sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Colônia Espiritual da Terceira Idade

     Na literatura espírita existem vários livros que falam sobre colônias espirituais e de como as coisas funcionam por lá; creio que a mais conhecida, e que até virou filme, é a colônia Nosso Lar. O relato de hoje é sobre um trabalho que fizemos recentemente em uma colônia espiritual destinada a espíritos que morreram na chamada "terceira idade", ou seja, uma colônia exclusiva para idosos.

     O termo "colônia" foi popularizado pelo espiritismo kardecista para designar as cidades espirituais que existem na dimensão astral. Essa colônia era imensa, com milhões de espíritos "idosos", ou seja, pessoas que morreram na terceira idade. Diferente do que alguns acreditam, após a morte chegamos do outro lado do jeito que saímos daqui, ou seja, ninguém vai ficar com aparência de ser mais novo só porque morreu e também não vai se curar das doenças que tinha imediatamente após a morte num passe de mágica.
     Se uma pessoa morre de câncer por exemplo vai chegar do outro lado doente ainda e se não receber um tratamento em algum tipo de hospital vai continuar doente e sofrendo do jeito que sofria aqui no físico. Como a maioria das pessoas depois que morre fica vivendo aqui na Terra em locais com os quais tinha afinidade ou na casa de familiares, é comum nesses casos algum familiar "adquirir" a doença do que morreu, às vezes um neto ou filho do falecido.
     Mas este relato é sobre espíritos que foram para uma colônia no astral, uma espécie de colônia asilo, onde só haviam espíritos de idosos. Se fôssemos contar nosso tempo de existência (reencarnações) praticamente todos os espíritos aqui na Terra poderiam ser considerados idosos mas como o espírito quando morre permanece com a aparência e a personalidade que teve na última existência, neste caso estou me referindo a pessoas que morreram em idade avançada, na chamada terceira idade, acima de 60 anos.
     Imaginem uma cidade enorme, do tamanho de uma grande capital, como São Paulo talvez, com muitos prédios de vários andares no centro e que vão ficando menores na periferia, tal qual uma cidade daqui. Geograficamente esta colônia ficava situada sobre um país da Ásia onde as pessoas possuem uma grande longevidade, onde muitos morrem em idade avançada com saúde ainda. Nesta colônia da terceira idade, onde habitavam milhões de espíritos, havia várias grandes praças onde apareciam espíritos de luz ao redor do qual os idosos se aglomeravam, esperando para serem "chamados" para irem para um lugar melhor. Todos os dias milhares eram escolhidos para deixar aquela colônia.
     Os seres de luz se apresentavam com a roupagem fluídica mais apropriada a quem eles queriam atingir, ou seja, alguns apareciam como anjos com asas, para quem tinha alguma crença na linha do catolicismo ou acreditava em anjos, outros se apresentavam como pastores para os fiéis que eram evangélicos, e para os que seguiam religiões de matriz africana podiam aparecer como pretos-velhos ou orixás, enfim, cada espírito ali iria se aproximar do "ser de luz" que mais se afinizava com suas crenças. O que esses seres de luz tinham em comum era sua luz, pois todos eram resplandecentes e se destacam contra o cinza do povo ao redor. 
     Até aqui parece um relato "normal" que pode ser encontrado em qualquer livro espírita, mas para manter meu perfil de destruidor de sonhos, vou revelar o que de fato ocorria nessa colônia espiritual da terceira idade. Vamos seguir o trajeto feito por um desses velhos que estava ansioso por ser escolhido para ir embora para um lugar melhor. 
     O velho em questão estava junto de outros milhares admirando um anjo luminoso com grandes asas brancas. Não que ele quando vivo fosse algum beato ou mesmo que acreditasse em Deus, mas foi criado num ambiente cristão e no seu inconsciente havia a ideia de anjos e demônios. Como depois de morto descobriu que ainda estava vivo e ainda por cima estava vendo um anjo, pensou que talvez as histórias da Bíblia fossem verdadeiras e ele depositava sua fraca fé nesse ser que reluzia à sua frente.
