terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Visões do umbral

    Hoje resgatamos quatro pessoas de uma mesma família que morreram uma no final do mês passados e as demais uma em 1997, outra no ano 2000 e outra em 2013. Pessoas normais que poderiam ser nossos pais ou tios.

    A que estava num local menos pior estava entre pessoas que pareciam zumbis vagando, se arrastando, com roupas esfarrapadas e com partes dos corpos faltando, deformadas. Ela morreu há cerca de 20 anos e estava muito revoltada por estar ali, pois era uma boa pessoa, chorava muito, estava em grande sofrimento e sentia ânsia de vômito o tempo todo, chegando a passar isso para a médium que a recebeu.
    Disse a ela que sua filha havia solicitado o resgate dela e ela ficou aliviada, mas acreditava que ainda era possível voltar aquela vida que tinha, como se não tivesse de fato morrido, disse que algumas pessoas voltam, que não chegam a morrer, não tinha noção de que se passaram quase 20 anos de sua morte. Colocamos ela para dormir e a encaminhamos para o hospital. No local onde ela estava resgatamos cerca de 400 espíritos, os que pareciam zumbis.
    A outra pessoa que resgatamos estava num lixão semelhante ao que relatamos no post de 18/6/2020 intitulado Lixo hospitalar espiritual, mas de proporções muito maiores.
    Essa pessoa estava no meio de uma pilha de corpos amontoados de mais de 500.000 espíritos, uma montanha de corpos empilhados, de pessoas que morreram em hospitais com dificuldades de locomoção e que acabaram se aglomerando nesse local devido a densidade de seus corpos e a incapacidade de se locomover.
    Esses espíritos comumente são usados em trabalhos de magia negra ou obsessão, usados como encosto para baixar a vibração das pessoas e lhes passar doenças. A mulher que fomos resgatar sabia que estava nesse local, mas não sabia o que fazer e não tinha forças para sair dali, nem para se mexer, só abria e fechava os olhos de vez em quando. Nós a resgatamos e a levamos para um hospital de campanha que foi montado num platô numa região uma pouco acima de onde estavam e para onde nossa equipe espiritual levou os espíritos que estavam amontoados ali, para um trabalho de triagem e resgate que ainda está em andamento.
    Os outros dois resgatados, um casal, morreram o homem em 1997 e a mulher no final do mês passado e ambos estavam numa mesma região do umbral. Ambos estavam caídos no chão, na borda de um buraco que parecia um funil, ele era largo em cima e ia se afunilando, sendo que no fundo desse funil havia uma  espécie de peneira, uma tela parecida com teia de aranha, e abaixo um complexo de cavernas enormes.
    Esses buracos afunilados eram muito grandes em relação ao tamanho de uma pessoa. Uma comparação aproximada seria pegar uma garrafa pet de refrigerantes de dois litros, cortar ao meio, e usando o gargalo como funil colocar na borda uma formiguinha, daquelas bem miudinhas.
    A princípio pela descrição do médium pensamos se tratar de um vale com várias montanhas ao redor, mas depois descobrimos que esses buracos eram feitos por insetos gigantes, parecidos com um louva-a-deus. eles cavam esses buracos como armadilhas, e a terra que sai dos buracos é o que pensamos que eram as montanhas.
    Esses insetos se alimentam das pessoas que caem nos buracos, pessoas com corpo astral denso que acabam sendo atraídos para regiões densas do umbral onde eles vivem. Eles literalmente comem os espíritos que caem nesses buracos, devoram seu corpo astral e cagam os ovóides. 
    Imagine um louva-a-deus com uns 4 metros de altura e uns 12 de comprimento. Esse é o tamanho desses insetos. Pensei se tratar de humanos metamorfoseados, mas nossa equipe nos informou que eles são insetos mesmo e são naturais da dimensão astral, e por mais chocante que possa parecer eles fazem parte do ecossistema umbralino, motivo pelo qual apenas os deixamos em suspensão para retirar os espíritos que estavam prestes a cair no funil, como o casal que estávamos resgatando.
    Após o resgate dos espíritos que ainda não haviam sido devorados, que eram em torno de 700, em vários desses buracos, foi iniciado o recolhimento dos ovóides, cerca de um milhão, que foram devorados ao longo de milhares de anos por 70 desses insetos gigantes.
       Nenhum de nós está livre de parar em locais como esses, por isso precisamos procurar nos melhorar a cada dia.

Gelson Celistre     


3 comentários:

  1. Esses relatos de pessoas comuns, que não são criminosas, irem parar nesses lugares horrendos é sssustador. Vc explica que é devido a vidas passadas negativas anteriores Á atual. Mas nesse caso parece que ninguém tem salvação mesmo sendo bom, pois todos fomos ruins antes. Em seu trabalho nunca foram achadas pessoas que foram para as colônias e estão bem? Parece que ninguém merece estar nelas, só quando alguma equipe resgata. É muito desanimador e diferente do que o Espiritismo ensina

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    1. Na literatura espirita é comum ler que a densidade do perispírito é função do que nós pensamos, fazemos e sentimos.
      A chave da sua resposta esta no sentimento dela. Ela estava "muito revoltada" e esse sentimento é compatível com a zona umbralina.
      A pessoa pode até ser "boa" na sua visão e na visão dos outros mas se tiver pensamentos densos será atraído para essas regiões. Tem vários livros na literatura espirita, por exemplo, de pessoas que foram boas mas que por se sentirem enganadas, traídas ou mortas sintonizam-se com a raiva ou com a vingança e vão ou sintonizam com espíritos do Umbral.

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    2. Nosso trabalho é justamente resgatar quem precisa, se o espírito está bem numa colônia não há porque irmos atrás dele, mas repito, a grande maioria não vai para colônia nenhuma, pelo menos não para uma colônia boa. Acrescento que a densidade do perispírito é resultado de todas as vidas que o espírito teve e não apenas do estado vibracional dele, ou seja, mesmo que ele se sinta ótimo e esteja com uma vibração boa, se ele já tem um peso específico alto que tras do passado vai parar num local como esses que eu cito.

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