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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Ovóide

     Foi no livro Libertação, da Série André Luiz, psicografado pelo Chico Xavier, que surgiu pela primeira vez na literatura espírita o termo ovóide, para designar o estado em que se encontram espíritos inferiores que perderam o corpo astral.
"Ante o intervalo espontâneo, reparei, não longe de nós, como que ligadas às personalidades sob nosso exame, certas formas indecisas, obscuras. Semelhavam-se a pequenas esferas ovóides, cada uma das quais pouco maior que um crânio humano. Variavam profusamente nas particularidades. Algumas denunciavam movimento próprio, ao jeito de grandes amebas, respirando naquele clima espiritual; outras, contudo, pareciam em repouso, aparentemente inertes, ligadas ao halo vital das personalidades em movimento." p. 81

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Onde fica o umbral?

     Muito se fala em umbral na literatura espírita, termo que foi popularizado pelos livros do espírito André Luiz, psicografados pelo médium Chico Xavier. Apesar de nos livros o umbral ser descrito como uma região da dimensão astral, muitos espíritas ou pessoas com algum conhecimento do espiritismo, acreditam que o umbral é apenas um estado de espírito, algo que só existe na mente daquele espírito em razão de seus pensamentos e/ou sentimentos.


Imagem de como seria a colônia espiritual Nosso Lar.
     Se analisarmos do ponto de vista funcional, o umbral equivaleria ao purgatório dos católicos, um local intermediário para onde vão as almas que ainda tem salvação, e penso que a intenção do uso do termo foi essa mesmo, mostrar que existe um local para onde vão as pessoas "comuns", que não são "santos" mas que cometeram seus "pecadinhos".
     No livro mais conhecido do espírito André Luiz, que até virou filme, Nosso Lar, é contada a história de um médico que após sua morte ficou por cerca de oito anos numa região meio escura, povoada por espíritos atormentados, até que se arrependeu sinceramente e, após uma oração, apareceu um grupo de espíritos socorristas que veio resgatá-lo e o levaram para uma colônia astral, uma cidade chamada Nosso Lar. A conotação religiosa do episódio do médico André Luiz é bem evidente, com o arrependimento e a consequente "salvação". 
     Esses livros do André Luiz trouxeram muitas informações novas sobre a realidade do mundo espiritual que não foram bem aceitas pelos espíritas mais ortodoxos, aqueles para os quais tudo que não está nos livros de Allan Kardec é falso, embora o próprio codificador da doutrina espírita tivesse dito que outras informações viriam depois dele. Para este grupo de espíritas o umbral seria apenas uma criação da mente do espirito, como se ele estivesse em suspensão no espaço vivenciando as situações apenas em sua mente, como se fosse um delírio ou fantasia.
    Mas de fato o umbral é uma região, ele existe realmente na dimensão astral, assim como existem aqui no plano físico países e continentes. A diferença é que na dimensão astral o que existe está em diferentes dimensões e se acessa pela frequência, ou seja, pelo estado energético que o espírito apresenta. O umbral é uma faixa de frequência. Se fizéssemos um comparativo com as estações de rádio FM, que nas Américas varia entre 87.7 e 108 MHz, poderíamos situar o umbral no meio dessa escala, entre os 94 e 102 MHz. 
     As regiões que ficam abaixo e acima dessa faixa, a grosso modo, seriam o inferno e o céu. O "inferno" é uma região abismal, local de energia muitíssimo densa, para onde vão os espíritos realmente muito ruins, e o "céu" são as regiões superiores, onde habitam os "espíritos de luz", seres que após incontáveis vidas na matéria aprenderam a lição e evoluíram, não necessitando mais reencarnar em corpos materiais. 
     A Terra na dimensão física, onde estamos vivos agora, se localiza no umbral, ou seja, nós já vivemos no umbral, só que ainda temos corpos físicos. Quando morrermos se tivermos evoluído um pouco acima da média, vamos flutuar como se fôssemos um balão com hélio e vamos nos situar na dimensão astral nas partes menos densas do umbral, geralmente onde se localizam as colônias espirituais como Nosso Lar. Por outro lado se formos pessoas muito ruins, bandidos, assassinos, etc., vamos para as regiões mais densas (baixas) do umbral, sendo que alguns muito ruins já caem para as regiões abismais. A maioria entretanto fica por aqui mesmo, ligados aos familiares ou a situações que os mantém muito próximos dos encarnados.
