segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quem pariu Mateus que o embale

     Existe uma expressão popular de origem incerta que diz: Quem pariu Mateus que o embale. O significado é que cada um é responsável pelos problemas que cria. Esta expressão define bem o caso que relato a seguir.
     Atendemos uma mulher cuja queixa era de que o filho pré-adolescente, que é adotado, não se concentra nas aulas na escola e até mesmo em outras situações cotidianas ele não consegue prestar atenção em nada por muito tempo. 
    Segundo ela os professores dizem que o menino é inteligente, mas que não consegue se concentrar. Após tratamento com psicólogos sem êxito e com diagnóstico de um psiquiatra de déficit de atenção e receita para uso de ritalina, ela solicitou uma consulta para verificar se havia algo de espiritual perturbando seu filho.


     Em vida passada essa mulher abandonou um filho pequeno em um orfanato para poder "aproveitar a vida". A criança sentiu muito a falta da mãe, tendo levado uma vida miserável e de muito sofrimento. Essa criança daquela vida é o mesmo espírito que ela adotou como filho na vida atual. Ao se aproximarem por efeito de karma para que a mãe dessa vez cumpra seu papel, essa frequência se abriu e embora o menino se sinta grato por ter sido adotado, mais ou menos na mesma idade em que foi abandonado na vida passada, uns 8 anos, sentia muito medo de ser abandonado, por estar em sintonia com aquela vida.
     Em outra vida essa mesma mulher mantinha um orfanato e recebia muitas crianças abandonadas ali por famílias pobres ou por prostitutas. Para manter seu negócio ela vendia algumas crianças para bordéis, clientes especiais ou rituais de magia negra. As crianças que eram vendidas para os bordéis sofriam muito com os abusos e estupros e para suportar mais tempo antes de morrer em virtude disso os proprietários desses bordéis lhes forneciam drogas. Muitas delas se viciavam nessas drogas e as poucas que não morriam ainda crianças continuavam a usar essas drogas depois de adultas. 
     Uma dessas crianças que foi vendida pela mulher e que se viciou em drogas inclusive, em vidas seguintes, é o mesmo espírito que hoje ela adotou como filho. Essa frequência também estava aberta e o menino vivenciava os maus tratos e o uso de drogas em desdobramento, no mesmo bordel onde em vida passada ele foi seviciado e morreu. Fechamos a frequência e destruímos o bordel que ainda funcionava na dimensão astral, mesmo após vários séculos.
     Assim age o karma, numa vida passada ela abandonou o filho pequeno, em outra o vendeu para um bordel onde ele se viciou em drogas, e na vida atual não pôde ter filhos e tendo se inscrito para adoção, a Lei do Karma lhe deu como filho o mesmo espírito que ela já abandonou, um espírito que ela vendeu para ser escravo sexual ainda criança.
     Sem dúvida se trata de dois espíritos altamente endividados entre si e perante a Lei, envolvidos ambos com devassidão sexual, magia negra, assassinato e drogas. A responsabilidade, ou missão, da mãe na vida atual é dar a ele a criação, educação e orientação que não deu em vidas passadas.
      O fechamento das frequências vai diminuir bastante a influência dessas energias na vida atual da criança, pois nós identificamos essas frequências e as fechamos, mas não podemos afirmar com certeza que esse espírito na vida atual não venha a se envolver com drogas e outras energias com as quais tem afinidade.  O sofrimento da mãe será lidar com um filho problemático, mas como diz o ditado, quem pariu Mateus que o embale.

Gelson Celistre

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