Acesse nosso novo site clicando na imagem

Acesse nosso novo site clicando na imagem
apometriauniversalista.org

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador gira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de junho de 2011

O portal

    A consulente tem mediunidade e não "desenvolveu", mora atualmente na Alemanha com uma amiga que é médium e que frequenta um centro espírita por lá. Tem problemas em seus relacionamentos amorosos e na vida financeira também. Fuma demasiadamente e já teve problemas com álcool. Esteve de volta ao Brasil e andou atrás de "proteção" em centros espíritas pretensamente de Umbanda. Não tem vontade de sair de casa, sente tristezas repentinas, ataques de raiva onde ofende as pessoas que a ajudam, sendo que depois dos ataques sente dores fortes nas costas, pescoço e na perna direita, enfim, está com a vida estagnada já há alguns anos.

    A maioria dos sintomas está relacionado à mediunidade, com excessão dos vícios (fumo e álcool), mas mesmo esses, de certa forma são potencializados pela mediunidade, pois atraem seres semelhantes, agravando o quadro. Ao sintonizar com a consulente, a vimos desdobrada no apartamento onde mora, com os cabelos desgrenhados, bebendo e fumando muito, aparentando estar completamente insana, tremendo muito e com uns tiques nervosos.

    No local (apartamento) há um entra e sai muito grande de espíritos de todas as formas, pois ali existe um portal interdimensional, uma passagem entre a crosta terrestre e o submundo astralino. Ao lado, vemos uma bruxa e um oficial nazista, que parecem "comandar" o local. O movimento de espíritos passando ali é muito intenso, 24 horas por dia.

Em vários locais da Terra existem portais interdimensionais,

    A consulente "trabalha" com esses seres, o oficial e a bruxa. Eles fazem aí um tipo de triagem, de acordo com a energia dos espíritos que por ali passam, são selecionados para alguma finalidade de interesse do grupo dominante. Pedi a uma médium se disfarçar para investigarmos melhor o caso, pois a presença de um oficial nazista sinaliza alguma coisa bem "trevosa". A médium apareceu no local como uma gira, com um vestido vermelho.

    Logo que chegou no local, vários espíritos se aproximaram dela querendo copular, um soldado, um punk, outro usando terno e gravata e até um drogado. Ela se fez de difícil com esses aí, o que acabou chamando a atenção do oficial nazista, que logo se aproximou dela também, rindo de maneira maliciosa, pergunta de onde ela era e porque estava ali. Ele estava um pouco desconfiado mas o interesse em fazer sexo com uma encarnada desdobrada era maior.

    A médium-gira disse que estava vagando e acabou chegando ali, mas que não queria confusão e que se estivesse incomodando iria embora sem problemas. Ela pergunta o que faziam todas aquelas pessoas ali mas o oficial não queria conversar, queria ir logo para o "finalmente". Ele parece disposto a tudo para copular com a médium-gira, como se estivesse meio hipnotizado, e para impressioná-la diz que é comandante de uma grande base. Ela diz que adoraria transar num lugar assim, que nunca esteve numa base, etc. Ele diz que não pode levá-la ate lá, até mesmo porque teme que os outros a vejam e a queiram também, e ele não quer dividi-la com ninguém.

    Ele avança sobre a médium-gira mas ela resiste e diz que ali não, perguntando se na tal base não tem uma sala com um sofá ou mesa, onde possam ficar a sós. O oficial se assanha todo e levanta o vestido da médium-gira, que o beija e abraça maliciosamente, dizendo que mais que isso só se for na tal base, se vira e vai saindo... O oficial vai atrás dela e a bruxa fica de olho, desconfiada de alguma coisa. Nesse momento, para distraí-la, eu apareço no local, chamando a atenção da bruxa enquanto a médium-gira sai com o oficial.

    Eles saem em um veículo semelhante a um automóvel em direção à tal base, que é cercada por um muro alto, com um sentinela no portão. O oficial avisa ao sentinela para não dizer a ninguém que ele entrou com uma mulher encarnada.    Eles entram na base e o oficial diz para a gira que se ela não fizer tudo que ele quer não vai sair dali. A médium-gira percebe na mente dele a intenção de a aprisionar ali desdobrada junto com vários outros espíritos.

    Andam por um longo corredor até chegarem à porta de uma sala, ele procura a chave para que possam entrar. A energia do local causa nojo na médium-gira. A sala é ampla e o oficial, agora mais agressivo, empurra logo a médium-gira para cima de um sofá. Ela diz para ele não ter pressa, afim de ganhar tempo, mas como ele está muito afoito, digo a ela para o paralisar e aguardar minha chegada, pois já estou desdobrado lá. Ela paralisa o oficial e logo eu apareço vestido também de oficial, como se fosse um comandante, e a médium fica com a aparência de um soldado. Vamos para uma grande sala, com paredes como de vidro, com grandes monitores nas paredes com mapas dos continentes aqui da Terra.