     O umbral está em toda parte e todos nós após a morte vamos  estar nele, alguns por pouco tempo por possuírem um pouco mais de evolução ou por terem obtido merecimento para serem resgatados para alguma colônia e outros porque não possuem grau evolutivo nem mérito para sair dele (a grande maioria).
     É possível transitar pelas várias faixas do umbral, mais ou menos densas, mas isso depende da condição de cada espírito. É como aqui, podemos mergulhar sem equipamento por alguns minutos, mas se for muito tempo precisaremos de roupas especiais de mergulho, oxigênio, etc. No baixo astral também, podemos passar por lá rapidamente sem proteção mas se for demorar é preciso equipamento especial. Para chegar nas regiões menos densas é o mesmo, espíritos "comuns" não conseguem chegar nelas sozinhos pois a densidade de seu corpo astral não permite; seria como a gente querer voar aqui na Terra, para conseguir só com uso de equipamentos (asa delta, avião, foguetes, etc.). É por isso que na literatura espírita é sempre difícil um "morto" em uma colônia vir visitar um parente vivo, porque ele não consegue vir sozinho e isso demanda o auxílio de outros espíritos mais e/ou equipamentos, exige gasto de energia e uma logística e geralmente o espírito que quer não tem merecimento para que se coloque todo esse aparato ao dispor dele, por isso geralmente tem que trabalhar um tempo na colônia até que mereça algo do tipo.
     Por esse motivo também as pessoas que desejam obter comunicação com um ente falecido devem desconfiar de pessoas ou locais que oferecem contato com os mortos com muita facilidade. Será que a pessoa falecida com quem você quer se comunicar merece que se disponha de tempo, energia e pessoal qualificado no astral apenas para que você acredite que ela está "viva" ou para amenizar sua dor? E se ela nem sequer foi resgatada para alguma colônia e está vagando pelo umbral? Será que é fácil localizá-la e trazê-la até você para algumas palavras? De onde vai vir a energia necessária para tudo isso? E a troco de que? É para se pensar.
     Então o umbral não é um estado de espírito, ele existe na dimensão astral e pode ter várias "configurações", assim como temos diferentes ecossistemas aqui no plano físico, com relevo e vegetação próprias, nas regiões umbralinas também temos isso, existem vales e montanhas, assim como florestas e desertos. Também encontramos no umbral construções como temos aqui, casas e prédios. Existem cidades (que os espíritas chamam de colônias) em regiões densas do umbral também, onde existe miséria e favelas, que são administradas por seres maus, assim como existem as colônias do tipo Nosso Lar. 
     Existem também reflexos de construções do nosso mundo, como castelos, aldeias, prédios, pirâmides, barcos, etc, de diferentes épocas da nossa história, que acabam se plasmando no astral por conta de eventos que ocorreram neles e por terem espíritos ligados a eles, mas lá eles são tão reais como aqui, não são uma mera ilusão dos espíritos que habitam neles, todos que passarem por esses locais podem ver e interagir com esses sítios astralinos.
     Algumas comunidades continuam vivendo "no passado", como uma cidade inteira da idade média, uma aldeia indígena, um templo grego, uma pirâmide maia, etc., assim com existem cidades "futuristas", com alta tecnologia. Então no umbral tem de tudo e seus limites não são claramente demarcados. 

Gelson Celistre
     
    

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Psicografia

     É muito comum pessoas que não são espíritas e que inclusive professam religiões não-reencarnacionistas, como o catolicismo, procurarem algum centro espírita atrás de notícias de entes queridos falecidos, através da psicografia. A dor da perda de um familiar próximo costuma colocar de lado o preconceito e a desconfiança sobre o espiritismo e provoca até mesmo o questionamento sobre suas próprias crenças religiosas.



