sexta-feira, 19 de abril de 2019

Os quatro ventos


     Atendimento de uma mulher com quatro frequências abertas, com as quais fizemos uma analogia aos quatro ventos da mitologia, cada um deles a influenciando em uma direção, deixando-a totalmente desnorteada.

Bóreas, o vento do norte

O pescador 

     A consulente em uma vida passada foi um pescador que vivia num casebre na beira de uma praia isolada. Sua esposa morreu ainda jovem e ficaram apenas os dois pescadores, pai e filho, por muitos anos. Mas a pesca não estava dando nem para a sobrevivência, então o filho já adulto saiu com o barco em busca de um local melhor para eles viverem e prometeu que voltaria para buscar o pai. Nunca mais voltou.


     O pai esperou por 17 anos a volta do filho, até morrer velho e doente. O filho morreu afogado quando uma tempestade atingiu seu barco no mar, mas seu velho pai criou uma mágoa e uma tristeza muito profunda dele por acreditar que ele o tinha abandonado à própria sorte.
Após sua morte o espírito do filho veio a seu encontro, mas a mágoa do velho era tão grande que ele não conseguia ver o filho, seu padrão energético estava muito baixo e o filho estava numa frequência mais alta.

     Esta frequência aberta estava provocando uma ressonância vibratória com o passado, a ponto de a consulente sonhar com a situação vivida por ela nessa outra vida, vejam o que ela relatou:

“Eu comecei a beber, estou ainda mais triste com um sonho que voltou que já tenho desde o início da vida, sonho num barraco improvisado de frente pra uma praia, passo horas ali, olhando esperando alguém vir... não aparece ninguém, no barraco não tem moveis... como se eu tivesse sido esquecida ali, mas é tão real, sinto que ali que tenho que ficar, esperando vim alguém ou algo pra da seguimento. Eu estou invadida por uma solidão sem fim... eu horas me escondo das pessoas, pq não quero mostrar como estou destruída, não sei pq tanto sentimento de solidão... de repente comecei ver que não dei certo em nenhum relacionamento seja como mãe, como filha, como irmã, como esposa, como casal, como amiga... talvez nem como colega. Que to fazendo nesse mundo! Solução é sair dele.”

     A consulente pelo que relatou já nasceu com essa frequência aberta, mas uma das filhas dela na vida atual é a reencarnação do filho que ela teve naquela vida e a energia desse espírito deve ter potencializado a sintonia da consulente com a frequência. É interessante observar que os sentimentos que ela relata oriundos do “sonho” recorrente que tem é o mesmo que ela tinha naquela vida como pescador. Ela relata também que teve depressão pós-parto após o nascimento dessa filha e passou a ouvir vozes, sente dores na nuca e tem ideias suicidas. Atualmente essa filha dela, que já é adolescente, foi diagnosticada com esquizofrenia.
Pintura de Tivadar foi feita em 1902

      Tal como Euro, o vento leste, o criador das tempestades, o velho pescador criou uma tempestade em um copo d'água, imaginando o pior de seu filho e criando uma enorme mágoa e ressentimento contra ele. Essa situação demonstra bem como somos vítimas de nós mesmos. O velho pescador deduziu que o filho o abandonara e passou a nutrir mágoa e ressentimentos contra ele, a ponto de não conseguir vê-lo, devido aos sentimentos negativos que criou. Poderia ter suposto que o filho morrera, coisa muito comum entre pescadores, mas devido ao seu sentimento negativo, pensou o pior. Fechamos a frequência apagando a mente dos dois, pai e filho, e destruímos a cabana que ainda existia no astral.



A bruxa

Encontramos também outra frequência aberta onde a consulente era uma jovem bruxa, muito bonita e encantadora, que atraía os homens para sua cabana na floresta, os dopava, e depois os jogava dentro de um poço profundo, onde definhavam até morrer,  tal como Bóreas, o vento norte, frio e violento. Depois de mortos ela aprisionava seus espíritos nas árvores da floresta onde vivia. Esses espíritos ainda estavam presos no astral em árvores numa floresta umbralina, eram 27 no total. São eles que dizem para ela se matar, pois querem vingança. Foram libertados e levados por nossa equipe espiritual para realocação no sistema reencarnatório. Nesse caso essa floresta existe de fato na dimensão astral e não seria o caso de fazer um “desmatamento”, assim, apenas fechamos o poço.