    Essa base onde estamos fica "sobre" a Alemanha, mas existem dezenas de pontos marcados e interligados nos mapas em todos os continentes, demarcando a localização de outras bases e grupos que apoiam os nazistas. Há vários equipamentos na sala, desconhecidos da médium, mas parecendo avançados tecnologicamente. Há pontos marcados nos mapas também nos oceanos, indicando que eles teriam ali bases submersas, não sei se somente na dimensão astral ou se teria alguma no plano físico também.

    Ao olhar os pontos a médium vê de relance os locais aqui na Terra que possuem ligações com organizações nazistas no astral: hospitais, bases militares, governos de alguns países, locais onde se produz/comercializa drogas, etc. De repente um soldado entra na sala e parece ter me reconhecido, se aproxima e faz uma saudação, que eu retribuo e lhe digo que estou ali de visita mas que já estou de saída pois sou aguardado em outra base.

Do lado de fora, acima da base, há um ser enorme, escuro, com grandes asas. Ao ver esse ser a médium passa mal e quase cai pois a energia do ser é muito densa. Nossa equipe mapeou as bases para fazer um ataque coordenado a todos os locais ao mesmo tempo. Nos retiramos como entramos, sem ser percebidos, e voltamos ao portal interdimensional que fica no apartamento da consuelnte. Nossa equipe nos informou que iríamos fechar essa frequência e explicaram a médium que ali ocorre um encontro de frequências, de dimensões, um portal interdimensional.

    Nossa equipe também retira os espíritos que estão ali nesse entrecruzamento energético e os encarnados desdobrados são enviados de volta a seus corpos, inclusive a consulente e a outra mulher que mora com ela. A bruxa que eu havia paralisado antes de ir para a base nazista e foi presa. A médium assumiu uma outra forma astral sua, de sacerdotisa de uma antiga ordem, e criou um redemoinho para limpar o local. Depois ela colocou uma espécie de selo energético selando o portal.
    
    Posteriormente, nossa equipe espiritual organizou um ataque a todas as bases que levou dois dias para ser executado, do qual os médiuns participaram em desdobramento. É impressionante como existem bases militares no astra,l pois já nos deparamos com elas em inúmeros atendimentos e parece sempre ter mais. Como o número de frequências é infinito e as energias negativas oriundas dos encarnados também ajudam, eles conseguem se ocultar em dimensões de baixa frequência que só conseguimos encontrar através de algum espírito com ligação com o local.

    A consulente só vai conseguir estabilizar sua vida, em todos os aspectos, quando utilizar suas energias para finalidades positivas, utilizando a mediunidade para auxiliar os espíritos sofredores, e assim gerar karma positivo e merecimento para receber auxílio dos bons espíritos.


Gelson Celistre.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mediunidade

A mediunidade, apesar de ser resultado de um carma negativo na grande maioria das vezes, é uma ferramenta que, se bem utilizada pelo médium, pode alavancar sua evolução espiritual. Entenda-se bem utilizada como trabalho e dedicação no auxílio aos espíritos sofredores, tanto encarnados como desencarnados, mas principalmente desses últimos, os desencarnados.


Entretanto, é comum encontrarmos pessoas que possuem mediunidade mas não fazem dela o uso correto. Algumas negam essa faculdade apesar da inúmeras evidências de possuí-la, outras aceitam mas não "desenvolvem" (entenda-se trabalho sério e regular) por 'falta de tempo" ou por não quererem "se envolver" com "essas coisas". Muitas dessas pessoas, numa tentativa de "fugir' do seu próprio karma, se aventuram por vertentes diversas, envolvendo-se com terapias alternativas espiritualistas energéticas e similares, por acreditarem que possuem um "dom" ou uma "missão" de ajudar os demais, e muitas ostentam títulos de iniciações diversas e de mestre disso ou daquilo, adquiridos em cursos diversos.

Na maioria das vezes essas pessoas apenas pioram sua própria situação kármica pois são facilmente acessadas, iludidas e fascinadas por entidades às mais variadas, desde espíritos ignorantes e zombeteiros casuais até entidades trevosas altamente organizadas. Se a criatura se envolver em alguma atividade onde atraia mais pessoas ao seu círculo, como dar cursos, fazer "atendimentos", dar consultas, etc., aí então ela certamente vai ter uma assessoria espiritual em tempo integral, pois além da própria pessoa, essas entidades ainda terão as demais que ela atrair.

Atendemos um consulente que frequenta um desses locais, onde a pessoa possui um certo grau de mediunidade mas não aceita a "teoria espírita", se achando num nível superior onde "orienta" as demais sobre os mais variados assuntos, agindo como uma espécie de pitonisa. E os frequentadores desses locais sempre ficam impressionados pq a tal pessoa "acerta tudo" e essa admiração os prende como mosca no mel.

Pedi ao consulente que lembrasse da pessoa e do local, a fim de abrir aquela frequência e os médiuns poderem sintonizar com a situação. Logo de cara apareceu uma "gira" (entidade feminina ligada ao sexo, pomba-gira, comum em religiões afro) vestida de vermelho. Essas entidades costumam ser muito falantes e debochadas, pretendendo ser sedutoras, mas com vulgaridade.