     Eis que dessa vez esse velho foi escolhido por uma anjo e finalmente iria sair daquele lugar que em tudo se parecia com a cidade onde ele vivia antes de morrer. O anjo apontou para ele e lhe fez um sinal para que aguardasse à sua direita, juntamente com milhares de outros velhos. Os escolhidos foram encaminhados para a periferia da colônia e o anjo subiu aos céus, enquanto os não escolhidos, cabisbaixos, voltavam para suas casas e apartamentos, ansiosos para que na próxima vez fossem escolhidos também.
     Os escolhidos foram conduzidos a um dos grandes galpões existentes na periferia da colônia, semelhantes a prédios industriais, onde era feito o "processamento dos velhos". Todos esses espíritos de idosos nessa cidade, que se contavam aos milhões, eram considerados um lixo humano e eram tratados como tal. Nesses galpões, que eram na verdade abatedouros, seus corpos espirituais eram transformados em energia para fazer brilhar os "seres de luz" que controlavam a cidade.
     Mas como assim eram abatidos? O espírito não é imortal? Então, o espírito é imortal mas seus invólucros, seus corpos, não são. Embora o corpo astral tenha uma longevidade absurdamente grande se comparada ao corpo físico, ele também é perecível. E o que ocorre quando um espírito pouco evoluído como o daqueles velhos perde seu corpo astral é algo conhecido no meio espírita como "ovoidização". 
     Se um espírito que ainda não tem desenvolvido o corpo mental superior (a esmagadora maioria dos terráqueos) perde seu corpo astral o que sobra é a mente (mental inferior) envolta por uma membrana, semelhante a um ovo ou uma larva. Os ovóides não conseguem se locomover sozinhos e por isso são muito usados em magia negra e obsessões pois são "grudados" nas pessoas alvo e devido à natureza (inferior) de sua mente e energia, é como se fossem baterias negativas de alta intensidade. Se um ovóide é grudado numa pessoa encarnada ela passa a ser bombardeada 24 horas por dia pelas ideias e energia negativas do ovóide, o que pode gerar síndromes de vários tipos, loucura, e doenças como câncer.
     Então o que acontecia nessa colônia espiritual da terceira idade era uma reciclagem de corpos astrais de espíritos velhos, que eram usados para gerar energia, como se fossem lixo, e suas mentes ovoidizadas eram negociadas com outros espíritos das trevas para os mais diversos fins. E isso tudo era feito de modo industrializado em larga escala, pois eram abatidos milhares a cada dia. 
     Os espíritos ao serem levados para essa colônia já eram selecionados pelo tipo de morte que tiveram, se foi de alguma doença específica, se tinham parentes que se preocupavam com eles (rezavam ou oravam), pois nesses casos seus ovóides poderiam ser grudados em algum dos familiares, se eram saudáveis, enfim, eram selecionados para serem escolhidos em grupos pelos seres de luz que comandavam a colônia a fim de facilitar a extração e qualificação das energias retiradas dos corpos, pois assim tinham colheitas de energias específicas de cancerígenos, de alcóolatras, de cardíacos, etc.
     Nossa equipe já estava monitorando essa colônia e estavam organizando o resgate já há algum tempo. Na prática esse tipo de trabalho envolve uma grande logística, pois é preciso providenciar transporte, acomodações, segurança, etc., e lembremos que eram milhões de pessoas que precisavam ser regatadas e o contigente de trabalhadores da equipe espiritual envolvida tinha que ser na casa dos milhares.
     Os espíritos dos idosos é mais fácil de ser trabalhado mas os ovóides vaão exigir muito esforça para sua realocação (reencarnação) pois espíritos nessa condição dificilmente nascem saudáveis, costumam ser natimortos ou nascer com grandes deficiências e por questões kármicas muitos terão que renascer em breve. Outros tantos não tem mais condições de nascer num corpo humano e seu destino ainda é incerto, mas será feito o que for possível para que cada um deles volte a seguir sua jornada evolutiva. 
     Os seres de luz, que na verdade eram demônios das trevas, foram todos presos e serão exilados para outros planetas em situação evolutiva bastante primitiva, o que vai limitar sua capacidade de ação por um bom tempo.
      A morte é apenas uma etapa de nossa vida e nossa situação como morto pode ser muito pior do que quando estávamos vivos, pois a grande maioria não vai para nenhuma colônia (de férias) no astral, ou fica vagando por aqui mesmo e por regiões do umbral ou é pego por algum grupo das trevas para sofrer coisas horríveis.
     

Gelson Celistre





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