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terça-feira, 2 de março de 2010

Obsessão inconsciente de encarnado para desencarnado

     Este caso foi simples mas serve para exemplificar uma situação muito comum, a obsessão inconsciente de encarnado para desencarnado. O consulente, um rapaz de vinte e poucos anos, nos procurou por sentir uma certa angústia, mal-estar  e mágoa de um tio dele, já falecido há cerca de seis meses, que segundo seu entendimento fora responsável pelo suicídio de sua avó e de uma outra tia.


     O consulente era criança quando os suicídios ocorreram, com intervalo aproximado de um ano entre um e outro, e estes fatos ficaram marcados em sua mente infantil, repercutindo até os dias atuais. Como ele atribuía à morte das mulheres às ações do tal tio, o via como culpado.
    Ligado ao consulente logo os médiuns perceberam os espíritos das suicidas, que apesar de já terem sido socorridas no plano astral e estarem em tratamento, sofriam com as emanações emocionais do consulente e isso estava retardando seu pleno restabelecimento, principalmente pq são espíritos com fortes ligações de outras vidas.
     A mágoa e rancor do tio, recentemente falecido, estavam mantendo este espírito ligado ao consulente e as sensações que ele tinha de angústia e mal-estar eram as do tio falecido. O espirito do tio se via preso numa sala escura, sendo constantemente acusado pelo sobrinho encarnado de ter provocado a morte da prórpia mãe e da irmã (a avó e a tia do consulente).
     Ele negava e acusava o sobrinho. Sua mente estava muito confusa pois ele misturava lembranças dessa última existência no plano físico com reminiscências de outras vidas, cobrava que em determinada ocasião haviam 'combinado' que ele (o espírito do tio) nasceria mas que o consulente lhe 'passou a perna' e nasceu no lugar dele, dentre outras coisas.
     Descobrimos que em uma vida passada ambos, o sobrinho e o tio, eram trapaceiros, que enganavam as pessoas em jogos de cartas, e que descobertos, o 'tio' consegiu incriminar o 'sobrinho' e este acabou sendo enforcado. Daí a antipatia 'natural' do sobrinho pelo tio, pois mesmo não tendo em seu cérebro físico e memória dos fatos ocorridos, a 'memória emocional' estava bem ativa em relação a esses acontecimentos.
     Tbm foi passado aos médiuns que fazia parte da provação da avó e da tia do consulente conviverem com este espírito, que receberam como filho e irmão respectivamente, mas que as diferenças e dificuldades de perdoar acabaram levando-as ao suicídio, por fraqueza delas próprias.
No final, o consulente, que não tinha a menor noção do que se passava em seu inconsciente, sentiu-se aliviado e resgatamos o espírito do tio.
    Nós, espírtios 'encarnados', temos uma força muito grande na dimensão astral e qualquer sentimento que emitimos pode assumir proporções que sequer temos condições de mensurar. Por isso é importante não cultivarmos emoções negativas, seja por pessoas encarnadas ou desencarnadas. Em relação a outras pessoas encarnadas ainda ocorre uma atenuação por elas estarem tbm encarnadas mas os desencarnados alvo de nossos sentimentos, dependendo de seu grau evolutivo, podem vir a sofrer muito em função de nossas emoções desregradas, e isso acaba gerando um carma negativo para nós mesmos.

Gelson Celistre