Conversei um pouco com ela, que disse que ajudava a mulher não tanto por ela, pq ela, a gira, não gosta de mulher (fez questão de frisar que gosta de homem) e tbm pq a tal mulher que ela acompanha não 'trabalha direito', mas como atrai muita gente, ela fica com ela para acessar os que a procuram. Após uma breve troca de palavras já deu pra perceber que a tal gira era uma ignorante abobalhada e que devia haver alguma entidade mais inteligente recolhendo a energia da tal mulher e dos que a procuram.

Mal terminei de expor isso e os médiuns me disseram que já estava ali o "mentor" da tal gira, se apresentando a caráter, juntamente com um serviçal (para demonstrar que tinha poder). O cidadão tinha a aparência clássica do demônio das histórias medievais: chifres, corpo peludo com patas de bode e rabo. Segundo as médiuns ele estava já com muito ódio por ter sido descoberto e como a tal gira era "amante" dele, logo que ele chegou ela foi intimá-lo a defendê-la, pois eu havia comentado que ela era meio abolhada e ela queria que  ele tomasse alguma providência. O serviçal era um anão corcunda com cabelos longos e desgrenhados.

Pedi para uma das médiuns "puxar" ele para si (incorporar) e tentei um diálogo com a criatura. Ele ficou bufando e não queria falar, então para não perder muito tempo, e tbm para ele perceber que as coisas iriam mudar para ele, cortei-lhe os chifes e o fiz voltar à aparência mais humana que tinha antes de assumir aquela forma demoníaca. Segundo uma das médiuns ele era mais bonito como diabo do que como humano, o que fez com que ele a enchesse de desaforos, mentalmente pq ele ficou bufando o tempo inteiro e não queria falar, o que tbm não insisti.

Enquanto isso os outros médiuns já tinham localizado alguns locais onde ele vivia, sendo o principal uma enorme caverna onde ele mantinha aprisionados uma grande quantidade de espíritos, alguns em gaiolas penduradas no teto e outros em nichos com grades nas paredes. Uma grande parte dos seres aprisionados ali eram encarnados desdobrados, pessoas que procuram os conselhos da tal mulher e de outras que estão ligadas a este ser, igualmente iludidas que são intuídas por uma "força maior", de grande sabedoria e de "luz".

Libertamos os espíritos aprisionados e comandamos o retorno ao corpo físico dos encarnados desdobrados. O tal ser tbm foi levado e a médium que o recebeu comentou que ele estava com tanto ódio que teria dito ao exu (guardião) que estava ao lado dela que eles podiam lhe tirar tudo mas que ele só queria ir embora dali, o que ocorreu logo em seguida.

No atendimento deste consulente, ao verificarmos outra situação, nos surpreendemos. Quando o consulente era adolescente, sua mediunidade aflorou e ele começou a ver espíritos. Ficou apavorado e sua mãe o levou a um homem que atendia em sua própria casa, sem cobrar nada, e este teria feito uma espécie de ritual que teria bloqueado a mediunidade do consulente. Segundo ele, depois que foi lá no tal homem ele parou de ver os espíritos e teve uma vida normal, até alguns anos quando começou a sentir algumas coisas e resolveu frequentar um centro espírita e participar dos cursos de médiuns e similares, além de frequentar o grupo da tal mulher que estava ligada ao ser em forma de demônio.

Fizemos uma averiguação e descobrimos que o tal homem, um senhor humilde e de pouca instrução escolar, trabalhava com três entidades, sendo duas de baixa evolução e uma outra realmente trevosa. O interessante nessa situação é que o tal senhor é um espírito bom, e ele sabia que essas entidades não eram "boas", entretanto, após muitos anos trabalhando com ele, esse três espíritos melhoraram seu padrão vibratório, ou seja, eles pensavam que iriam influenciar o tal homem mas na realidade ele é quem os estava influenciando e educando. Trata-se de um raro caso onde esse homem provavelmente assumiu o compromisso de auxiliar na reeducação daqueles três espíritos e obteve algum êxito.

O consulente estava sendo acompanhado por um espírito com a aparência de um 'zé pilintra' (entidade masculina, malandro, costumam se vestir com traje branco, chapéu e bengala, exu de cultos afro). Esta entidade tbm estava bloqueando a mediunidade do consulente para que ele se desencantasse com o trabalho no centro espírita e fosse procurar algum centro de umbanda ou nação para se desenvolver. Não tinha muito o que fazer, apenas o retiramos e pedimos para a equipe espiritual o levar.

Este caso demonstra bem o que acontece com quem tem mediunidade e não a utiliza da maneira correta, auxiliando desinteressadamente os espíritos sofredores. Sem o trabalho regular e dedicado, feito de coração, ninguém logra o auxílio de entidades realmente superiores, os bons espíritos, e só quem se aproximará serão espíritos ignorantes, vampirizadores, fascinadores e entidades trevosas.


