bons, os sintomas que levaram o médium a trabalhar se amenizam ou desaparecem e o médium então relaxa e abandona os trabalhos, acreditando que o problema "já passou". O que acontece com esses médiuns é que voltam a piorar depois de algum tempo e aí voltam a frequentar o centro espírita ou terreiro, e assim vai, isso se ele não se desviar e enveredar por "caminhos alternativos", onde se faz um cursinho qualquer e se passa a ser mestre disso ou daquilo ou habilitado a tudo resolver com decretos, mantras, orações e etc., se for por esse caminho aí piora bastante seu karma.
      O desenvolvimento da mediunidade é difícil e exige perseverança e dedicação por parte do médium, mas é um karma que ele adquiriu e com o qual vai ter que lidar. Se bem utilizada a mediunidade pode promover uma evolução espiritual significativa. Por outro lado, se for mal utilizada, o efeito é o contrário e o médium vai se afundar ainda mais karmicamente.

Gelson Celistre


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A mineração no Congo

      Na reunião da semana passada uma das médiuns do nosso grupo relatou que dois dias antes da reunião ela acordou de madrugada, sem sono, e resolver assistir televisão. Ela tem TV a cabo e acabou vendo um documentário no canal da TV francesa, canal que ela não costuma assistir, Ela sintonizou no canal bem no hora em que estava começando o documentário, que era sobre como são feitos os aparelhos celulares, e resolveu assistir. Entre incursões na China mostrando o trabalho escravo de crianças e adolescentes e um lago com água radioativa, um dos locais onde foi feita a reportagem foi a República Democrática do Congo.
     Mas o que impressionou nossa médium foram as imagens gravadas com uma câmera oculta mostrando a mineração em condições subumanas onde crianças trabalham praticamente em regime de escravidão. Os acidentes são comuns e os túneis precários e sem segurança nenhuma ao desabarem já servem de túmulo para os operários, pois eles nem se dão ao trabalho de retirar os corpos.  Logo depois que passou essa parte sobre a mineração no Congo no documentário o sono da médium apareceu e ela voltou a dormir.
    Um dos principais minérios extraídos nas minas do Congo é o tântalo, muito usado em capacitores eletrônicos de equipamentos de informática e principalmente em telefones celulares, mas o país também tem depósitos de ouro, diamantes, ferro e urânio,  Devido ao baixo custo de produção o minério do Congo chega a ser 50% mais barato que o de outros fornecedores e por isso todas as companhias que fabricam celulares compram deles. O país vive em guerra civil há cerca de 20 anos e estima-se que em torno de 6 milhões de pessoas morreram ou desapareceram no conflito neste período, fora os 4,5 milhões que morreram de fome. Essa guerra é financiada principalmente pela atividade de mineração.
     Oficialmente foram traficados uns 12 milhões de negros africanos para o mundo todo durante o período da escravatura mas uma estimativa mais realista aponta algo em torno de 200 milhões. Pelos números podemos deduzir que muitos milhões ainda vão morrer nesse processo kármico.

Crianças de 11 anos trabalham na extração de minério no Congo
        Ao relatar ao grupo sobre o ocorrido e em como ela ficou impressionada com a questão da mineração no Congo, resolvemos investigar o caso. Ao sintonizarmos com a situação  surgiram cenas ocorridas há muitos séculos naquela região.
     Os médiuns começaram a ver os negros sendo caçados por outros negros de tribos rivais para serem vendidos aos brancos como escravos. Esses que caçavam os outros eram muito cruéis e um dos castigos que costumavam infligir era colocar os capturados que davam muito trabalho ou que tentavam fugir em pequenos buracos, estreitos e compridos, onde a pessoa ficava em pé no buraco, mas sem conseguir quase se mexer; era praticamente como se fossem enterrados em pé. Os que sofriam este castigo defecavam e urinavam em si mesmos e muitos ficavam enterrados vivos no buraco até morrer.
     A Lei do Karma é implacável e os negros que outrora caçavam e vendiam seus semelhantes hoje vivem miseravelmente, são tratados como mercadoria e morrem do mesmo jeito que matavam os outros, ou soterrado numa mina ou de inanição, abandono ou doenças, tal qual os negros que foram escravizados. Se esses espíritos no decorrer de suas outras existências tivessem evoluído espiritualmente o resgate cármico dessas ações poderia ser diferente, mas como não houve melhora significativa o resgate é na base do olho por olho. O fato dos espíritos que foram escravizados e os escravizadores terem reencarnado na mesma região geográfica e os sentimentos de ambos não terem se modificado, apenas se revezando entre numa vida ser o algoz e em outra a vítima, mas com o mesmo sentimento de ódio, tem como consequência visível os conflitos em que o país vive atualmente;
     A médium que viu o documentário em uma de suas vidas passadas foi uma negra caçada e como tentou fugir foi colocada num desses buracos como castigo. Encontramos e resgatamos no astral uma grande quantidade de espíritos dos negros envolvidos nessa situação, tanto dos que morreram por conta dos maus tratos e castigos quanto dos caçadores, bem como dos que pereceram nos navios negreiros onde eram transportados.
     Descobrimos que esta frequência foi aberta por uma mãe-de-santo de um terreiro com o qual já nos deparamos em alguns atendimentos para que provocasse atrito entre os médiuns e o dirigente do grupo, que sou eu, devido ao seguinte fato: em uma vida passada eu tive contato com esta situação pois fui capitão de um navio pirata e trafiquei escravos negros. Vimos que além da médium que viu o documentário outro médium do grupo foi um escravo negro que teve contato comigo naquela vida e ao se abrir a frequência ele foi desdobrado e atraído para ela, onde formou um tipo de grupo de "resistência" dos negros e pretendiam atacar seus agressores, que para eles eram além dos outros negros que os caçavam, o pirata que os traficava, ou seja, eu.
     A ideia da mãe-de-santo era sintonizar os médiuns com aquela vida passada para que os sentimentos de ódio que eles tinham fossem direcionados a mim, por eu representar o inimigo que os escravizava e assim provocar antipatias e brigas entre nós do grupo, para que os médiuns deixassem de trabalhar e o grupo se desfizesse. Mas como sempre ocorre nestes casos o que era para ser um problema acaba se tornando uma oportunidade de evolução, pois pudemos resgatar muitos espíritos em sofrimento.
   
     Gelson Celistre