sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Família

     Nesta época de final de ano é comum ocorrer um contato maior com a família, às vezes com parentes que não vemos muito seguido e também entre irmãos, pais e filhos, que por conta da correria do dia a dia, não se encontram com tanta frequência.  É comum também nessas festas de final de ano, onde todos procuram aparentar que sua família é perfeita e unida, onde todos se dão muito bem, se abrirem antigas feridas que procuramos ignorar ou fingir que não existem no resto do ano.

     Muitas pessoas, principalmente quem tem algum conhecimento sobre espiritismo, acreditam que os filhos escolhem os pais antes do nascimento, e que apesar de poder existir entre eles alguma desavença que precise ser superada, o sentimento maior que os une é o amor. Isso não é verdade. Embora os espíritos possam se atrair por laços amorosos, e isso ocorra eventualmente, a maior parte das ligações kármicas familiares ocorre por sentimentos negativos ou por uma salada de sentimentos  tão complexa que fica até difícil discernir o que predomina, se são sentimentos bons ou ruins.
    Isso ocorre porque ao longo de várias vidas nos encontrando, criamos sentimentos bons e ruins com um mesmo espírito, com o qual já tivemos um romance, já foi nosso irmão ou amigo, nosso pai ou mãe, nosso rival ou inimigo, etc. Então se pegarmos as relações de vidas passadas de duas pessoas, existe todo tipo de sentimento que pode haver entre o amor e o ódio.
     Também é fato que as pessoas que podemos magoar de maneira mais profunda são aquelas mais próximas de nós, então quando numa vida traímos ou enganamos um irmão, pai/mãe, amigo, os laços de ódio que se criam são muito fortes, porque existe muito sentimento entre essas pessoas. Um amigo trai o outro e o assassina, o traído/assassinado se torna inimigo e um obsessor em outra encarnação, onde acaba nascendo como filho do amigo que o traiu em outra vida. Isso é extremamente comum, um obsessor nascer como filho da pessoa que está obsidiando.
   Também é muito comum que duas mulheres que disputaram o mesmo homem nasçam como mãe e filha, sendo que o disputado é o marido/pai. Também ocorre o mesmo com dois homens que disputaram uma mesma mulher. Nesses casos os sentimentos envolvidos são muito complexos e o sentimento de maternidade/paternidade nem sempre é forte o suficiente para suplantar o sentimento das vidas anteriores. Por conta disso vemos casos bizarros onde pais estupram filhos ainda bebês, casos de pedofilia, abuso e maus tratos de toda espécie.
     Nosso karma mais forte é sempre com a família, pois são os laços emocionais mais fortes em nosso espírito e que fizeram com que nos aproximássemos, mas nem sempre são laços positivos, por isso nem sempre as relações familiares, entre pais e filhos e irmãos, são harmoniosas. Quando renascemos esquecemos dos fatos das vidas anteriores, mas não os sentimentos. 
     Se reencontramos uma pessoa com a qual já tivemos ligação em vida passada os sentimentos são os mesmos e vão se manifestar imediatamente, por isso as vezes a gente conhece alguém e simpatiza ou antipatiza com a pessoa sem mesmo ter tido qualquer contato. 
     Não podemos mudar os sentimentos que uma pessoa tem por outra, mas usando as técnicas apométricas conseguimos amenizar os sentimentos negativos oriundos de vidas passadas, fechando frequências abertas e alterando a memória mentoastral da pessoa. Uma das técnicas que utilizamos e que eu desenvolvi chamo de "final feliz" e consiste em fazer uma reorganização menmônica na pessoa em desdobramento, alterando os fatos de uma vida passada de modo a que essa frequência não envie energia negativa para a vida presente, e tem apresentado bons resultados.
     Muitas pessoas acreditam que nasceram com uma missão na vida e se olharmos pela ótica do karma que estamos resgatando, nossa missão é nossa família, pois são os espíritos com os quais temos a ligação mais forte nessa vida e se conseguirmos superar as desavenças certamente avançaremos muito em nossa evolução. 
     É fácil ser "evoluído" no centro espírita ou num templo religioso, onde as pessoas se comportam de uma maneira específica, estão ali para estudar, praticar a caridade ou louvar, mas a evolução real nós demonstramos é em nosso dia-a-dia, nas relações com espíritos desafetos de outras encarnações, que hoje podem ser nossos pais ou irmãos, onde temos que exercitar a tolerância, a paciência, o amor e a compaixão em meio ás tribulações. Demonstramos nossa evolução real é no trato com nossa família.

Gelson Celistre
      
     

3 comentários:

  1. Caramba, o texto é perfeito, e vinha falando disso havia uns 2 anos e meio com muita gente que me solicitava "conselhos". Numa outra ocasião, mês passado, um cara matou de propósito atropelando a cadelinha de uma dra amiga e falei pra ela perdoar esse desafeto, provavelmente inimigo de outras vidas q ressurgiu por ressonância energética, e se ela não fizesse esse exercício de perdoar, este poderia nascer um dia como filho, e ainda a provoquei dizendo, e esse filho de colo de hoje, e se fosse teu inimigo agora, já q o ama tanto, poderia ser uma coisa boa exercitar o q era um ódio do passado, um amor agora no presente em forma de filho, ela ainda respondeu "deus q me livre", e eu disse justamente isso, a espiritualidade não te livra mesmo!

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  2. Pois é.....familia é realmente um emaranhado de emoções conflitantes por parte de tds os membros. Alguns temos afinidade e empatia, ja outros, somos obrigados a suportar. Ja sabia dessa situação pois li muitos livros espiritas. Acho apenas pelo fato de sermos espiritualistas isso nos possibilita compreender melhor o pq de ocorreerm determinadas situações.

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