Cantora de cabaré

     Numa outra vida ainda a consulente foi uma mulher muito vaidosa, era cantora em um cabaré, tipo a Betty Boop, e gostava muito do luxo, assim como Zéfiro, o vento oeste, quente e agradável. Seduziu um homem de posses para bancar seus caprichos mas depois de algum tempo, vários anos na verdade, ele enjoou dela e queria deixá-la.

Betty Boop
     A Betty então procurou um feiticeiro que invocou um espírito com o qual ela fez um pacto. Esse espírito hipnotizava os homens que se aproximavam dela, fazendo com que eles a vissem sempre como uma jovem bela e atraente. Ela então matou o homem antes que ele a deixasse.
     Nessa vida era uma mulher muito egoísta e nunca quis ter filhos. Fez três abortos, cujos espíritos estão desencarnados e a encontraram, passando a obsidiá-la. Uma das crianças inclusive foi abortada muito tarde e nasceu viva, mas ela a matou e jogou num buraco de terra, onde o corpo foi comido por bichos. Naquela vida a consulente acabou morrendo muito deprimida, bêbada e sozinha, numa espécie de trailer.
     O homem que ela matou ainda estava perto dela interferindo em seus relacionamentos. Foi retirado e a mente da consulente apagada, o trailer e o cabaré ainda existiam no astral e foram destruídos. Essa frequência, que fechamos, também influenciava muito no estado depressivo da consulente.

A sacerdotisa

     Num templo com um grande salão circular, em cujo centro há um grande pentagrama desenhado no chão, circundado por velas acesas, encontramos a consulente deitada em seu centro; uma imagem que lembra o famoso Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci. Ela é a sacerdotisa de uma seita e está realizando um ritual de poder, é Noto, o vento sul, quente e criador de nuvens.
     A tal seita tinha muitos seguidores e ela como sacerdotisa estava ligada magicamente a cada um deles, que lhe doavam energia. Vários deles estão encarnados agora, outros desencarnados, mas todos ainda estavam ligados a ela por conta dessa arquepadia, o que faz com que a consulente na vida atual tenha um excesso de ectoplasma, que acaba lhe causando dores e outros males devido ao acúmulo, já que ela não desenvolve a mediunidade em nenhum local.
     Fechamos a frequência cortando a ligação dela com os membros da seita, apagando a mente dela e dos demais encarnados e retirando os desencarnados. Nossa equipe também retirou o excesso de energia (ectoplasma) da consulente e devolveu para as pessoas das quais ela sugou. O templo foi destruído.

     Como podemos perceber a consulente estava com quatro frequências abertas que estavam afetando profundamente sua vida, como se fossem os quatro ventos, a desnorteando, causando diversos tipos de problemas, físicos e psicológicos, atraindo obsessores e antigos companheiros de jornada, mesmo assim ainda prejudicando outras pessoas por conta de atos cometidos nessas outras vidas, que ainda ecoavam na dimensão astral. 
     Quando dizemos que uma frequência está aberta significa que a pessoa se desdobra com aquela personalidade e age e pensa como antes. Isso provoca um efeito reflexo no físico e o mal que a pessoa faz lá ela sente no seu próprio corpo físico, o que pode acarretar doenças de difícil diagnóstico e problemas psicológicos diversos, entre outras coisas. A consulente deve ter uma melhora significativa mas por quanto tempo vai depender de seu mérito cármico.

Gelson Celistre

2 comentários:

  1. Isso acontece pq ela nao desenvolve a mediunidade...seria o caso dela ser medium?E ter desenvolver?Nesse caso seria em qual religiao,pois sacerdotisa...

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    1. Existem vários tipos de mediunidade. A que ela tem é devido a degradação da tela etérica e na prática não permite que se faça muita coisa, a não ser doando ectoplasma, que no caso não seria de boa qualidade então nesse caso não tem muitas opções. O que ela pode fazer é tentar ser uma pessoa melhor, o que pode amenizar um pouco os efeitos, mas não eliminá-los.

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