     Os centros espíritas costumam aproveitar estas oportunidades para angariar novos seguidores e geralmente a pessoa interessada em receber uma psicografia de um familiar falecido precisa frequentar o centro algum tempo antes de poder participar da sessão onde ocorrerá a tão desejada comunicação com o além.
     As mensagens costumam seguir sempre o mesmo padrão, onde o espírito comunicante fala genericamente sobre o que lhe aconteceu, suas impressões do outro mundo, fala na justiça divina e como está sendo auxiliado e está se recuperando lentamente.
     Já atendemos inúmeros consulentes que passaram por situação semelhante, até mesmo espíritas, onde buscaram notícias de entes queridos através da psicografia em algum centro espírita.
     Em nossa última reunião semana passada atendemos uma pessoa cujo pai havia se suicidado há alguns anos. Essa pessoa é médium em desenvolvimento num centro espírita e ela mesma havia recebido uma psicografia de seu pai algum tempo atrás.
     Ocorre que durante o atendimento dela um dos espíritos que a acompanhavam e que foi socorrido por nossa equipe era justamente esse pai dela. Ele morreu se atirando do alto de um prédio e passados vários anos de sua morte ainda estava no astral do mesmo jeito, todo quebrado e sem condições de se locomover.
     Descobrimos que o pai da consulente havia sido um mago muito poderoso em uma vida passada e que um inimigo dele que o encontrou encarnado, fez ressurgir no inconsciente dele essa lembrança, de como ele tinha poder e uma vida interessante, e isso criou uma ressonância vibratória com aquela vida passada.
     Por conta disso ele passou a sentir uma enorme tristeza por estar preso a uma vida comum e sem poder algum, o que evoluiu para uma depressão profunda. Após anos nessa condição depressiva, seu inimigo finalmente conseguiu uma oportunidade quando estando ele num andar um pouco alto de um prédio e sentindo uma profunda angústia, fez ele ver o solo como um mar de águas tranquilas que lhe acalmariam o coração. Ele se jogou e morreu. Após sua morte ele foi preso por esse mesmo espírito que lhe instigou o suicídio e permaneceu lá até a semana passada, quando o resgatamos.
     Mas então quem se comunicou através da psicografia da consulente, filha do morto? Quem ditou a carta psicografada foi o espírito que mantinha o pai dela preso, o mesmo que fez ele se matar.
     É muito difícil "autenticar" a identidade de um espírito que se comunica através da psicografia. O que as pessoas costumam usar para identificar é ter na psicografia algum detalhe que só eles e o morto conheciam ou que muito poucas pessoas tenham conhecimento. Entretanto, essas informações podem ser coletadas até da mente das próprias pessoas que buscam a comunicação, e mesmo que o médium não tenha conhecimento delas, algum espírito qualquer pode acessar a mente dessas pessoas e vasculhar suas memórias com a finalidade de dar credibilidade a elas.
     Não digo que isso ocorra em todos os casos, eventualmente o espírito comunicante pode ser mesmo quem alega ser, mas esses casos atualmente são raros. Até mesmo espíritos que trabalham na dimensão astral do centro espírita "falsificam" essas psicografias, com a finalidade de dar um alívio e esperança aos que os procuram saber de seus entes queridos.
     Mas porque os próprios espíritos "evocados" não aparecem para se comunicar? A maioria porque não tem mesmo condições de se comunicar. Alguns se revoltam por ter morrido e ficam com tanta raiva que nem raciocinam. Logo caem para regiões mais densas do umbral e para localizá-los teria que se ter uma equipe muito boa, mas isso demanda tempo e energia e geralmente mesmo com boa vontade, a equipe espiritual do centro espírita (na dimensão astral) não tem condições de realizar esse trabalho. E estou falando do caso de ser um centro espírita realmente bom e que tenha uma equipe espiritual do bem, nem vou questionar os locais onde só se trabalha com espíritos sem evolução, independente do que esteja escrito da placa do centro, se kardecista ou outro tipo.
     Em alguns casos o falecido com quem se quer falar foi socorrido e está numa colônia no astral. Nesses casos às vezes ele pode ser trazido para se manifestar mas isso também depende de vários fatores. Esses espíritos em recuperação não tem condições evolutivas de se locomover sozinhos entre a colônia e o centro espírita e precisam de pelo menos dois outros espíritos para trazê-lo, além de um veículo eventualmente. 
    A logística nem sempre é simples e demanda muito gasto de energia, tempo e pessoal. É preciso avaliar se tanto os que querem a comunicação quanto o espírito que pretende ser contatado possuem merecimento para tal empreitada. A grande maioria não tem. Então na maioria dos casos, com a finalidade de dar um alento a um coração machucado, essas comunicações não são tão legítimas quanto as pessoas imaginam.
    Nesses casos a psicografia não preza por ser legítima, mas sim em levar um pouco de conforto a uma alma desesperada, mesmo que essa alma esteja em débito com as leis divinas e não tenha o merecimento de uma comunicação legítima.
     Muitas pessoas irão me questionar dizendo que o Chico Xavier psicografava cartas legítimas e eu concordo plenamente. A diferença é que ele era o Chico e não é qualquer médium de qualquer centro que vai fazer o que ele fez. Ser possível de ser feito é uma coisa e qualquer um fazer é outra bem diferente.
     Nos moldes atuais a maioria dos centros espiritas não tem controle sobre os espíritos que dão comunicação em suas sessões porque o método que utilizam não preza por qualquer tipo de controle ou verificação. Eles simplesmente confiam que os "espíritos de luz" farão tudo que for preciso e sequer utilizam a mediunidade dos médiuns do centro para um trabalho mais ativo ou de parceria com o astral da casa. Trabalham às cegas, basicamente na base da fé. 
     A realidade na dimensão astral que nos rodeia é bem mais complexa do que se divulga nos romances espíritas e se arrepender e orar não basta para ser resgatado do umbral. O espiritismo kardecista no Brasil reduziu o tríplice aspecto do espiritismo de Kardec, de ciência, filosofia e religião, apenas ao aspecto religioso. 

