segunda-feira, 16 de março de 2020

Escola de modelos matrimoniais

      Nem só de seres das trevas vive a apometria, também nos deparamos com situações no astral no mínimo curiosas. Num atendimento onde a consulente está morando nos EUA, acabamos conversando com a diretora de uma escola de preparação para o matrimônio que remonta à época da colonização daquele país.



      Apesar de todas as conquistas que as mulheres obtiveram no decorrer da história com o feminismo, muitas mulheres ainda possuem aspirações tradicionais e têm como objetivo encontrar um marido com uma boa situação financeira que satisfaça suas necessidades sem que ela precise trabalhar, querem viver o sonho de princesa, e para estas existem no astral escolas criadas com esse fim.
     A diretora dessa escola dos EUA pediu para ser chamada de Madame G, uma mulher alta, magra, loira, pelo muito branca, muito elegante, vestindo um conjunto de terninho com saia um pouco acima do joelho, com cerca de 45 anos. Ela veio para os EUA com os primeiros imigrantes e no astral foi das primeiras turmas de formandas.
    A finalidade dessa escola elitista é educar os espíritos femininos das famílias tradicionais para que sejam boas esposas de homens também de famílias tradicionais, com poder econômico principalmente, para evitar que aventureiras, mulheres interesseiras sem uma origem mais nobre, sem linhagem, roubem os lugares que de direito seriam dessas mulheres de famílias tradicionais.
     Madame G afirma ser uma guardiã dos valores da verdadeira família americana e foi uma esposa exemplar, tanto que quando morreu foi trabalhar na escola e atualmente é a diretora. Ela nos disse que não permitem que seus homens casem com qualquer uma, fazendo alusão à nossa consulente que é uma estrangeira naquele país e tem um relacionamento com um homem norte-americano.
     A última encarnação da Madame G foi nos anos 50 e segundo ela seu marido era um trabalhador valoroso. Na verdade era um trabalhador de classe baixa, um operário, pois ela não conseguiu renascer numa família rica, tradicional. Vimos que se trata de uma instituição racista inclusive, pois só aceita mulheres brancas, mas a Madame G por conta de seu karma já nasceu como uma escrava negra e trabalhava numa fazenda de algodão no sul dos EUA.
    Madame G nos disse que a escola prepara mulheres para o matrimônio, lhes ensina a se comportar e a agradar o marido, etiqueta social, e até como se relacionar sexualmente, tudo para que a esposa atenda as expectativas do marido. Nossa consulente acabou parando nessa escola nos EUA porque quando morou aqui no Brasil fez parte de uma escola similar que existia aqui, mais especificamente aqui na região sul, e a aceitaram lá como se fosse uma transferência, e a estavam avaliando.
     Escola Gaúcha de Modelos Matrimoniais, esse era o nome da escola aqui do Brasil onde nossa consulente foi aluna, cuja diretora, Madame Celeste, não foi muito feliz em sua última passagem aqui na Terra, que foi nos anos 70. Ela era casada com um homem rico, mas era muito ambiciosa e se interessou por outro mais rico e importante que seu marido, teve um caso com esse homem, o marido descobriu e a matou com um tiro no peito, ela tinha 35 anos na ocasião.
     Conversando com ela nos disse que a escola gaúcha atende o país todo e é muito procurada. Atualmente conta com cerca de 1200 alunas matriculadas e citou vários nomes de esposas de políticos e celebridades, inclusive de modelos, que passaram por sua escola, que se estruturou com a chegada dos primeiros imigrantes europeus. 
    Vimos que essa escola, apesar de cultivar os valores da família tradicional, também forma prostitutas de luxo e sugar babys, pois as alunas que querem ascender socialmente mas que não possuem pedigree são ensinadas a tentar outro caminho para atingir seus objetivos.
    Madame Celeste nos disse que tem uma outra escola, sem a tradição da escola dela, que se formou no nordeste do país, criada por uma ex-aluna da escola gaúcha que era nordestina. 
    E lá fomos nós conversar com a diretora dessa outra escola, que fica no astral de Pernambuco e se chama Filomena, Madame Filó para os íntimos, e que nos disse que criou essa escola devido ao preconceito, pois a escola gaúcha não aceita muitas alunas do nordeste. Essa escola é mesmo bem pequena, estava apenas 45 alunas matriculadas, mas porque também é elitista e não aceita qualquer uma, só mulheres de famílias tradicionais do nordeste. Madame Filó tinha pouco mais de 50 anos quando morreu num acidente de carro e seu marido era um político importante no nordeste. O espírito do marido inclusive trabalha com ela na escola.
      Essas escolas refletem as aspirações de muitas mulheres aqui no físico e é por este motivo que existem no astral. Não estamos afirmando que todas as mulheres possuem essas aspirações e nem que as que possuem essas aspirações estão erradas, apenas estamos relatando algo que existe no astral para conhecimento de nossos leitores.

Gelson Celistre
         




2 comentários:

  1. Como as alunas pagam por este curso?

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  2. Inicialmente com sua energia para manter os desencarnados que trabalham na escola e depois prestando algum serviço para esses espíritos, se tornam parte de uma rede de prestação de favores.

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