sábado, 21 de dezembro de 2019

Dr. Júlio

     Quem frequenta centro espírita kardecista não se surpreende com o espírito de um médico trabalhando no astral da casa, realmente é algo muito comum. Já num centro de umbanda não é comum pois as entidades geralmente são caboclos, pretos-velhos, exus, etc.

    Recentemente nos deparamos com o espírito de um médico, o Dr. Júlio, dirigindo os trabalhos de um centro de umbanda. Quando estava encarnado Dr. Júlio era um médico psiquiatra no estado de São Paulo e segundo nos contou frequentava eventualmente centros espíritas, tanto kardecistas como umbandistas, em busca de conhecimento para ajudar seus pacientes, pois percebia que as drogas que receitava não produziam os resultados desejados.

    Quando Dr. Júlio morreu ficou vagando por aqui e acabou indo a um centro de umbanda. Conforme nos informou, o local era uma bagunça onde cada  entidade fazia o que queria, não havia uma direção no astral do local, e ele resolveu "botar ordem na casa". 
     Dr. Júlio é um espírito aberto às novas tecnologias e recentemente recebeu uma proposta de um espírito de uma médica recém-falecida, coisa de 4 ou 5 anos, que era pesquisadora na área neurológica na Inglaterra. Ela queria continuar seus estudos e como ele tinha muita gente que frequentava o centro que podia ser cobaia, fizeram um acordo.
     A médica poderia utilizar os espíritos dos frequentadores da casa do jeito que quizesse, desde que eles continuassem frequentando a casa, que sempre voltassem. Dr. Júlio acreditava que iria adquirir muito conhecimento com a pesquisa dessa colega e que na próxima encarnação seria um médico famoso pois iria descobrir a cura pra vários transtornos mentais.
     Essa médica quando se manifestou já chegou com raiva porque sabia que eu iria acabar com a "pesquisa" dela, pois não era a primeira consulta dessa consulente e ela viu o que fizemos nos outros atendimentos. Meu TCC na graduação de Filosofia foi sobre bioética e fiz a ela algumas perguntas sobre os protocolos éticos que ela deveria usar nas pesquisas envolvendo pessoas, e ela reclamou do excesso de "leis' que ela tinha que seguir quando encarnada e que dificultavam seu trabalho. 
     Em resumo o que ela fazia era manter várias pessoas desdobradas presas num laboratório, pessoas que eram naturalmente alegres, e retirava deles energias de partes do cérebro que injetava em pessoas que estavam com depressão, que foi o caso da minha consulente. 
     Segundo ela as pesquisas ainda estão em fase inicial e ainda não havia conseguido eliminar os efeitos colaterais. Em quem recebia essa energia um dos efeitos colaterais é a dependência, ou seja, a pessoa tem que receber doses regulares dessa energia injetada regularmente. Nas pessoas de quem retiravam a energia um dos efeitos era justamente se sentirem depressivas, mas coforme a médica, como elas eram "naturalmente alegres", logo superavam isso.
     Informei a ela que não iria permitir que ela continuasse com esses experimentos, pois as pessoas eram usadas como cobaias sem seu consentimento, mas ofereci a ela a oportunidade de conversar com nossa equipe e talvez trabalhar com eles, de forma ética é claro, numa tentativa de direcionar seu desejo de conhecimento para alguma coisa útil. 
     Ela chorou muito porque queria continuar como estava, mas vão conversar com ela e provavelmente ela vai ajudar a desfazer os males que criou nas pessoas que ela "tratou" e nas que eram cobaias.
    As pessoas "alegres" mantidas como cobaias doadoras foram libertadas e nossa equipe espiritual ficou com ela no laboratório para verificar o que ela havia feito e como reverter isso.
     Quanto ao Dr. Júlio, ele também não demonstrou nenhum tipo de ética no trato com os frequentadores do centro, mas ainda quiz argumentar que estava fazendo o bem. Mostrei a ele o próprio futuro em decorrência do que ele estava fazendo e ele viu que nasceria com transtornos mentais e seria cobaia dos laboratórios farmacêuticos para remédios experimentais.
     As entidades que trabalhavam nesse centro de umbanda não tinham nenhuma conexão com a verdadeira umbanda, eram apenas espíritos desocupados e medíocres que, assim como o Dr. Júlio, estavam vagando e se encostaram ali, pois se sentiam importantes dando conselhos e ainda tiravam a energia dos frequentadores. Foram todos retirados.
     A falta de conhecimento e de método dos dirigentes no plano físico facilitam a ação desse tipo de entidades, pois agem apenas com base na fé e acreditam que por conta disso o centro está amparado por entidades do bem.
     A consulente que atendemos foi auxiliada de alguma forma, ela estava em depressão e atraiu espíritos afins, sendo que um deles, que em vida era morador de rua e até no astral vivia se arrastando, grudou nela e no centro ele foi retirado, mas como ele não melhorou mandaram ela se consultar com as entidades da "linha de esquerda" e quando ela passou com uma pomba-gira lhe aplicaram o tratamento experimental da médica inglesa.
     Ela melhorou de um dia pra o outro, porém, o custo disso ela nem tinha ideia, pois a energia que ela não estava produzindo foi retirada de outras pessoas e injetada nela, sendo que isso promoveu uma melhora repentina, mas apenas mascarou o problema sem resolvê-lo, além de gerar uma dependência nela de receber mais dessa energia, que era vampirizada de outras pessoas.
    Nem sempre uma melhora nos sintomas significa que o problema está sendo resolvido, em muitos casos, como nesse, a pessoa além de não resolver um problema ainda está gerando outros.

Gelson Celistre



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