Gelson Celistre

     

sábado, 14 de janeiro de 2012

A viagem astral - parte 2/2

Leia antes A viagem astral - Parte 1

A vítima

Ao sintonizar com o consulente o encontramos em um cemitério, dentro de uma cova, cercado por vários espíritos disformes e rastejantes, que o vampirizavam. O que ele percebeu durante a viagem astral como sendo um trailer ou uma kombi na verdade era um túmulo, onde ele estava preso desde a tal viagem.

Quando disse à medium para soltá-lo, um espírito, dentre vários que estavam ali, um "malandro" metido a exu e fumando um charuto, se manifestou pela psicofonia dela e dialogamos um pouco, cfe abaixo.

- Ninguém se mete nessa banda, ele é nosso e daqui ninguém vai tirar! Ele é um dos nossos! Não se meta onde não foi chamado, vc não é bem-vindo aqui! Nós temos como mantê-lo aqui e vc não tem como fazer nada!, disse o espírito malandro;

- Aham, respondi;

- Me parece que vc conhece a lei e sabe que quem deve paga de um jeito ou de outro, e sabe que por conta das dívidas que ele tem é que podemos mantê-lo aqui!

- E vc deve conhecer a lei que diz que se eu quiser e puder eu faço!

- Daqui ninguém vai tirar ele, não tem quem tire!

- Vamos ver então, quem vai me impedir?

- Eu vou impedir vc, vc não é ninguém e não pode nada nem em outro lugar, quanto mais aqui! Vc vai é acabar igual a ele, isso sim! Já falei que não existe quem tire ele daqui!

- Aham.

Enquanto eu conversava com o malandro metido a exu a médium paralisou um outro espírito que vigiava a cova do consulente, ele estava com os pés e mãos amarrados e vários espíritos deformados se jogavam sobre ele para sugar-lhe o fluído vital. Afastamos esses seres e o retiramos dali. A energia do local era fétida, causando extremo mal-estar na médium, enjôo, etc.

