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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Retaliação

     Ontem fiz um atendimento para uma mulher cuja reclamação era de que tudo sempre dá errado na vida dela e estava preocupada com sua saúde mental. Apesar dela achar que a culpa era de uma determinada pessoa, o que vimos é que ela estava sendo vampirizada por um bando de espíritos. O problema maior é que essa mulher tem mediunidade e incorpora Iansa na Umbanda, Maria Padilha das 7 Catacumbas na Quimbanda e é filha de Bará Agelu na Nação.

Exu Bará

    Além dessas três entidades com as quais trabalha ela tinha mais 15 espíritos pendurados nela a vampirizando, pois cada uma das três tinha mais 5 ligadas a ela e todas vivendo da energia dessa médium. A entidade que gerenciava o acesso das demais entidades à médium era o tal Exu Bará Agelu, que costuma ser representado como um adolescente maroto, mas esse no astral já era bem adulto.

    Como a mulher frequenta as religiões onde cultuam essas entidades e trabalha com elas espontaneamente, apesar de eu saber que todas a estavam vampirizando, retirei no atendimento apenas as 15 que ela desconhecia estarem com ela. Conversei com o tal Exu Bará e ele disse que a mulher tem compromissos com eles e tem que honrar.

    Aqui nos deparamos com uma situação muito comum, a pessoa em vida passada foi dono de escravos e na vida atual nasce com mediunidade, vai parar num terreiro e as entidades que se apresentam como seus guias são os escravos que ela explorou e maltratou naquela vida passada. Essa mulher que atendemos foi dona de escravos em uma vida passada e essas entidades todas que estavam com ela foram escravos dela. No passada ela os explorou e agora eles a exploram, simples assim, Lei do Karma.

    Mas enfim, como era a crença dela eu disse para o tal Exu Bará, para a Maria Padilha das 7 Catacumbas e para a Iansã dela que eu os deixaria em suspensão, ficariam presos até a mulher ler o relatório e me dizer se iria querer continuar conectada com essas entidades. Caso ela quisesse disse às entidades que as libertaria e não iria interferir em seus terreiros, mas que se ele não quisesse eu iria desconectá-la deles e eles seriam encaminhados para onde foram os outros espíritos que retirei dela, que é uma cidade no astral que foi criada para os negros que foram escravizados. 

    Hoje a mulher respondeu e disse que quer continuar trabalhando com as entidades dela, que já trabalha com essas entidades há muitos anos e quer continuar. Eu disse então que iria libertá-las e assim o fiz. Porém, algumas horas depois a médium que trabalhou comigo no atendimento levou uma picada no braço de uma mamangaba e eu fui ao supermercado no meu bairro e um carro bateu na traseira do meu. 

    Esses acontecimentos podiam não ter nenhuma relação com o caso em tela, mas minha intuição me alertou e resolvi verificar. Logo se manifestou o Exu Bará dizendo que ele ter ficado preso 24 horas foi uma humilhação. Eu lhe disse que na minha visão foi um ato de consideração com a médium que o recebe, dei a ela a oportunidade de continuar com eles mesmo sabendo a verdade, que não são entidades, que são escravos se vingando dela, e respeitei a decisão dela, libertei ele e as outras duas entidades sem interferir em seus terreiros.

    Porém, devido à retaliação desse Exu Bará, de atacar o médium e a mim, ele e as outras entidades tiveram a mente apagada e foram encaminhados para uma colônia no astral. Ligados a essas três entidades nos terreiros onde trabalhavam recolhemos cerca de 180 espíritos e em vidas passadas que eles foram escravos resgatamos em torno de 380, sendo que na vida onde a médium que os recebe era dona deles já havíamos resgatado 650.

    Tento ser o mais justo possível nos atendimentos, mas as vezes decidir o que fazer não é fácil pois as pessoas têm suas crenças e procuro respeitar, mas não falseio a verdade para agradar ninguém, o que foi visto é relatado. Apesar de saber que todas as entidades estavam vampirizando a mulher lhe revelei quem eram e lhe dei oportunidade de se libertar, ela não quis, seguiu sua fé o que é um direito dela, e poderia continuar trabalhando com essas entidades, mas como o Exu Bará não gostou de ter ficado preso por 24 horas agora ele nem sabe mais que era exu.

Gelson Celistre

8 comentários:

  1. E como funciona os guias de lei? Como você interpreta quel é mentor e qual é vampiro ? Se utilizam as mesmas nomenclaturas

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  2. Quando puxamos o espírito verificamos a ligação de passado dele com o médium e o modus operandi da entidade, assim identificamos as intenções do espírito.

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  3. Já fiz uma regressão com apometria e já fui escravo em uma vida passada, muito revoltado porque me judiavam muito. Hoje trabalho em uma terreira com um caboclo, um preto velho, um Exu e um médico kardecista. Me encontrei dentro da religião africana e espírita, mas lendo um pouco as últimas postagens do teu blog me interessei bastante em aprender tbm apometria. Como tu começou teus estudos? Não teve medo no início? Vejo pelos teus relatos que tu tem bastante antipatia com espíritos não tão esclarecidos.

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  4. Não tenho antipatia gratuita por nenhum espirito, mas trato cada um de acordo com seu grau evolutivo e como ele me trata. Recomendo a leitura dos livros do criador da técnica, o Dr. Lacerda, foi por onde comecei.

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  5. Caro Gelson, estou começando as leituras no teu blog e ainda preciso processar muita informação. Sempre gostei de espiritismo e de religiões de matriz africana, mas sempre busco conhecimento. Uma dúvida, este terreiro foi extinto? ou se refaz com outras entidades? obrigada

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    1. No astral nós retiramos todos os espíritos que atuavam nele, mas outros logo se aproximam dos médiuns e pai de santo e continuam operando.

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  6. Bom dia.
    Quando você diz que apagou a mente do Espirito, o que acontece de fato? É como dar um reset e o espírito volta ao estágio zero de evolução e vai reencarnar em um mineral ou vegetal e recomeçar toda a sua jornada evolutiva de milhões de anos?

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  7. Esse apagamento tecnicamente é uma realocação dessa memória numa camada do inconsciente onde ele não tem acesso no momento e por algum tempo. A memória é um patrimônio do espírito e nunca se perde, apenas o acesso a ela é que regulamos.

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