Gelson Celistre

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Medo da mediunidade

Não é raro encontrarmos pessoas com sensibilidade, cuja mediunidade está aflorando ou aflorada, mas que têm medo de exercer seu mandato mediúnico, isto é, têm medo de trabalhar a mediunidade, medo de 'se envolver com espíritos', medo de 'ficar com alguma coisa' se incoporar algum ser, medo do compromisso, etc. Quando chegam a nós muitas já estiveram em centros espíritas ou de umbanda onde lhe disseram que tinham mediunidade, mas as desculpas para o não exercício dessa faculdade, além dos mais variados 'medos', tbm se enquadram em falta de tempo, ou pq estão estudando ou trabalhando, tbm a distância do local, os horários, o transporte, enfim, todos têm mil e uma desculpas para não 'desenvolverem' a mediunidade. Tem tbm aqueles que 'preferem' algum outro tipo de atividade espiritual, como reiki, florais ou outras terapias alternativas, crendo que assim irão 'resgatar' essa 'coisa da mediunidade', geralmente sem sucesso.
A consulente em questão se enquadra no tipo que tem medo da mediunidade. Frequenta um centro espírita, participa de algumas atividades, mas não melhora dos problemas que a acompanham de longa data. Sente tonturas, seus braços doem e adormecem, adoece com facilidade, etc. A frequência ao centro espírita é ótima e recomendamos a todos que precisam desenvolver sua mediunidade, entretanto, para quem tem compromisso cármico com a mediunidade, simplemesmente 'bater o ponto' no centro espírita não resolve. Se a pessoa tem mediunidade precisa trabalhar em atividades que envolvam a doação direta de energia aos espíritos sofredores, dar passagem, etc. Cuidar da biblioteca, ajudar na cozinha, na limpeza, etc., são atividades importantes e necessárias mas não vão resolver o problema do médium que precisa se desenvolver. Ela até disse que eventualmente desenha alguma coisa ou escreve, meio que mediunicamente, no centro.
Primeiramente incorporou um espírito que viemos a descobrir ser uma avó da consulente, desta vida mesmo, já falecida. Elas nem eram muito próximas nessa vida, mas a tal senhora sentia que devia alguma coisa. Sentia muita dor nas costas, sabia que estava morta já há mais de um ano, mas não tinha e nem sabia para onde ir. Morreu e ficou vivendo na sua casa do plano físico mesmo. Há cerca de oito meses se aproximou da consulente na tentativa de ajudá-la, pois percebeu muitos seres ao redor dela, diz que a neta pede ajuda e tenta ajudar, mas não consegue, fica angustiada por não poder fazer nada, e acaba sentindo-se cada vez mais fraca. Conversamos com ela e a encaminhamos ao hospital do astral com o qual trabalhamos.
Nesse meio tempo enquanto conversava com a tal senhora uma das médiuns captou uma situação onde um homem havia matado toda a família e cortado os corpos em pedacinhos para esconder. Estava numa casa de madeira de dois andares. Estava completamente dementado. Na ocasião em que cometeu essas atrocidades havia vários vultos escuros na dimensão astral o influenciando e se regozijando com a carnificina. O tal homem que matou a família é o pai da consulente, desdobrado nessa frequência no astral revivendo eternamente essa cena, e os famliares que ele matou são sua família atual, esposa e filhos, inclusive a consulente. Apagamos a memória de todos os encarnados e prendemos as entidades negras que estavam ligadas a eles desde aquela outra vida.
Em vidas passadas e em períodos inter-vidas no astral a consulente atuava com magia negra, tendo vindo com mediunidade nessa existência como consequência cármica de seus atos. Se utilizar para o bem as faculdades mediúnicas pode aliviar em muito seu karma e amenizar inlcusive seus problemas de saúde, mas no inconsciente carrega ainda a memória dos males que provocou no passado com o uso da magia e tem medo de errar novamente, utilizando a mediunidade de maneira errada. As dores nos braços são principalmente pq seus antigos companheiros a procuram para levá-la para trabalhar durante o sono e ela resiste.
Na porta do apto da consulente havia um enorme 'exu' (desses que assim se denominam mas que na verdade são seres inferiores que trabalham para entidades trevosas, capangas do submundo astral) com uma lança que vigiava a casa dela 24 horas por dia, para que todos que ali chegassem se sentissem muito mal e não retornassem. A idéia é afastar as pessoas da consulente, principalmente os homens, para que ela acabasse procurando satisfazer suas necessidades sexuais em desdobramento, facilitando o aliciamento dela.
