quinta-feira, 17 de junho de 2010

O entendimento

Muitas pessoas nos procuram afirmando que querem 'entender' pq passarm por determinadas situações em suas vidas, geralmente pq no íntimo se sentem injustiçadas pela vida. Para quem não tem um conhecimento bem claro sobre reencarnação realmente fica difícil de encontrar explicação para certas coisas pelas quais passa em sua existência. É comum tbm observarmos o constrangimento dos consulentes quando os médiuns começam a ver o que a pessoa já fez no passado, ou quando algum deles incorpora um ser que conviveu com o consulente em vida pretérita e descreve alguma atrocidade cometida ou uma ação menos nobre.
É interessante como em alguns casos as ações cometidas em vidas passadas, agora retornando a nós por conta da lei do retorno, se mostram com uma justeza límpida, quase como se os sofrimentos da vida atual fossem um reflexo dos sofrimentos inflingidos por nós a outros no passado. No atendimento que passo a relatar, tivemos um situação dessas.
Mulher, 53 anos, com fortes dores nas articulações, diagnóstico médico de um tipo de artrite/reumatismo mais comum em homens segundo o médico a informara, separada há 7 anos, três filhas, o problema surgiu depois da separação. Observemos que o fato 'separação', analisado dentro do conjunto de fatos da vida da consulente, já nos dá uma idéia no estado emocional da consulente. Embora afirmando que não tinha nenhuma mágoa do marido que a largou, nosso conhecimento da natureza humana nos dizia que no íntimo ainda havia muitos sentimentos negativos associados a esse fato, o que inclusive depois foi percebido pelos médiuns tbm. A consulente queria 'entender' o pq dessa situação que teve que passar na sua vida (separação conjugal), o pq de ter essa doença que lhe causa tantas dores (doença) e tbm o pq de ter uma irmã que a 'odeia', declaradamente (relacionamento familiar). Resumindo estes eram os três 'problemas' que a atormentavam.

