segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Nazistas nos Andes

     Quem vê a beleza majestosa da Cordilheira dos Andes dificilmente poderia imaginar que o astral desse magnífico lugar poderia servir de esconderijo para espíritos pouco evoluídos espiritualmente, mas foi aí que encontramos, na semana passada, uma bem protegida base militar nazista, mais especificamente na região onde a cordilheira cruza o Peru. Entretanto, nosso envolvimento com essa base começou há vários anos, quando nossa equipe espiritual descobriu outra base nazista e passou a monitorar as pessoas encarnadas que trabalhavam lá em desdobramento.


     Uma dessas pessoas é uma moça que recentemente nos solicitou ajuda relatando os seguintes problemas: há cerca de três anos ela sofreu um acidente de carro onde fraturou algumas vértebras e discos na coluna, tendo quebrado também a clavícula e teve traumatismo craniano. Apesar de não ter ficado com sequelas físicas a consulente relata sentir muita dor na coluna, que a obriga a tomar remédios fortes para suportar a dor. Quando tem essas crises de dor diz que fica muito nervosa, com ânsia e falta de ar.
     Nós encontramos a consulente desdobrada no astral presa em uma cadeira de rodas e sendo torturada por vários espíritos que colocaram placas de ferro na coluna dela, como se a tivessem quebrado e tentado consertar. A consulente chora e pede que a soltem, mas esses espíritos parecem odiá-la e a mantêm presa. De repente, a consulente se transforma completamente e de vítima indefesa passa a algoz, consegue se libertar e paralisa todos os espíritos à sua volta. Isso dura por algum tempo mas logo os espíritos voltam a se movimentar e continuam a torturá-la, para depois de um tempo ela novamente se soltar e os paralisar. Eles estavam nesse ciclo de tortura/paralisia há alguns anos, antes mesmo dela sofrer o acidente de carro e quebrar as vértebras.
     Após o médium me relatar a cena mandei paralisar todos e prender os agressores, retirar os ferros da coluna da consulente e enviá-la de volta ao seu corpo físico. Um dos espíritos que a estava torturando incorporou num médium e disse:
- Quem você pensa que é para estar aqui? Ela nos pertence por direito e ninguém, muito menos você, vai tirá-la daqui! É nosso direito tê-la aqui! Ela não é quem você possa pensa!
- O que ela fez?, perguntei;
- Ela não merece ser ajudada, você não a conhece, ela está enganando você. Você nada poderá fazer por ela, então é bom não se meter aqui!, respondeu o tal espírito.
     Como a conversa já estava se prolongando muito pedi ao médium que entrasse na mente do tal espírito e visse o que a consulente tinha feito a eles. Em sua vida passada anterior à vida atual, a consulente foi um cientista nazista e fazia experimentos com pessoas paraplégicas que tinham sofrido algum trauma na coluna. Entretanto, ela fazia os experimentos nos prisioneiros judeus e como não houvessem já alguns com esse tipo de problema de paralisia, ela mesmo mandava quebrar a coluna dos prisioneiros a pauladas, para os deixar paraplégicos, para depois tentar fazê-los voltar a andar com cirurgias. Esse cientista partilhava das ideias nazistas e acreditava que os prisioneiros judeus deveriam sofrer e se comprazia com isso.
     A consulente naquela vida era um homem magro e alto e em 1945 estava com 32 anos. O local onde esse cientista realizava seus experimentos era bem isolado, pois a Alemanha estava perdendo a guerra e ele se afastou dos campos de concentração, instalando-se numa área rural no meio de uma floresta. Era nesse local que a consulente estava presa na cadeira de rodas e além do pequeno grupo de espíritos que estava dentro do local a torturando, do lado de fora havia centenas de outros espíritos, a maioria mutilados, tentando invadir o local, se chocando contra as telas que cercavam a estrutura. A cena parecia muito com as que aparecem no seriado The Walking Dead, quando os zumbis tentam invadir os locais onde os sobreviventes estão abrigados. Efetuamos o resgate desses espíritos que eram em número de 863, todos vítimas desse cientista nazista (que é a consulente).
     Descobrimos que em 1945 quando o exército russo invadiu a Alemanha e esse local foi descoberto, o cientista nazista suicidou-se injetando nele mesmo um veneno letal, o mesmo que usava para matar as cobaias humanas que não tinham mais utilidade para ele. Também soubemos que o tal cientista era homossexual e que foi um outro homem com quem ele tinha um caso amoroso que denunciou a localização desse local aos russos, em troca de sua própria liberdade. Só que alguma coisa deu errado e o cientista acabou descobrindo a traição do amante e o matou antes de se suicidar. Era esse amante dele quem comandava a tortura, o mesmo que incorporou num dos médiuns e falou comigo. Atualmente esse amante dele também está encarnado e é uma pessoa próxima da consulente, um sobrinho talvez, mas é um menino bem mais novo que ela.