Mas esse ser era um serviçal e queríamos o mandante. Deixamos ele com a equipe espiritual, logo depois de puxar pela frequência mnemônica dele o seu chefe.
Este era um diabo 'clássico', tinha estilo, corpo peludo, casco e orelhas compridas, dentes pontiagudos com os caninos salientes pra fora da boca, olhos negros, corpo atlético mas meio deformado, e grandes chifres como os de um touro. Quando aparece algum sujeito assim eu dou logo um 'trato no visual' dele. Emiti um comando mental para que ele se mostrasse com a aparência que tinha antes de bancar o diabo e vimos que era um sujeito fracote e careca, nem um pouco assustador. Deixei ele com essa aparência. Esta criatura queria que a consulente voltasse a trabalhar com ele, que 'trabalha' em um terreiro no plano físico, onde banca o maioral. No fundo era um covarde e estava se borrando de medo do que poderia lhe acontecer, foi levado pela equipe pra uma conversa, pois ainda tem salvação. Mas nesse terreiro onde ele trabalha mostraram aos médiuns que existem papéis com nomes de muitas pessoas, que foram lá atrás de alguma ajuda ou para encomendar algum trabalho, e esses papéis estavam embebidos em sangue. Era um feitiço para mantê-los presos ao terreiro, uma espécie de 'fidelização de clientes'. Desmanchamos tudo.
Tbm havia uma 'gira' com a consulente, muito alegre e descontraída como em geral se mostram esses espíritos, sempre preocupadas com sexo, e inclusive disse que se divertia muito em hospitais vendo os familiares dos doentes chorando e rezando pelo 'paizinho' ou pelo 'vozinho' que está partindo, enquanto que os tais paizinho e vozinho estão correndo pelados atrás das giras pelos corredores do hospital.
Esta gira em outra vida era cigana e colega da consulente, tbm cigana. Viviam da prostituição e pequenos furtos, só que essa se deu mal quando estava na cama com um cliente e, achando que ele adormecera, tentou lhe roubar a carteira. Ele a degolou sobre a cama. A criatura era tão alegre que fez piada com a própria morte, dizendo que morreu feliz pois foi em cima da cama. Esse homem que matou a cigana foi um namorado da consulente na vida atual, cujo namoro não deu certo por conta tbm de uma 'ajudinha' dessa cigana, que queria vingança dele. A consulente tbm tem uma colega de trabalho atualmente, que foi sua rival no bando cigano, onde as duas inclusive disputavam o cargo de 'fêmea alfa'.
Nesse meio tempo entre um resgate e outro, uma das entidades negras que havia incentivado o pai da consulente a matar a família em outra vida, incorporou numa das médiuns. Ele cobrava do outro uma carnificina ocorrida muito tempo atrás, quando todos eram de tribos vikings. Segundo a entidade eles haviam feito uma aliança entre suas tribos, mas o pai da consulente os traiu e os atacou, pegando-os de surpresa, e houve a morte de muitos guerreiros, de ambos os lados. Os guerreiros desse ser somavam mais de 1.200, fora os que morreram da parte do traidor. Efetuamos um resgate coletivo desse pessoal, muitos ainda desencarnados ligados àquela frequência e muitos encarnados vivendo lá em desdobramento inconsciente.
A consulente ainda queria saber 'o que que ela tinha a ver' com o que o pai fez naquela vida passada para que tivesse que morrer e ser esquartejada. Expliquei a ela que ninguém sofre pelos crimes dos pais e que se ela e os demais familiares morreram nessas condições era pq faziam o mesmo ou até coisa pior no passado. Para não ficar apenas na teoria, pedi aos médiuns que sintonizassem com uma vida passada dela onde fazia coisa semelhante, e logo eles encontraram uma vida onde a consulente e suas irmãs faziam parte de uma seita satânica, cuja sacerdotisa era sua mãe, onde elas seduziam homens e os atraíam para sua casa, onde os sacrificavam a um demônio qualquer, isso por volta do ano 1.400 DC. Mas não era apenas com homens adultos que faziam isso, elas sequestravam bebês e crianças e abriam seu abdômen com uma adaga, comiam os órgãos internos e bebiam o sangue. Foi recomendado a ela banhos de sal grosso e beber muito chá de alecrim, além é claro de trabalhar esse 'medo da mediunidade' e começar a resgatar seus carmas.
Notem como a espiritualidade acaba agendando os atendimentos que fazemos, pois a outra consulente que atendemos nesse dia tbm se desdobrava na mesma frequência (vide Desunião familiar) e fazia exatamente as mesmas coisas, ou seja, se conheceram e eram da mesma seita satânica em vida passada.
Abraço.