Enquanto isso o tal malandro, que deixamos falando sozinho, ainda estava por ali perturbando e deixei ele falar novamente através da médium:

- Vc acha que pode me deter? Nem vc nem ninguém!!! Acha que essa aqui tem força pra fazer alguma coisa comigo? Tolo... nem ela nem vc... e nem ninguém... disse novamente o espírito malandro;

Como paciência nunca foi o meu forte, disse a ele ficar quieto no canto dele antes que eu lhe desse um paratequieto. Ele tentou agredir a médium no astral mas ela mesma o prendeu. Com ele preso vários outros seres rastejantes e deformados saíram de algumas covas e tbm tentaram atacar a médium, sendo todos contidos e presos, na verdade pareciam zumbis.

O consulente foi enganado por este ser, o malandro metido a exu, que se fez passar por seu "guia", o intuindo a estudar e tal, pq é o que se espera de um "mentor". Foi esse mesmo espírito quem direcionou o consulente para estudar e praticar viagem astral. Os espíritos que ele disse ter sentido quando voltou pro quarto na verdade eram os seres que estavam na cova com ele, pois ele não havia saído de lá até efetuarmos o atendimento. 

Quando se apavorou e pediu ajuda ao tal guia, que não apareceu, e depois a São Jorge (Ogum), não foi o que fez com que ele dormisse, e sim pq ele saiu dessa frequência e sua consciência passou para outra, onde o encontramos tbm.

O algoz

Após libertarmos o consulente da cova do cemitério, vimos que ele tinha outra frequência aberta, relativa a uma vida passada onde foi bruxo. Uma das atividades do consulente naquela vida consistia justamente nisso, em desdobrar as pessoas e aprisioná-las no castelo onde morava, onde as vampirizava, sugando-lhe as energias vitais (ectoplasma).

Logo que a médium chegou no castelo ele (o consulente desdobrado como bruxo) tentou hipnotizá-la e fazê-la adormecer, para tbm aprisioná-la. Ele é gordo, tem os cabelos grisalhos desgrenhados e veste uma túnica cinza. Quando percebeu que a médium conversava comigo tentou me desdobrar e aprisionar tbm.

Nesse momento eu cheguei no castelo com uma supraconsciência minha, de mago, ele tentou me atacar mas eu o paralisei. Apagamos essa frequência da mente inconsciente ativa do consulente e o enviamos de volta ao corpo.

Após isso nos dirigimos a um dos aposentos do castelo onde havia muitas pessoas desdobradas, em um tipo de transe, e as enviamos de volta aos seus corpos físicos. O castelo foi então destruído.

O tal malandro metido a exu, que já havíamos prendido no cemitério, foi o grande "guia" do consulente neste processo. São dois espíritos que já se aliaram muitas vezes para fazer o mal e nessa vida onde o consulente era bruxo o malandro era seu assistente.

As aparições como preto-velho no centro kardecista foram justamente para afastá-lo de lá, para sozinho ele o poder influenciar mais. Os estudos sobre viagem astral era pq ele queria abrir essa frequência onde o antigo comparsa era bruxo e tinha algum poder, para se beneficiar disso, vampirizando tbm as pessoas que o bruxo desdobrava e levava para o tal castelo.

A prisão do consulente na sepultura do cemitério, sendo vampirizado por seres disformes, era uma espécie de "ponte vibratória" para ele poder abrir a frequência de bruxo, e era possível justamente pq o consulente fazia isso naquela vida. Realmente ele podia manter o consulente ali por conta de seu karma, mas a função principal era que assim ele tbm rebaixava muito a frequência do consulente e isso facilitava a sintonia com aquela outra vida.

Esse foi o motivo dele conseguir dormir, ele passou sua consciência para a frequência de bruxo e parou de sentir o mal-estar, pois como bruxo ele era que fazia o mal aos outros. O malandro na verdade não tinha poder algum, por isso arrotava tanta bravata, mas foi esperto o suficiente para ativar a frequência de bruxo do consulente e se beneficiar dela. Lógico que os efeitos na saúde do corpo físico do consulente não lhe importavam em nada pois se ele desencarnasse eles procurariam outros meios de sobreviver no astral.