Notícia do jornal peruano La Republica sobre partido neonazista peruano (http://www.larepublica.pe/06-08-2012/neonazis-andinos#!foto2)
     Esse local onde estava a consulente tinha ligação com uma outra base militar nazista ainda em atividade no astral e através dos espíritos que prendemos conseguimos localizar. Essa base era muito bem guardada e possuía um escudo energético de proteção, uma redoma, que impedia a entrada de pessoas não autorizadas. Fomos informados que há algum tempo uma equipe de espíritos socorristas tentou invadir esse lugar mas não obtiveram  êxito e foram aprisionados. Depois disso a segurança do local foi reforçada. Nosso médium não conseguia ultrapassar a barreira energética e então efetuamos uma projeção da mente dele dentro da base onde estavam presas as pessoas desse outro grupo socorrista. Eram cinco no total, um casal aparentando mais idade e três jovens. Estavam numa sala sem janelas e com uma porta muito grossa. Orientamos eles a se concentrar na fechadura e com o auxilio do ectoplasma do médium eles conseguiram abri-la. Poderiam ser descobertos pois o local todo é monitorado então criamos uma imagem deles dentro da cela e os direcionamos para o centro de comando. Havia um guarda no local e este possuía uma chave para abrir o compartimento onde se localizava o painel de controle de energia da base. Neste ponto era a mente do médium que estava orientando a equipe de socorro dizendo para onde deveriam ir e o que fazer. Seguindo essas orientações eles encontraram a sala de comando e conseguiram desligar a energia da base, inclusive do campo de força que a protegia, permitindo que nossa equipe invadisse o local. Esses espíritos socorristas estavam presos ali há cerca de 10 meses do nosso tempo e fazem parte de um grupo de socorro de uma colônia chamada Coração de Maria, que fica sobre a cidade de Águas de Lindóia, no interior do estado de São Paulo. Devido ao campo energético eles não conseguiram fazer contato com sua colônia para solicitar um resgate. Essa base foi tomada mas foi tudo deixado como estava aparente para não levantar suspeitas nas outras bases nazistas.
     Nossa equipe espiritual nos informou que essa base estava ligada a mais seis bases e que eles estavam rastreando a localização delas e preparando uma ofensiva para tomar todas as outras de uma só vez. Alguns dias depois soubemos que já haviam conseguido a localização de cinco delas, mas ainda faltava uma que estava muito bem escondida. Para conseguirmos a localização dessa última base seria preciso uma boa isca e por questões kármicas eu era a pessoa mais indicada, pois fui médico na época da Alemanha nazista e me consideram um traidor. Deixamos que um desses grupos nazistas me prendesse em desdobramento para que me levassem até a base secreta e nosso pessoal conseguisse localizá-la. Fiquei vários dias preso sendo espancado com uma marreta e humilhado dentro de um bunker e antes de me levarem (numa maca) até a base secreta ainda andaram mais alguns dias em círculos numa floresta. Segundo os médiuns me bateram tanto que me arrancaram um olho fora, além de terem quebrado meu antebraço no astral para potencializar uma inflamação nos tendões aqui no meu corpo físico, mas enfim, são os ossos (e tendões) do ofício. Isso foi necessário porque somente depois deles se convencerem que eu não poderia oferecer perigo nenhum é que me levariam até a base secreta.
     Finalmente chegamos na base secreta, essa que descobrimos se localizar na Cordilheira dos Andes, no Peru. Nossa equipe espiritual já estava posicionada nas outras bases e logo que localizaram essa coordenaram um ataque em conjunto em todas ao mesmo tempo. Foram mobilizados 180 dos nossos soldados para cada uma das seis bases. Só estávamos esperando que o comandante da base aparecesse para nosso pessoal invadir. No centro de comando da base finalmente o comandante apareceu e já foi dando ordens de me eliminar, pois ele pressentia que havia perigo. Entretanto, foi tarde demais pois nossa equipe invadiu todas as bases numa ação muito bem coordenada e todos foram presos.
     O comandante dessa base nazista super secreta, que nossa equipe demorou vários anos para descobrir a localização, era nada menos que a própria consulente que nos procurou. Ela nessa frequência que comandava a base foi quem a desdobrou e a ligou com suas vítimas da vida passada e, manipulando o próprio karma, provocou o acidente de carro com a intenção de matar seu próprio corpo físico, pois a necessidade de ter que viver aqui na dimensão física lhe tomava muitas horas de consciência e ele queria evitar isso. A melhor maneira seria morrendo e o jeito mais fácil que ele encontrou foi manipular o próprio karma, provocando a ligação com os espíritos que mutilou e matou na vida passada e provocando um acidente de carro. O plano só não deu certo porque nossa equipe espiritual estava vigiando a consulente e interviu no momento do acidente, evitando que ela morresse e desencarnasse.
     Esse tipo de situação é a que causa mair perplexidade entre as pessoas que atendemos pois aqui no corpo físico a consciência das pessoas está programada para preservar a própria vida e quando dizemos à pessoa que ela agiu no sentido de provocar a própria morte parece algo muito inverossímil. Entretanto, sabemos que a vida no corpo físico é apenas uma faceta de nossa existência e que vivemos vidas paralelas em outras dimensões, havendo uma inter-relação entre essas dimensões onde uma afeta a outra. Nesse caso específico era mais interessante para o espírito da consulente manter suas atividades na dimensão astral, onde possuía poder e prestígio, ao invés de ter que se submeter a uma vida entediante como a da maioria de nós, onde temos diversas obrigações com trabalho, família, estudos, etc., e onde geralmente nossos desejos de um modo geral não são satisfeitos. Além dos problemas que ele causou a si própria nessa existência, provocando o acidente de carro, ainda existe a questão dela ter se matado na vida passada e provavelmente quando estiver próxima dos 32 anos de idade, ou até mesmo antes, ela poderá sentir os efeitos em seu organismo do veneno letal que injetou em si mesma na vida anterior.

Gelson Celistre


     

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