Gelson Celistre.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amarração

     O consulente, uma rapaz jovem, tem um receio muito grande de ser traído. Ressalte-se que nunca foi casado, esse seu trauma de traição se manifesta com forte intensidade nos seus namoros. O consulente tbm tem uma mediunidade que está aflorando e a falta de preparo para lidar com isso o deixa à merce de espíritos de baixa vibração. A princípio havia três desses seres junto dele, potencializando esse sentimento de traição, para fazer com que ele fique com raiva. 

     Por ter um sentimento de orgulho muito forte, a simples idéia de ser traído o deixa furioso, baixa sua frequência mais ainda, e esses seres se conectam mais facilmente a ele e se alimentam dessas energias densas. Retiramos esses três.
     Após os médiuns capataram uma vida onde o consulente fora traído pela sua mulher, foi 'lavar a honra' num duelo e acabou morto. Esta vida deixou uma forte impressão no seu psiquismo e os efeitos ainda se fazem sentir na encarnação atual.
     Tbm junto dele, em outra frequência, havia uma 'gira'. Incorporada, dizia que se comprazia em provocar no consulente o sentimento de ciúmes de suas namoradas. Disse que gostava dele de outra vida e que não iria deixá-lo. Um dos médiuns viu o momento em que ela o encontrou nesta vida. 
     A gira estava acompanhando sua 'médium', que estava numa praia onde tinha muita música e bebida, e o consulente esetava no mesmo local, a gira o identificou e passou então a ficar ao lado dele.       Captamos essa vida onde haviam se conhecido e vimos que ela era então uma mulher casada e que o consulente era seu amante, ela usava vestidos com armação e espartilho, algo não muito recente.
     Naquela existência o caso deles ia bem até o marido da 'gira' mudar-se para outra cidade, o consulente acreditva que a amante abandonaria o marido para ficar com ele mas isso não aconteceu. Indignado, ele procurou uma feiticeira e mandou fazer um trabalho para que eles ficassem juntos pra sempre, tendo acordado com ela inclusive que o feitço deveria ser 'reforçado' constantemente, mesmo depois que ela (a feiticeira) estivesse morta. 
     De fato um dos médiuns viu os materiais usados no feitiço, dois bonequinhos de pano tipo vodu, e o trabalho ainda estava ativo, um caso de arquepadia (um feitiço antigo que ainda encontra-se atuante várias vidas depois, mesmo as partes tendo reencarando e não lembrarem que o feitiço foi feito).
     Enquanto isto era visto e tendo eu pedido ao médium para queimar o trabalho, a feiticeira que havia feito o trabalho já se encontrava presente e, incorporada, conversamos. Ela disse que o rapaz lhe pagara muito bem, e frisou bem esse 'ter pago muito bem', para que ela fizesse um feitiço de amarração, para que a mulher lhe pertencesse 'para sempre', e que ela cumpria seus acordos e que mesmo depois de morta continuava reforçando o feitiço. 
      Argumentamos com ela que agora o consulente não desejava mais isso e ela concordou em desmanchar o feitiço, mas queria exigir algum pagamento para desfazer. Já tínhamos desmanchado o feitiço mas conversei um pouco com a feiticeira e 'negociei' com ela o desmanche, disse que ela tinha prejudicado muita gente com seus feitços e ela retrucou dizendo que só fazia feitiços para o amor. 
     Emiti então um comando mental e puxei para perto dela todas a pessoas que ela tinha prejudicado com sua feitiçaria e a quantidade que apareceu era muito grande, até famílias inteiras ela tinha destruído com sua magia negra. Disse a ela então que o pagamento para ela deixar de lado o feitiço contratado pelo consulente seria eu não deixar ela na mão de seus cobradores e que ela deveria ficar bem quietinha e seguir com nossa equipe espiritual, juntamente com suas vítimas de outrora, que aproveitamos para resgatar e que evitariam a ela muitos dissabores futuros. Foi sem reclamar.
     A gira concordou em deixar o consulente com a condição de que ele não a procurasse mais, e caso isso viesse a ocorrer (ele a procurar em desdobramento) ela foi autorizada a ficar com ele. Uma das médiuns viu outro espírito feminino junto do consulente, ela acariciava os cabelos dele e dizia que ele lhe pertencia. 
   Já fora mãe dele em uma vida passada, onde nutria um amor mais do que fraternal, era apaixonada pelo filho e parece que chegaram inclusive a se relacionar sexualmente naquela existência. Em outra vida tbm estiveram juntos, sendo ela uma poderosa feiticeira e o consulente seu aprendiz, e era muito aplicado aliás. Essa teve sua mente apagada e foi levada pela equipe espiritual.
     No caso da gira, como o consulente havia intencionalmente contratado um feitiço para que ela ficasse 'para sempre' ligada a ele, não quizemos obrigá-la a sair de perto dele, apenas negociamos com ela que se afastasse dele por algum tempo, mas deixamos em aberto que, caso ele a procurasse, ela estava livre para voltar a acompanhá-lo.
     Tbm observamos que o consulente estava com muita energia concentrada no chacra básico, na parte posterior do laríngeo havia muita energia negra, e os demais chacras estavam desvitalizados. Promovemos um reequilíbrio energético em seus plexos energéticos. 
   O consulente ainda foi advertido a ter muito cuidado com o seu desenvolvimento mediúnico, pois tem tendência a se sentir 'estrela', a se achar muito importante por conta da faculdade mediúnica, se sentindo 'especial', e essa egolatria pode ser a causa de sua queda. É muito importante para o médiun cultivar a humildade e ter a consciência de que a faculdade que lhe foi outorgada é para auxílio dos seus irmãos sofredores.


Gelson Celistre.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Laboratórios abismais

Duas das médiuns captaram uma frequência onde deveria ocorrer um resgate, uma delas principiou vendo o capim alto de um vasto campo sacudindo-se ao vento, e logo outra vislumbrou nesse campo uma choupana. Dentro dela, dançando sobre uma mesa, havia uma mulher com um traje vermelho meio transparente. Incorporada, ela alegou que precisava se apresentar assim para conseguir energia (era de uma classe de espíritos que comumente se encontram em terreiros e similares, chamados de 'giras'), mas sua história era algo dramática e ela se encontrava ligada a um passado de dor e sofrimento.