Logo que sintonziram com a consulente, depois dela relatar os problemas que queria 'entender', a irmã (que é viva) se manifestou em desdobramento (inconsciente), incorporada em uma das médiuns, e afirmou que estava muito feliz, se sentindo realizada pela irmã estar sofrendo e 'sozinha'. Relatou que em vida passada ambas já foram irmãs e que a consulente, que já era casada, tinha muito ciúmes de seu marido, e cismou que ela (a irmã) tinha algum envolvimento com seu marido. Para resolver a situação a consulente, naquela vida, matou a própria irmã. Para que ninguém descobrisse seu crime, ela simulou o suicídio da irmã. Pegou um revólver e colocou na mão da irmã que, quando foi encontrada morta com um tiro na cabeça, ela ainda disse a todos que ela se matara por estar apaixonada por seu marido. Esse fato explica o ódio da irmã por ela. Já foi descoberta a causa de um dos problemas, o relacionamento familiar. O tratamento neste caso foi apagarmos a memória inconsciente ativa da irmã da consulente e devolvê-la ao seu corpo, pois não temos como evitar que uma não goste da outra. Se nem o destino, fazendo-as nascer como irmãs novamente, conseguiu amenizar os sentimentos entre ambas, não vai ser num estalo de dedos que conseguiremos. Um pouco é amenizado pq o estímulo emocional que vinha do 'passado' desaparece, mas o sentimento dificilmente irá sumir assim de repente. Só o amor, o perdão, a paciência, etc., resolvem essas questões.
Depois dessa, foi a vez de uma moça, essa desencarnada, incorporar se manifestando com dificuldade. Ela nos contou que numa vida anterior ela estudava em um internato onde a consulente, uma freira, era e a encarregada pelo local. Segundo a moça, a consulente não levava muito a sério seus votos de castidade e era apaixonada pelo padre que, a cada dois meses aproximadamente, ia até o local para tomar as confissões das moças e das religiosas que ali viviam e trabalhavam. Entretanto, o padre não cedeu às tentativas de sedução da consulente e esta, enraivecida e enciumada, imaginou que o padre devia estar 'envolvido' com alguma das moças e por isso a rejeitava.
Ela passou então a interrogar as moças, cada vez com mais rigidez, sobre um possível envolvimento com o padre, chegando ao cúmulo de quebar-lhes as articulações com golpes de martelo. Ante a perspectiva de ser denunciada por alguma delas, disse que mataria as meninas menores e como muitas moças tinham irmãs menores, que tbm estudavam nesse internato e já tendo a consulente inclusive assassinado uma delas para mostrar a uma das moças que não estava de brincadeira, todas se calavam e sofriam silenciosamente as sessões de tortura. Joelhos e tornozelos quebrados eram tidos à conta de quedas nas escadas, dedos e mãos quebradas a acidentes, etc. A situação parece absurda e inclusive questionei a moça que estava comentando o caso, bem como o tal padre que tbm se manifestou depois da moça e ele tbm disse nem desconfiar desses 'maus tratos' por parte da freira sua admiradora.
Bem, a consulente não conseguiu seduzir o padre e para se vingar dele, suicidou-se por enforcamento, simulando que havia sido morta pelo tal padre, que acabou sendo acusado pelo crime e sentenciado à prisão. Na dimensão astral ainda existia o tal internato e segundo as moças que resgatamos de lá nos informaram, a consulente costumava se desdobrar e ir lá perturbá-las ainda. Efetuamos o resgate das moças, cerca de 50, do padre, e destruímos o local. Mais um 'problema' desvendado, a doença. Devido aos atos de tortura que cometeu quebrando as articulações das moças com um martelo e as torturando inclusive psicologicamente, além do assassinato de uma das meninas, o retorno cármico das ações dela do passado a predispuseram a essa manifestação infecciosa nas juntas (artrite/reumatismo). Além é claro de estar em ressonância com os espíritos que habitavam o internato e que sofriam com essas mesmas dores, provocadas outrora por ela mesma.
Mas isso não foi tudo, ainda estava faltando o terceiro 'problema' a ser desvendado, a separação judicial. Desdobramos a consulente e pedimos que os médiuns observassem se havia algo no corpo astral dela e eles viram algo semelhantes a 'placas' entre as articulações do corpo da consulente. Verificando quem havia colocado esses objetos, descobrimos um ex-marido da consulente, de outra vida, e a queixa dele é que ela o abandonou para fugir com um 'pobretão', deixando-o sozinho para criar as três filhas que eles tinham. Disse que fazia tudo por ela, a cobriu de jóias, mas que mesmo assim ela o traiu vergonhosamente e fugiu com um miserável. Aí está a causa do terceiro problema, separaçaõ conjugal, no passado abandonou o marido com três filhas, agora foi abandonada com três filhas tbm.
Esse cidadão disse que essa existência onde ela o abandonou foi há cerca de 150 anos e que ele teve umas cinco encarnações depois disso até os dias atuais. Disse que 'encontrou' as moças e resolveu 'ajudá-las' a se vingar da ex-mulher. Numa delas segundo ele morreu ainda criança. Aproveitamos o estado de ânimo dele e nos oferecemos para localizar seus pais daquela existência (já estavam ali segundo os médiuns quando propus isso a ele) para ele 'ir' com alguém que o amava, ele aceitou prontamente e lembrou inclusive que em outra vida, eles haviam sido seus filhos. Retiramos os 'implantes', as placas, que ele tinha colocado nela e destruímos. Tbm fomos na casa dela e efetuamos uma limpeza energética.
Uma das médiuns percebeu que havia alguma coisa relacionada com 'macumba' e questionamos a consulente se ela já hvia frequentado algum 'terreiro', ao que ela negou, entretanto, instigada por nós, 'puxando' pela memória, ela lembrou que uma de suas filhas quando criança tivera uma doença que os médicos não conseguiam diagnosticar e ela, no desespero, foi levada por uma pessoa num local 'desses', onde acabou pagando um trabalho (envolvia sangue, morte de animal) para sua filha melhorar, uma 'troca de vida' como eles chamam. Descobrimos que foi nesse ocasião que ela foi 'ligada' com o internato, provavelmente pelo ex-marido, que era quem tinha algum conhecimento mais 'sinistro', potencializando as energias associadas ao internato para provocar o sofrimento da consulente.
As dores devem amenizar, mas o quanto deve ser proporcional ao que ela fez as moças sofrerem e do quanto já 'resgatou' desse karma. A consulente queria 'entender' os motivos de seu sofrimento e acabou descobrindo as causas, entretanto, o 'saber' apenas não resolve os problemas, é preciso que haja a consequente conscientização e a reforma íntima da pessoa, pois é preciso que nós nos modifiquemos. Muitas das situações aflitivas pelas quais passamos não tem uma solução, temos apenas que aceitar.
Abraço.

Gelson Celistre

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