Percebemos que o consulente ainda tem muitas frequências abertas, extremamente negativas, relativas a vidas passadas onde ele fez o mal mas é preciso que ele se modifique, se firme no caminho de sua reforma íntima, e obtenha merecimento para se libertar delas.

Em uma dessas vidas o consulente foi novamente um bruxo, um conhecido feiticeiro na região onde morava, e enganou muitas pessoas, estando karmicamente predisposto nessa encarnação a ser enganado tbm, motivo pelo qual o aconselhamos a estar sempre atento, pois quem caminha procurando "atalhos" sempre acaba sendo vítima de charlatões. 

Reforma íntima não tem atalhos, cursinhos, viagens astrais, feitiços, mantras, decretos, etc, é trabalho e dedicação. Não se corrige vidas e vidas em desatino em uma semana ou um mês, é preciso enveredar no caminho do bem e ter paciência pois algumas oportunidades de resgate só nos surgem depois de muitos anos de trabalho dedicado.

O ideal é ter humildade e procurar um centro onde possa trabalhar sua mediunidade e fazer alguma coisa de útil com ela, ou seja, a caridade desinteressada no auxílio aos espiritos sofredores. O que podia ser feito pelo consulente no momento, dentro do merecimento dele, foi feito. Agora é preciso que ele faça sua parte, com trabalho, estudo e dedicação, para que obtenha merecimento e possa resgatar mais débitos de suas vidas passadas.

A mediunidade não é um dom do qual o médium pode se servir quando bem entende, ela é um karma negativo e se não for utilizada da maneira correta pode afundar mais a pessoa em dívidas (karmicamente). Entretanto, se bem utilizada pode alavancar o desenvolvimento espiritual do médium.

Muitas pessoas com mediunidade procuram caminhos alternativos, que geralmente envolvem vaidade, orgulho e dinheiro, como jogar tarot, reiki, xamanismo e outras terapias onde acabam sendo instrumentos de espíritos pouco evoluídos, perdendo uma grande oportunidade de progredir espiritualmente e aumentando seu débito cármico.

A viagem astral pode ser algo interessante mas a pessoa vai ir para onde sua energia a situa, no caso nosso consulente foi para uma cova num cemitério. A maioria que consegue alguma consciência durante a projeção fica aqui pela crosta ou cai para regiões mais densas do umbral. Outros tantos imaginam encontrar personagens famosos, mestres e outros, que não passam de espíritos mistificadores que se divertem as custas desses projetores e lhes roubam as energias.

Para finalizar, queremos deixar claro para os leitores que "mentor" tem quem atingiu algum nível espiritual acima do egoísmo medíocre e que faz alguma coisa pelos seus semelhantes, pessoas que possuem uma importância dentro da coletividade e que exerçam uma atividade que necessite de um auxílio especializado, como Chico Xavier, citando um exemplo do meio espírita.

Quando muito temos espíritos amigos de outras vidas que querem nosso bem e eventualmente conseguem nos auxiliar nos intuindo alguma coisa, em questões que não sejam parte de nossa provação kármica, o que já reduz bastante as possibilidades.

Pessoas comuns que só pensam em si e em seus interesses a maior parte do tempo não possuem um mentor com dedicação exclusiva. É preciso compreender que a Lei divina funciona perfeitamente e que a maioria das pessoas transita pela vida no "modo automático", só lembrando do tal "mentor" quando está em dificuldades ou quer alguma coisa. Para se obter algum "favor" especial é preciso que tenhamos merecimento, ou seja, que tenhamos obtido algum crédito karmico através de nossas ações que permita recebermos algo fora do roteiro.

Muitas situações em nossa vida, por mais desagradáveis que sejam, teremos que passar e não vai ter mentor que evite isso. Lembremos que este plano é de aprendizado, principalmente pela dor, pois somos todos espíritos renitentes no mal e que vimos há várias e várias vidas agindo com egoísmo. Não basta agora eu achar que "mereço ser feliz" pq nessa vida eu "não faço mal a ninguém" pois nosso saldo kármico é negativo. 

Não basta apenas não fazer o mal, para avançar é preciso fazer o bem.

Abraço.

Gelson Celistre.