Fora casada com um homem bruto e ignorante, muito ciumento, que acreditava que ela o traía. Ela e o marido moravam em um local um pouco afastado, onde mantinham um armazém. O auge do ciúme do marido ocorreu quando sua esposa atendeu no armazém um jovem com o qual seu marido imaginou que ela estivesse tendo um caso. Tomado de uma cólera irascível, ele a matou friamente. Sua mente perturbada acreditava que o casal de filhos deles, crianças ainda, não seriam de sua paternidade e resolveu matá-los tbm. Matou o menino mas antes de conseguir matar a menina uma senhora que cuidava das crianças para eles fugiu com ela. Este espírito perturbado do marido morreu naquele local, em sua casa, esperando que a filha voltasse para ele a matar.
Tentamos dialogar com este ser incorporado em uma das médiuns mas era uma criatura demasiado embrutecida e em sua mente o único pensamento que ele tinha era de que a esposa era uma 'cobra' e que quando se mata a cobra tem que se matar os filhotes todos no ninho. Foi adormecido e encaminhado para tratamento. Estes fatos ocorreram por volta do ano 1413.
Enquanto visualizava esta situação, uma das médiuns viu na tal choupana dois seres pequenos, meio homens meio animais, à semelhança de centauros, só que com chifres na cabeça. Eles apareceram na casa e depois correram para o campo e sumiram numa floresta.
Enauqnto isso outra das médiuns sentia suas pernas pesadas e percebemos que haviam colocado nelas umas correntes. A finalidade era impedi-la de chegar ao local onde estava programado um resgate coletivo de vários seres, em um laboratório na região abismal onde se faziam experiências de transplantes de órgãos envolvendo seres humanos e animais. Os seres que a outra médium havia visto tinham 'invadido' a frequência do outro atendimento para tentar nos avisar sobre os laboratórios.
Libertamos a médium de suas amarras e ela foi conduzida à um local no fundo de enorme desfiladeiro escuro, e encontrou um laboratório numa caverna, com equipamentos como se fosse da época medieval, de alquimistas. Foram libertados seres meio humanos meio animais que eram cobaias dessas experiências macabras e alguns eram verdadeiras aberrações, como seres com um olho apenas no meio da testa, outros com olhos atras da cabeça, um outro com uma mão saindo da testa, etc.
Intuímos que havia mais coisa e pedimos que ela vasculhasse o local e então ela percebeu nas proximidades, mais adentro daquele desfiladeiro escuro, um outro laboratório, este com equipamentos tecnologicamente mais atualizados em relação a que temos aqui na dimensão física. Resgatamos mais uma grande quantidade de seres que foram vítimas dessas experiências. Os cientistas que operavam ali conseguiram se evadir quando perceberam a aproximação da médium e no local deixaram apenas um ser, um trabalhador menos importante de sua organização, que teve a mente apagada por eles mesmos para que não pudéssemos retirar dele alguma informação.


Gelson Celistre

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pacto de sangue

    Atendemos um casal cuja mulher é 'mãe-de-santo' de culto de nação há décadas, sendo que o marido tbm é da mesma religião. Nos procuraram pq queriam saber pq vivem brigando mas não conseguem se separar (já devem estar na casa dos 60 anos). No ambiente, fora duas entidades 'guardiãs' que vieram com o casal (um 'exu' e uma 'gira' - quiumbas) havia ligado a eles vários espíritos sofredores acorrentados e uma 'feiticeira', além de um outro ser que fora irmã do homem em vida passada.

     A história desse grupo é a seguinte. Em vida passada os dois pertenciam a famílias de classes sociais diferentes, o rapaz de família extremamente pobre e a moça de família muito rica. A família do rapaz era tão pobre que a mãe dele fazia 'sopa' com grama e pregos 'cor de laranja' para eles não morrerem de fome. O espírito da menina nos relatou através da psicofonia de uma das médiuns o seguinte: que a mãe dela criou uma 'brincadeira' para ela que consistia em fingir que aquilo que comiam não era capim e pregos e sim sopa de galinha, sendo os tais pregos as coxas.
     Bem, o pai da moça era contra a união dos dois e eles, temerários de não conseguirem ficar juntos, procuraram uma feiticeira, a fim de fazerem um feitiço, um pacto, que os mantivesse unidos 'por toda a eternidade'. A feiticeira concordou e organizou um ritual onde eles fizeram sexo e 'misturaram seu sangue'. A menina, então com a idade de 5 anos, acabou presenciando o ritual e, para que ninguem soubesse, seu irmão a fez prometer que não contaria a sua mãe, invocando a 'brincadeira' que a mãe ensinara à menina, dizendo que ela deveria 'fazer de conta' que o que vira era outra coisa.
     A menina ficou meio perturbada com o que presenciara mas como prometeu ao irmão não contar nada para a mãe, resolveu contar ao pai da moça. O que se sucedeu depois foi que o pai da moça mandou matar toda a família do rapaz. Ele foi enforcado e essa menina degolada. Ela disse que ele estava pendurado 'dormindo' numa árvore. A situação estava embaralhada na mente dela e a fizemos lembrar um pouco dos fatos para clarear. A moça a acusava de ter matado o irmão mas ela não entendia bem pq achava que ele estava pendurado dormindo. O que ela 'lembrava' é que depois que viu o irmão pendurado e a moça a acusou ela saiu correndo pelo campo arrancando os próprios cabelos, na verdade provavelmente já estava 'morta' quando isso ocorreu.
     Ainda tem uma outra faceta dessa história que é o pagamento pelo tal pacto, que deveria seria o primogênito do casal. O primeiro filho deles deveria ser entreque à feiticeira. A princípio imaginamos que o mesmo seria sacrificado para algum ser trevoso mas a situação era bem mais complexa. Um dos seres trevosos que auxiliava a tal feiticeira no astral queria reencarnar e o ritual que ela montou era justamente para que este ser viesse a habitar no filho do casal. Como naquela oportunidade ela não conseguiu ter o filho pq foi abortado, provavelmente por ordem do pai, aquele grupo intentou novamente promover a reencarnação do 'ser trevoso' num dos filhos que essa mulher teve nessa vida mas, como da outra vez, ocorreu um aborto (dessa vez creio que por iniciativa dela mesma) e o ser não pode 'nascer'.
     Ainda apareceu o 'pai da moça' esbravejando se teria que 'matar ele novamente' mas conversamos com ele e por que por fim acabou aceitando se 'regenerar'. O desfecho foi o seguinte: a menina socorrida, o pai da moça doutrinado e vários outros seres que estavam ligados ao casal aprisionados e em sofrimento libertados e resgatados. A tal feiticeira foi solta e o casal saiu, acompanhado da 'dupla' que veio com eles, sabendo o motivo de suas desavenças, e tendo sido orientados a um perdoar o outro a fim de tentarem viver melhor.
     É um casal que já nasceu bastante 'endividado' carmicamente e que está agravando sua situação pela prática de atos de magia negra, ainda ligados a entidades trevosas. Não tem muito o que fazer por eles e nesse caso, como na maioria, os maiores beneficiados são as entidades desencarnadas ligadas a eles.

