quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O velho xamã

Em determinado momento da reunião os médiuns viram que ao nosso redor havia um círculo de fogo e na frente de cada um uma estrela desenhada no chão, um pouco mais distante um outro círculo nos rodeava, mas este era formado por vários espíritos sentados no chão entoando cânticos. Ao nosso redor um velho xamã dançava enquanto proferia ladainhas e sinais cabalísticos.


Provavelmente muitos grupos se seus médiuns, através da vidência, percebessem essa movimentação no astral ao redor deles, pensariam que o velho xamã é um espírito 'guia' ou 'mentor', que estaria ali para protegê-los e orientá-los. Entretanto, como já estamos acostumados com esse tipo de estratagema, não nos iludimos com essas demonstrações exóticas. Promovemos logo a incorporação do velho xamã e o interrogamos à cerca de suas mandingas, antes é claro apagamos o fogo, destruímos as estrelas desenhadas e prendemos o séquito de espíritos que entoava os cânticos.

A grande maioria desses seres se perde por conta da arrogância. Se imaginam possuidores de grandes poderes e crêem que vão nos amedrontrar com rituais exóticos, formas monstruosas, etc. Um fato interessante é que apesar de o ambiente astralino ser um só ele abriga inúmeras frequências diferentes e muitos seres, embora estejam em faixas vibratórias baixas, parecem não se inter-comunicar ou não saber o que se passa em outras frequências.

O xamã quando questionado se tinha algo de pessoal contra nós ou se sua relação conosco era apenas 'profissional', afirmou que se tratava das duas coisas. Inicialmente ele disse que fora designado para trabalhar conosco e que nós não estávamos permitindo, mas no fundo ele foi enviado para perturbar, como sempre, mas enquanto eu conversava com ele os médiuns já iam invadindo os locais onde este ser habitava e efetuando resgates de seres aprisionados.

Eu já ia despachá-lo quando a médium que estava dando passagem sentiu que tinha mais alguma coisa a ser descoberta e então eu o interroguei mais um pouco, um outro médium percebeu uma mulher encarnada, desdobrada, perto do velho xamã e a coisa foi sendo mostrada ao médium. Numa vida passada bastante antiga essa mulher, que se encontrava ali em desdobramento inconsciente, teve dois filhos, gêmeos, e um feiticeiro disse que era preciso separá-los pois juntos seriam muito fortes.

Provavelmente essa mulher e seu marido detinham algum cargo de poder e o vaticínio de que eles seriam 'muito fortes' juntos deve ter tido uma entonação de ameaça à posição dos pais. Pelo jeito o tal feiticeiro tinha muita influência, pelo menos junto ao pai das crianças, pois seu conselho foi seguido à risca e os gêmeos foram separados ao nascer e criados em países diferentes. Um na região da Arábia e outro na Índia. A mãe das crianças não gostou nada disso e até os dias atuais carrega um ódio muito forte pelo tal feiticeiro que lhe separou de um dos seus filhos.

O velho xamã era um dos gêmeos, o que foi criado por ela, e atualmente, nesta vida, o outro gêmeo é filho desta mulher. O feiticeiro que os separou era eu naquela existência, daí o fato do xamã ter dito que sua ação contra nós era tanto profissional como pessoal. O meio dele se infiltrar foi pq na vida atual a mãe dos gêmeos é uma médium que já pertenceu ao nosso grupo de apometria. O velho xamã teve sua mente apagada e foi levado pela nossa equipe espiritual. Quanto à mulher desdobrada, que estava com muito ódio, tbm apagamos de sua mente a lembrança daquela vida passada e a enviamos de volta ao seu corpo físico.
Abraço.

Gelson Celistre.

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