Gelson Celistre

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um 'terreiro' de Candomblé no astral

     No atendimento de uma consulente mulher, que nos procurou por problemas diversos, logo se apresentou uma entidade feminina que vamos chamar de 'gira' dançando ao redor dela. A consulente vê vultos e escuta vozes em casa, mas prefere achar que se trata de 'coisa da sua cabeça' ao invés de estudar o assunto, pois se o fizesse perceberia logo que se trata de sintomas de mediunidade. A tal gira disse que ela tinha 'demorado' pois já a estava chamando para trabalhar com ela há muito tempo. Conversando com este espírito não notamos a 'maldade' que geralmente demonstram as entidades ligadas a terreiros de baixa qualidade, onde se negocia com a espiritualidade favores diversos, desde trazer a pessoa amada de volta até a morte de inimigos. A entidade queria trabalhar mesmo e achava que agia corretamente.


      Nos aprofundando mais na situação, percebemos que sobre a região geográfica da casa da consulente, na dimensão astral, havia um terreiro montado e com vários entidades do Candomblé, inclusive um sujeito tocando tambor. Era uma terreira completa. Ao averiguarmos a situação foi visto a mãe da consulente, que ainda é encarnada, atuando nesse sítio vibratório, na realidade fora ela, em desdobramento inconsciente, quem reuniu aquele grupo de espíritos, que faziam parte de um terreiro de Candomblé do qual ela fora a yialorixá (mãe de santo) em uma vida passada po volta de 1830, na Bahia provavelmente.

     O que ocorreu naquela existência é que ela perdeu o rumo e começou a fazer sacrifícios humanos. Os demais membros do terreiro descobriram e abafaram a situação, mas a destituíram do cargo de chefe do terreiro, tendo sido desginada como nova yialorixá a mulher que nesta vida é sua filha, a consulente que estávamos atendendo. Ela saiu jurando vingança e hoje, quase duzentos anos depois, estava orquestrando essa vingança contra sua atual filha.

     Segundo a consulente, ela e a mãe nunca se deram bem e brigam até hoje. Convivem muito próximas uma da outra pois a mãe da consulente mora numa casa nos fundos de seu terreno, juntamente com um filho que é alcoólatra, irmão da consulente. A idéia da mãe da consulente era fazer com que sua filha começasse a trabalhar com esse povo para depois lhe 'roubar' o cargo, assim como na cabeça dela a outra fez naquela vida passada. O irmão alcóoolatra da consulente naquela existência era amante de sua atual mãe e tbm não gostou do acontecido, pois ela perdeu o poder que tinha do qual ele tbm se beneficiava.
Nenhum daqueles espíritos me pareceu ter má itenção, me pareceram apenas ignorantes.

     Pedi a uma das médiuns que contactasse a equipe espiritual para que alguma entidade da egrégora da Umbanda que trabalha conosco, que tem maior proximidade ideológica com o Candomblé, fosse solicitada a se manifestar a fim de orientar sobre o que fazer com aquele pessoal. Apareceu um preto-velho que se encarregou de orientá-los, nos informando que iria encontrar um terreiro para eles trabalharem. A gira saiu meio decepcionada pois queria muito trabalhar com a consulente, como já o fizera em outras vidas, inclusive naquela onde ela foi yialorixá, mas entendeu que teria que ir com os demais para outro local. Quanto à consulente, foi bem alertada de que possui mediunidade e que precisa se estudar e se educar para cumprir esse mandato.


GELSON CELISTRE